O UFC 324, realizado na noite deste sábado (24), em Las Vegas (EUA), começou de forma amarga para o Brasil. Na última luta do card preliminar, o ex-campeão peso-mosca Deiveson Figueiredodecepcionou ao não bater o peso e acabou derrotado por Umar Nurmagomedov, primo da lenda russa Khabib Nurmagomedov, em decisão unânime dos juízes. Antes mesmo de subir ao octógono, Deiveson já enfrentava dificuldades. O brasileiro excedeu em 1,1 kg o limite de 61 kg da categoria peso-galo, resultando em um desconto de 25% de sua bolsa, além de aumentar a pressão para o combate. Dentro da arena, o cenário não foi diferente. A luta foi marcada por muito equilíbrio e disputas intensas no clinch e no jogo agarrado. Ao longo dos três rounds, Umar Nurmagomedov mostrou maior consistência, controle e estratégia, neutralizando as principais armas do brasileiro e garantindo a vitória na decisão unânime. Mesmo com sua experiência e histórico de grandes atuações no Ultimate, Deiveson não conseguiu se impor nem transformar o combate em uma virada a seu favor. A derrota representa um duro golpe em sua trajetória recente dentro da organização. Este revés foi o terceiro de Deiveson Figueiredo nos últimos quatro combates, resultado que o faz perder posições importantes no ranking da divisão peso-galo e se afastar momentaneamente da disputa pelo cinturão. O momento acende um sinal de alerta sobre seu futuro na categoria e a necessidade de ajustes, especialmente no controle de peso. Do outro lado, Umar Nurmagomedov, que já chegou a disputar o título contra Merab Dvalishvili, se recuperou bem após derrota anterior e emplacou sua segunda vitória consecutiva, reforçando seu nome entre os principais contendores da divisão. A noite em Las Vegas deixou lições duras para o brasileiro e confirmou a força da escola russa no MMA mundial. Para Deiveson, o desafio agora é reencontrar o caminho das vitórias e provar que ainda pode figurar entre os grandes nomes do UFC.
Bianca Basílio é campeã em sua estreia no MMA pelo LFA
A transição do jiu-jítsu para o MMA não poderia ter sido mais impactante. Bianca Basílio fez uma estreia perfeita na modalidade ao vencer Jéssica Oliveira por finalização (armlock) ainda no primeiro round, no LFA 225, conquistando o cinturão logo em sua primeira apresentação no cage. Desde os primeiros segundos de luta, Bianca mostrou superioridade técnica e controle absoluto das ações. Com um jogo sólido de grappling, a atleta impôs seu ritmo, levou o combate para o solo e rapidamente encontrou a oportunidade para aplicar o armlock, forçando a desistência da adversária e encerrando o confronto de forma dominante. A vitória marca não apenas um começo promissor, mas o início de uma nova fase na carreira da atleta, que já era consagrada no jiu-jítsu e agora se coloca como um dos nomes mais observados do MMA feminino. A atuação segura e eficiente chamou a atenção do público e da organização, reforçando o potencial de Bianca Basílio dentro do evento. Com o triunfo no LFA 225, Bianca estreia como campeã e deixa claro que sua adaptação ao MMA vai além das expectativas. O desempenho consistente e a finalização rápida indicam que a atleta chega à modalidade preparada para desafios maiores e com grandes ambições no cenário internacional. A estreia vitoriosa não apenas entra para a história de sua carreira, como também a posiciona entre as promessas do MMA, abrindo caminho para novos confrontos e consolidando seu nome no esporte.
