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Demetrious Johnson critica revanche no peso-pena e dispara contra o UFC: “Mérito ficou em segundo plano”

A confirmação da revanche entre Diego Lopes e Alexander Volkanovski pelo cinturão dos penas no UFC 325, marcado para 31 de janeiro, na Austrália, segue rendendo debates intensos no mundo do MMA. Desta vez, quem entrou na discussão foi uma das maiores lendas da história do esporte: Demetrious “Mighty Mouse” Johnson. Sem rodeios, o ex-campeão do UFC questionou a legitimidade da escolha e afirmou que a decisão está longe de seguir critérios esportivos.

Em seu canal oficial no YouTube, Johnson foi direto ao analisar o novo title shot concedido ao brasileiro. Para o ex-rei dos moscas, atletas como Lerone Murphy e Movsar Evloev, ambos invictos na organização, apresentaram argumentos mais sólidos para disputar o cinturão do que Diego, que perdeu para Volkanovski em abril e venceu apenas uma luta desde então.

Na visão de “DJ”, a escolha do UFC passa menos pelo desempenho dentro do octógono e mais pela capacidade de gerar engajamento e vendas. “Você teve a chance pelo cinturão e perdeu de forma clara. Foi quatro rounds a um. Volkanovski venceu aquela luta com autoridade. Depois, Diego fez uma grande luta contra Jean, uma guerra, mas foi apenas uma vitória. Ainda assim, ele ganha outra disputa de título. Por quê? Popularidade? Venda de ingressos?”, questionou o norte-americano.

O tom crítico aumentou quando Johnson colocou em xeque o conceito de esporte dentro do MMA profissional. Segundo ele, decisões como essa escancaram que o mérito competitivo nem sempre é prioridade. “Estamos fazendo isso porque alguém é o melhor ou porque é mais popular? É aí que eu questiono a legitimidade disso que chamamos de esporte. No fim das contas, é uma escolha de mercado. Promover quem vende mais, quem atinge um público específico”, disparou.

A reprovação não partiu apenas do ex-campeão. Parte dos fãs e profissionais do meio também demonstrou insatisfação com a decisão da organização, classificando a nova oportunidade de Diego como precipitada. Até o próprio Volkanovski revelou surpresa ao ser informado sobre a revanche.

Por que Diego Lopes ficou com a vaga?

Apesar das críticas, a escolha do brasileiro passa por fatores que vão além do cartel. Diego Lopes se consolidou como um dos atletas mais ativos da divisão, com presença constante no octógono, estilo agressivo e alto índice de empolgação nas lutas. Em sua apresentação mais recente, em setembro, ele nocauteou Jean Silva no segundo round, encerrando a invencibilidade do compatriota no UFC e reforçando seu apelo junto ao público.

Já Lerone Murphy e Movsar Evloev, embora invictos, têm menor frequência de lutas, fator que pesa negativamente em uma categoria altamente competitiva e com calendário apertado.

Revanche cercada de expectativas

No primeiro encontro, válido pelo cinturão vago dos penas, Volkanovski levou a melhor por decisão unânime, controlando a maior parte do confronto, apesar de alguns momentos de perigo impostos por Diego. Agora, o brasileiro terá a chance de ajustar contas com o campeão, em um cenário diferente e com maior bagagem no evento.

A luta promete movimentar a divisão, mas o debate levantado por Demetrious Johnson deixa claro que, no UFC, nem sempre vencer é o único caminho até o topo.

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