COI avalia mudanças no programa olímpico e modalidades que já renderam sete medalhas ao país podem perder espaço na próxima edição dos Jogos.
O futuro do skate e do surfe nos Jogos Olímpicos de Brisbane 2032 está em discussão. Segundo reportagem publicada pelo jornal britânico The Guardian, o Comitê Olímpico Internacional (COI) estuda uma reformulação do programa esportivo da próxima edição, incluindo a possibilidade de retirar algumas modalidades da programação principal.
A análise leva em consideração critérios como audiência televisiva, custos de realização, complexidade das instalações e quantidade de atletas envolvidos. Além disso, o COI pretende estabelecer um limite de 10.500 participantes nos Jogos, aumentando a concorrência entre as modalidades por espaço na competição.
Caso sejam excluídos do programa principal, skate e surfe ainda poderão aparecer entre as quatro modalidades adicionais escolhidas pelos organizadores de Brisbane. Entretanto, nesse cenário, os custos das competições ficariam sob responsabilidade do comitê organizador local.
A possível mudança preocupa especialmente o Brasil, que encontrou nessas duas modalidades importantes caminhos para conquistar medalhas e projetar seus atletas internacionalmente.
Desde a estreia olímpica do skate e do surfe, o país já conquistou sete medalhas. No skate, Rayssa Leal garantiu a prata em Tóquio 2020 e o bronze em Paris 2024. Kelvin Hoefler e Pedro Barros também conquistaram medalhas de prata na estreia da modalidade. Já em Paris, Augusto Akio, conhecido como Japinha, subiu ao pódio com o bronze.
No surfe, o Brasil também fez história. Ítalo Ferreira conquistou a primeira medalha de ouro olímpica da modalidade, em Tóquio 2020. Em Paris 2024, Tatiana Weston-Webb ficou com a prata, enquanto Gabriel Medina garantiu o bronze.
A definição oficial do programa esportivo de Brisbane 2032 está prevista para abril de 2027, durante uma sessão do Comitê Olímpico Internacional.
Até lá, atletas, confederações e fãs acompanham com expectativa as discussões. A possível retirada do skate e do surfe representaria uma mudança significativa para modalidades que conquistaram espaço, audiência e importantes resultados para o esporte brasileiro no cenário olímpico.