Jungle Fight Entregando Tudo: Albert Vieira “Maldito” Brilha Com Vitória Por Nocaute Técnico
Na noite de ontem, o octógono do Jungle Fight foi palco de uma exibição brutal de força e técnica. Albert Vieira, o “Maldito”, confirmou seu status de promessa do MMA brasileiro ao derrotar Lucas Eduardo por nocaute técnico, em uma performance que fez jus ao seu apelido. A luta, marcada por uma intensidade impressionante desde o início, viu Albert entregando tudo o que tinha para garantir a vitória. Desde o primeiro round, ficou claro que ele estava determinado a não dar chances para o adversário. Com um estilo agressivo e postura ofensiva, “Maldito” castigou Lucas Eduardo com uma combinação de socos e joelhadas que levaram o oponente a uma condição precária. No entanto, foi no segundo round que o combate chegou ao seu clímax. Albert acelerou o ritmo e, em um momento decisivo, aplicou uma sequência de golpes rápidos que derrubaram Lucas Eduardo. O árbitro, vendo que o adversário já não reagia de forma efetiva, interrompeu o combate, decretando o nocaute técnico a favor de Albert. Com um sorriso de satisfação, o vencedor fez questão de exaltar o quanto se dedicou para essa luta. “Treinei muito para esse momento. Sabia que essa era a minha chance de mostrar meu verdadeiro potencial. A vitória é resultado de todo o esforço que venho colocando nos treinos. Agora, sigo em frente, buscando o meu lugar entre os melhores”, disse Albert, visivelmente emocionado com a conquista. O combate foi um espetáculo à parte, não só pela vitória de Albert, mas pela energia do evento Jungle Fight, que mais uma vez entregou uma noite de grandes emoções aos fãs de MMA. A vitória de Albert “Maldito” reafirma sua promessa no esporte e coloca os olhos de todos no próximo passo da sua carreira. Com a vitória de ontem, Albert Vieira soma mais um triunfo em sua carreira e deixa claro que está preparado para os maiores desafios da sua divisão. O nome “Maldito” será, sem dúvida, lembrado por muito tempo na história do Jungle Fight.
Albert Maldito está de volta: retorno explosivo ao Octógono promete guerra no Jungle Fight 144
Depois de um longo período longe do MMA profissional, Albert Maldito retorna com tudo ao cenário das grandes lutas e já tem data, local e adversário definidos. O atleta marca sua aguardada volta no Jungle Fight 144, um dos maiores eventos de MMA da América Latina, em uma noite que promete emoção, superação e muita violência esportiva dentro do cage. Foram anos de aprendizado, amadurecimento e preparação silenciosa. Longe dos holofotes, Albert reconstruiu seu caminho com foco total na evolução técnica e mental. Agora, mais experiente e motivado, ele garante estar pronto para sentir novamente a adrenalina do octógono. “Foram anos de aprendizado, superação e preparação até esse momento. Sou imensamente grato ao meu time e à minha equipe, que nunca deixaram esse sonho morrer. Obrigado ao Jungle Fight pela oportunidade. Estou feliz, motivado e pronto para sentir tudo de novo dentro do cage. Pouco papo e muita guerra!”, declarou o lutador. O desafio não será fácil. Do outro lado estará Lucas Avattar, em um confronto que promete pegar fogo na categoria até 70kg. Dois estilos, duas histórias e apenas um vencedor. O palco desse grande retorno será o Rio de Janeiro, cidade que respira MMA e que já foi cenário de batalhas históricas do esporte nacional. Jungle Fight 144, Albert Maldito vs Lucas Avattar, Categoria: 70kg , 17 de janeiro Sábado, às 20h Rio de Janeiro. O maior evento de MMA da América Latina está de volta, e com ele, um nome que promete deixar sua marca novamente. Albert Maldito voltou pro jogo e é guerra declarada.
Bia Basílio estreia no MMA profissional no LFA e leva o Jiu-Jitsu brasileiro ao cage
A contagem regressiva já começou para a estreia de uma das grandes referências do Jiu-Jitsu feminino no MMA profissional. A multicampeã Bia Basílio fará sua primeira luta como profissional no dia 23 de janeiro, durante o LFA 225, um dos principais eventos de artes marciais mistas do mundo. Conhecida por sua técnica apurada, agressividade e histórico vitorioso nos tatames, a faixa-preta dá agora um passo decisivo na carreira ao migrar oficialmente para o MMA. A luta marcará sua estreia na categoria peso-mosca feminino, contra uma adversária que ainda será anunciada pela organização. Bia Basílio construiu um currículo de respeito no Jiu-Jitsu, acumulando títulos importantes e se consolidando como uma atleta completa, com jogo ofensivo, controle no solo e alto nível competitivo. A transição para o MMA era aguardada por fãs e especialistas, que veem na brasileira um nome com potencial para rápido destaque no cenário internacional. O LFA (Legacy Fighting Alliance) é reconhecido por revelar grandes talentos que posteriormente alcançam o UFC, o que torna a estreia ainda mais simbólica. Para Bia, o evento representa não apenas o início de uma nova fase, mas também a oportunidade de mostrar que o Jiu-Jitsu de elite continua sendo uma das armas mais temidas dentro do cage. Com estreia marcada e expectativa em alta, Bia Basílio chega ao MMA profissional com o rótulo de promessa e a missão de transformar o sucesso nos tatames em vitórias dentro do octógono. A “brabíssima” está pronta para escrever um novo capítulo da sua história.
