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Capoeira perde referência histórica com a morte de Mestre Paulinho Sabiá em Niterói

A comunidade da capoeira amanheceu em choque nesta quinta-feira (20) após a confirmação da morte de Paulo César da Silva, conhecido como Mestre Paulinho Sabiá. O mestre foi assassinado a tiros na noite de quarta-feira (19), no bairro de Icaraí, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Aos 65 anos, Mestre Paulinho Sabiá teve a trajetória interrompida de forma violenta, deixando alunos, amigos e admiradores consternados. Reconhecido por sua dedicação à arte da capoeira, ele construiu ao longo de décadas um trabalho marcado pela formação de gerações, fortalecimento cultural e valorização das raízes afro-brasileiras.

Figura respeitada nas rodas e encontros culturais, o mestre era lembrado pela firmeza na condução do ensino, pelo compromisso com a disciplina e, sobretudo, pela defesa da capoeira como instrumento de transformação social. Seu nome se tornou sinônimo de resistência e preservação da tradição.

A notícia do crime provocou manifestações de pesar nas redes sociais e mobilizou capoeiristas de diferentes regiões do estado, que cobram apuração rigorosa e justiça. Até o momento, as circunstâncias do assassinato seguem sendo investigadas pelas autoridades.

Entre berimbaus silenciados e rodas marcadas pela emoção, a capoeira brasileira se despede de um de seus mestres. O legado de Paulinho Sabiá, no entanto, permanece vivo na memória de seus discípulos e na força de cada ginga que continua a ecoar sua história.

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