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Do ringue ao caixa: Popó e Wanderlei transformam polêmica em negócio milionário e deixam briga no passado

Foto: William Lucas e Gaspar Nóbrega/Inovafoto

O que começou como uma das maiores confusões do esporte brasileiro em 2025 quase terminou nos tribunais, mas acabou ganhando outro rumo. Após a luta entre Acelino Popó Freitas e Wanderlei Silva, em setembro do ano passado, a expectativa era de processos judiciais, trocas de acusações e um clima permanente de rivalidade. Em vez disso, alguns dias depois, o embate deu lugar a campanhas publicitárias de alcance nacional e a cifras altas.

A luta, realizada em São Paulo, terminou com vitória de Popó por nocaute técnico após a desclassificação de Wanderlei, punido por golpes ilegais. O desfecho no ringue, porém, foi apenas o início do problema. A invasão de membros das equipes provocou cenas de violência que chocaram o público: Popó foi agredido por André Dida, técnico e ex-lutador, enquanto Wanderlei acabou nocauteado após um golpe pelas costas desferido por Rafael Freitas, filho do tetracampeão mundial de boxe.

Naquele momento, o clima era de guerra. O advogado de Wanderlei chegou a cogitar acusações graves contra Rafael, enquanto Popó pedia publicamente que os ânimos fossem apaziguados. A reconciliação, ao menos simbólica, veio pouco tempo depois e diante das câmeras.

Em outubro, Popó e Wanderlei surpreenderam ao aparecer juntos em um comercial de uma hamburgueria de alcance global, trocando sanduíches em tom descontraído. De acordo com apuração da revista Piauí, cada um teria recebido cerca de R$ 250 mil pelo trabalho. Dias depois, a dupla voltou a dividir cena em uma nova campanha, desta vez para uma grande rede varejista chinesa.

Para a comentarista Ana Hissa, do Combate e da TV Globo, o episódio foi lamentável do ponto de vista esportivo, mas acabou sendo transformado em oportunidade. Segundo ela, a confusão extrapolou o nicho das lutas e ganhou enorme repercussão, algo que o mercado publicitário soube aproveitar. “Não foi positivo para o esporte, mas eles conseguiram transformar o problema em algo rentável e, de certa forma, virar a página”, avaliou.

Daniel Fucs segue linha parecida. Para o comentarista, a polêmica afetou mais a imagem do boxe e dos esportes de combate do que a carreira dos próprios protagonistas, ambos já aposentados. Ainda assim, ele vê nas campanhas uma estratégia inteligente para esfriar os ânimos e sinalizar que o conflito ficou no passado.

Apesar das críticas e das acusações de oportunismo nas redes sociais, a avaliação geral é de que o desfecho comercial foi menos prejudicial do que uma longa batalha judicial. Ao trocar o tribunal pelo estúdio de gravação, Popó e Wanderlei optaram pelo lucro e pela pacificação da imagem pública, encerrando um dos capítulos mais controversos do esporte brasileiro recente ao menos fora do ringue.

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