Treinador de Weili Zhang provoca e promete retomada do trono: “Esse cinturão ainda tem dona”
O clima esquentou no peso-palha feminino do UFC. Mesmo longe da divisão, Weili Zhang segue no centro das atenções e, desta vez, por conta das declarações afiadas de seu treinador. John Wood, um dos responsáveis pela carreira da chinesa, minimizou o reinado de Mackenzie Dern e afirmou que o cinturão conquistado pela brasileira “ainda pertence” à ex-campeã. Atual detentora do título, Mackenzie Dern assumiu o posto após a saída de Zhang da categoria, quando a chinesa decidiu subir de peso para desafiar Valentina Shevchenko no peso-mosca. A tentativa de conquistar um segundo cinturão não deu certo, mas, para Wood, isso não muda o status de sua atleta dentro da divisão. “Existe um caminho óbvio para a Weili voltar, enfrentar a Mackenzie e recuperar o título. Na minha visão, esse cinturão é da Weili. Ela abriu mão dele para buscar algo maior e mostrou coragem. Agora, tudo depende do que ela decidir fazer”, afirmou o treinador, deixando clara a pressão por uma disputa imediata. Mackenzie Dern conquistou o cinturão no fim de outubro, ao vencer a compatriota Virna Jandiroba em disputa pelo título vago. Desde então, a categoria segue sem movimentações claras para definir a primeira defesa da campeã, cenário que fortalece ainda mais o discurso do time de Zhang. Entre as principais ranqueadas do peso-palha, poucas vivem bom momento. Tatiana Suarez é a única entre as cinco primeiras colocadas que vem de vitória, mas a norte-americana já teve sua chance pelo cinturão em fevereiro de 2025 justamente contra Weili Zhang e acabou derrotada. Com isso, a revanche entre a chinesa e Dern surge como o confronto mais lógico e comercialmente atrativo. Enquanto o UFC não oficializa os próximos passos da divisão, a guerra de declarações já começou. E, pelo tom adotado pelo time de Weili Zhang, o retorno da ex-campeã promete ser tudo, menos silencioso.
UFC abre 2026 com card estrelado em Las Vegas e forte presença brasileira
O Ultimate Fighting Championship já definiu o roteiro do seu primeiro grande espetáculo de 2026. Marcado para o dia 24 de janeiro, em Las Vegas, o UFC 324 chega como um evento simbólico para a organização, que inaugura uma nova fase nas transmissões ao firmar parceria com a CBS, nos Estados Unidos, e com o Paramount Plus, responsável pela exibição no Brasil. Dentro do octógono, o protagonismo brasileiro é evidente. Ao todo, quatro atletas do país estão confirmados no evento, com destaque para Amanda Nunes, que retorna à ação após dois anos e meio afastada. A ex-campeã de duas categorias faz a segunda luta mais importante da noite contra Kayla Harrison, atual detentora do cinturão dos galos. Após anunciar aposentadoria no passado, a “Leoa” volta movida pelo desafio de iniciar um possível terceiro reinado no peso até 61kg. Abrindo o card principal, Jean Silva carrega a missão de dar o tom da noite. Integrante da equipe Fighting Nerds, o peso pena busca reabilitação após revés diante de Diego Lopes e terá pela frente o experiente inglês Arnold Allen, em um confronto que promete intensidade do início ao fim. O card preliminar também reserva desafios de alto nível para os brasileiros. Natália Silva enfrenta a ex-campeã Rose Namajunas e pode se credenciar de vez para uma disputa de cinturão no peso mosca, atualmente sob domínio de Valentina Shevchenko. Já Deiveson Figueiredo encara Umar Nurmagomedov em um dos testes mais duros de sua carreira nos galos. Ex-campeão dos moscas, o amazonense tenta surpreender um dos nomes mais temidos da divisão após vencer Montel Jackson no UFC Rio. Na luta principal, o cinturão interino dos leves estará em jogo. Justin Gaethje e Paddy Pimblett medem forças enquanto o campeão linear Ilia Topuria se afasta temporariamente para resolver questões pessoais. Gaethje, ex-dono do título interino, aposta na experiência e na agressividade para frear a ascensão do inglês, que mantém campanha perfeita no Ultimate, com sete vitórias em sete apresentações. Com estrelas consagradas, novos protagonistas e confrontos decisivos, o UFC 324 promete começar 2026 em alto nível, reafirmando o protagonismo brasileiro e elevando as expectativas para a nova temporada do MMA mundial.
