O policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo foi absolvido, nesta sexta-feira (14), pelo Tribunal do Júri de São Paulo, no caso que envolve a morte do atleta multicampeão de jiu-jitsu Leandro Lo, assassinado com um tiro na cabeça dentro de uma boate na zona sul da capital paulista, em agosto de 2022.
O julgamento, que teve início na quarta-feira (12), se estendeu por dois dias e mobilizou familiares, atletas, amigos e admiradores do lutador, considerado um dos maiores nomes da história do jiu-jitsu mundial. Ao final da sessão, os jurados acolheram a tese defensiva e decidiram pela absolvição do policial.
Com a decisão, o juiz responsável pelo caso expediu o alvará de soltura de Henrique Velozo, que aguardava o julgamento preso preventivamente.
Leandro Lo, então com 33 anos, estava em uma festa em uma casa noturna no bairro do Jardim Paulista quando se envolveu em uma discussão com o PM. Segundo testemunhas, o policial teria provocado o atleta, que o imobilizou para conter a situação. Instantes depois, Velozo sacou a arma e disparou contra o lutador, que morreu horas depois no hospital.
A morte do campeão, dono de oito títulos mundiais e ídolo no esporte, gerou grande comoção nacional e internacional. Organizações do jiu-jitsu prestaram homenagens e cobraram rigor na apuração das responsabilidades.
Durante o júri, a defesa do policial alegou legítima defesa, argumentando que Velozo teria agido sob forte tensão e temeu pela própria vida durante o confronto com o atleta. Já a acusação sustentou que o disparo foi intencional e que o policial não corria risco real quando efetuou o tiro.
Depois de horas de debates e análise dos jurados, a maioria votou pela absolvição do réu, o que levou à sua imediata liberação.
Reação da família e da comunidade do jiu-jitsu
A família de Leandro Lo deixou o tribunal em silêncio, visivelmente abalada com o resultado. Nas redes sociais, atletas de diferentes equipes lamentaram a decisão e reforçaram o impacto que o lutador teve na formação de gerações no esporte.
Considerado um dos maiores campeões de todos os tempos, Leandro Lo acumulava títulos em diferentes categorias e deixava como legado não apenas as conquistas, mas também sua postura dentro e fora dos tatames.
Ainda cabe recurso por parte do Ministério Público e da assistência de acusação. A defesa do policial afirmou que a decisão foi justa e que o caso chega ao fim após “um julgamento técnico e imparcial”. Já a promotoria avalia as medidas jurídicas que poderá tomar diante da absolvição.
O caso, que marcou profundamente a comunidade do jiu-jitsu, volta a ganhar destaque com o desfecho do júri, mesmo três anos após a morte d
O policial militar Henrique Otávio Oliveira Velozo foi absolvido, nesta sexta-feira (14), pelo Tribunal do Júri de São Paulo, no caso que envolve a morte do atleta multicampeão de jiu-jitsu Leandro Lo, assassinado com um tiro na cabeça dentro de uma boate na zona sul da capital paulista, em agosto de 2022.
O julgamento, que teve início na quarta-feira (12), se estendeu por dois dias e mobilizou familiares, atletas, amigos e admiradores do lutador, considerado um dos maiores nomes da história do jiu-jitsu mundial. Ao final da sessão, os jurados acolheram a tese defensiva e decidiram pela absolvição do policial.
Com a decisão, o juiz responsável pelo caso expediu o alvará de soltura de Henrique Velozo, que aguardava o julgamento preso preventivamente.
Leandro Lo, então com 33 anos, estava em uma festa em uma casa noturna no bairro do Jardim Paulista quando se envolveu em uma discussão com o PM. Segundo testemunhas, o policial teria provocado o atleta, que o imobilizou para conter a situação. Instantes depois, Velozo sacou a arma e disparou contra o lutador, que morreu horas depois no hospital.
A morte do campeão, dono de oito títulos mundiais e ídolo no esporte, gerou grande comoção nacional e internacional. Organizações do jiu-jitsu prestaram homenagens e cobraram rigor na apuração das responsabilidades.
Durante o júri, a defesa do policial alegou legítima defesa, argumentando que Velozo teria agido sob forte tensão e temeu pela própria vida durante o confronto com o atleta. Já a acusação sustentou que o disparo foi intencional e que o policial não corria risco real quando efetuou o tiro.
Depois de horas de debates e análise dos jurados, a maioria votou pela absolvição do réu, o que levou à sua imediata liberação.
Reação da família e da comunidade do jiu-jitsu
A família de Leandro Lo deixou o tribunal em silêncio, visivelmente abalada com o resultado. Nas redes sociais, atletas de diferentes equipes lamentaram a decisão e reforçaram o impacto que o lutador teve na formação de gerações no esporte.
Considerado um dos maiores campeões de todos os tempos, Leandro Lo acumulava títulos em diferentes categorias e deixava como legado não apenas as conquistas, mas também sua postura dentro e fora dos tatames.
Ainda cabe recurso por parte do Ministério Público e da assistência de acusação. A defesa do policial afirmou que a decisão foi justa e que o caso chega ao fim após “um julgamento técnico e imparcial”. Já a promotoria avalia as medidas jurídicas que poderá tomar diante da absolvição.
O caso, que marcou profundamente a comunidade do jiu-jitsu, volta a ganhar destaque com o desfecho do júri, mesmo três anos após a morte do atleta.