Brasil quebra o tabu do main event no UFC, espanta a “maldição” e reacende a esperança para 2026
Foto: Ícone Sport O ano de 2025 parecia ter selado um estranho e incômodo destino para os lutadores brasileiros no UFC. Sempre que o Brasil ocupava o centro do octógono em uma luta principal, o desfecho era o mesmo: derrota. A sequência negativa começou de forma dramática logo em janeiro, quando Renato Moicano aceitou, com apenas um dia de antecedência, o desafio contra Islam Makhachev pelo cinturão dos leves e acabou finalizado ainda no primeiro round. A partir dali, nascia o que fãs e analistas passaram a chamar de “maldição da luta principal”. O roteiro se repetiu de maneira quase cruel. Foram oito main events consecutivos perdidos por brasileiros até julho, incluindo três disputas de cinturão, muitas delas com atletas amplamente favoritos. Derrotas que chocaram o público, como a de Alex “Poatan” Pereira para Magomed Ankalaev no UFC 313, em março, e a queda de Carlos Prates diante de Ian Machado Garry, em abril. Em junho, veio talvez o golpe mais doloroso: Charles “do Bronx” Oliveira, um dos maiores nomes da história do evento, foi nocauteado por Ilia Topuria no primeiro round, no UFC 317. Nem mesmo outros nomes de peso escaparam. Diego Lopes, Deiveson Figueiredo e Tallison Teixeira, todos vistos como apostas seguras, acabaram superados em lutas principais, alimentando a sensação de que algo fora do comum rondava os brasileiros quando o holofote estava no máximo. A preocupação tomou conta dos fãs, e a teoria da “maldição” ganhou força. Mas, como toda boa narrativa esportiva, a virada veio quando menos se esperava. Em agosto, já sem grandes expectativas, Johnny Walker que vinha de três lutas sem vitória e entrava como azarão surpreendeu o mundo ao nocautear Zhang Mingyang no segundo round de uma Fight Night disputada na China. O triunfo não foi apenas individual: ele simbolizou o fim do trauma coletivo. A partir dali, o Brasil voltou a respirar aliviado. Mesmo com a derrota pontual de Caio Borralho para Nassourdine Imavov, os principais protagonistas trataram de colocar as coisas nos trilhos. Poatan deu o troco em Ankalaev, recuperou o cinturão dos meio-pesados e reafirmou seu status de estrela global. Charles do Bronx se reergueu diante da torcida no Rio de Janeiro, finalizou Mateusz Gamrot e agora mira o cinturão BMF em março. Diego Lopes, por sua vez, nocauteou o então invicto Jean Silva e garantiu nova disputa de título contra Alexander Volkanovski, marcada para janeiro. O cenário, que parecia sombrio, voltou ao normal ou talvez até melhor do que antes. A “maldição” foi quebrada, os cinturões voltaram a circular em mãos brasileiras e a confiança foi restaurada. Resta agora a pergunta que move torcedores e especialistas: depois de sobreviver a um dos anos mais estranhos da história recente do UFC, o Brasil conseguirá manter o protagonismo e brilhar de vez em 2026? O octógono dará a resposta.
Demetrious Johnson critica revanche no peso-pena e dispara contra o UFC: “Mérito ficou em segundo plano”
A confirmação da revanche entre Diego Lopes e Alexander Volkanovski pelo cinturão dos penas no UFC 325, marcado para 31 de janeiro, na Austrália, segue rendendo debates intensos no mundo do MMA. Desta vez, quem entrou na discussão foi uma das maiores lendas da história do esporte: Demetrious “Mighty Mouse” Johnson. Sem rodeios, o ex-campeão do UFC questionou a legitimidade da escolha e afirmou que a decisão está longe de seguir critérios esportivos. Em seu canal oficial no YouTube, Johnson foi direto ao analisar o novo title shot concedido ao brasileiro. Para o ex-rei dos moscas, atletas como Lerone Murphy e Movsar Evloev, ambos invictos na organização, apresentaram argumentos mais sólidos para disputar o cinturão do que Diego, que perdeu para Volkanovski em abril e venceu apenas uma luta desde então. Na visão de “DJ”, a escolha do UFC passa menos pelo desempenho dentro do octógono e mais pela capacidade de gerar engajamento e vendas. “Você teve a chance pelo cinturão e perdeu de forma clara. Foi quatro rounds a um. Volkanovski venceu aquela luta com autoridade. Depois, Diego fez uma grande luta contra Jean, uma guerra, mas foi apenas uma vitória. Ainda assim, ele ganha outra disputa de título. Por quê? Popularidade? Venda de ingressos?”, questionou o norte-americano. O tom crítico aumentou quando Johnson colocou em xeque o conceito de esporte dentro do MMA profissional. Segundo ele, decisões como essa escancaram que o mérito competitivo nem sempre é prioridade. “Estamos fazendo isso porque alguém é o melhor ou porque é mais popular? É aí que eu questiono a legitimidade disso que chamamos de esporte. No fim das contas, é uma escolha de mercado. Promover quem vende mais, quem atinge um público específico”, disparou. A reprovação não partiu apenas do ex-campeão. Parte dos fãs e profissionais do meio também demonstrou insatisfação com a decisão da organização, classificando a nova oportunidade de Diego como precipitada. Até o próprio Volkanovski revelou surpresa ao ser informado sobre a revanche. Por que Diego Lopes ficou com a vaga? Apesar das críticas, a escolha do brasileiro passa por fatores que vão além do cartel. Diego Lopes se consolidou como um dos atletas mais ativos da divisão, com presença constante no octógono, estilo agressivo e alto índice de empolgação nas lutas. Em sua apresentação mais recente, em setembro, ele nocauteou Jean Silva no segundo round, encerrando a invencibilidade do compatriota no UFC e reforçando seu apelo junto ao público. Já Lerone Murphy e Movsar Evloev, embora invictos, têm menor frequência de lutas, fator que pesa negativamente em uma categoria altamente competitiva e com calendário apertado. Revanche cercada de expectativas No primeiro encontro, válido pelo cinturão vago dos penas, Volkanovski levou a melhor por decisão unânime, controlando a maior parte do confronto, apesar de alguns momentos de perigo impostos por Diego. Agora, o brasileiro terá a chance de ajustar contas com o campeão, em um cenário diferente e com maior bagagem no evento. A luta promete movimentar a divisão, mas o debate levantado por Demetrious Johnson deixa claro que, no UFC, nem sempre vencer é o único caminho até o topo.
Anderson Silva demonstra cautela com projeto de Dana White no boxe e cobra respeito à modalidade
Ex-campeão do UFC comenta criação da Zuffa Boxing e alerta para a importância de preservar a história e os direitos dos pugilistas A entrada de Dana White no universo do boxe profissional segue provocando debates e reações dentro da comunidade das lutas. O presidente do UFC, que anunciou recentemente a criação da Zuffa Boxing em parceria com o governo da Arábia Saudita, ainda enfrenta resistência de atletas, treinadores e especialistas da modalidade. Entre as vozes que se manifestaram com preocupação está a de Anderson Silva, um dos maiores nomes da história do MMA. Em entrevista ao canal Fight Hub TV, o ex-campeão dos médios do UFC e integrante do Hall da Fama comentou a nova empreitada do dirigente norte-americano e fez um apelo direto: que o boxe seja tratado com respeito. Para o brasileiro, a chamada “nobre arte” possui uma trajetória própria, construída ao longo de décadas, e não pode ser moldada a partir de modelos de outras modalidades. “Não tenho nada contra novas ideias ou investimentos no boxe. Pelo contrário, isso pode ser positivo. Mas é fundamental respeitar a história do esporte, os atletas e tudo o que foi construído até aqui”, afirmou Anderson Silva, que também possui uma carreira relevante no boxe profissional após deixar o MMA. Um dos principais pontos de controvérsia envolvendo a Zuffa Boxing é a intenção de alterar a Muhammad Ali Reform Act (Lei Muhammad Ali), legislação federal dos Estados Unidos criada para proteger os boxeadores de abusos contratuais e práticas desleais por parte de promotores. Críticos do projeto temem que Dana White tente replicar no boxe o modelo de gestão adotado no UFC, onde a organização exerce grande controle sobre os atletas e o mercado. Sobre essa possibilidade, o “Spider” adotou um tom ponderado, mas firme. “Não sei se ele vai conseguir fazer no boxe o mesmo que fez no MMA. São esportes diferentes, com estruturas diferentes. Quando você entra em um ambiente assim, precisa pensar primeiro em ajudar o esporte e em proteger quem sobe no ringue”, destacou. A fala de Anderson Silva reforça um sentimento compartilhado por parte da comunidade do boxe, que vê com cautela qualquer tentativa de centralização excessiva de poder. Para muitos, a modernização do esporte é bem-vinda, desde que não comprometa direitos, tradições e a autonomia dos atletas. Enquanto a Zuffa Boxing ainda dá seus primeiros passos e promete anúncios mais detalhados nos próximos meses, o debate segue aberto. A manifestação de um nome do peso de Anderson Silva evidencia que, independentemente do sucesso comercial do projeto, o respeito ao boxe será uma cobrança constante de quem vive e construiu a história da modalidade.