Foto: Cauã Santana
A Prefeitura de Maricá deu início a uma nova estratégia de saúde voltada à proteção da primeira infância. Nesta sexta-feira (06/03), o município começou a aplicar a vacina que previne infecções respiratórias graves em bebês, como bronquiolite e pneumonia, ampliando as ações de cuidado com crianças nos primeiros meses de vida.
A imunização é direcionada à prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais responsáveis por quadros respiratórios severos em bebês, especialmente nos primeiros meses após o nascimento. A primeira aplicação ocorreu no Centro de Vacinação Integrado (CVI) e foi destinada a uma criança indígena, simbolizando o início da nova etapa da política de prevenção no município.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde, Daniella Bittencourt, a medida representa um avanço importante nas políticas públicas de saúde infantil.
“Essa estratégia fortalece a proteção das nossas crianças contra um vírus que é responsável por grande parte das infecções respiratórias graves na infância. A vacinação amplia as ações preventivas e contribui para reduzir internações e complicações”, destacou.
O processo de solicitação segue um fluxo organizado entre maternidades, unidades de saúde e a coordenação municipal de imunização. No caso de recém-nascidos, o pedido pode ser realizado diretamente pela maternidade. Já crianças que atendam aos critérios definidos podem ser encaminhadas pelas Unidades de Saúde da Família ou pelo Centro Materno Infantil.
Após a solicitação, a coordenação municipal reúne os pedidos e os encaminha ao Ministério da Saúde, responsável por definir os critérios e garantir o abastecimento das doses por meio do Governo do Estado.
Assim que as vacinas chegam ao município, as famílias são convocadas para que as crianças elegíveis recebam a aplicação no Centro de Vacinação Integrado.
A vacina é destinada principalmente a bebês com maior risco de complicações causadas pelo VSR. Entre os grupos prioritários estão crianças prematuras, nascidas com menos de 36 semanas e seis dias de gestação, além de crianças de até dois anos que apresentem comorbidades.
A avaliação para indicação da imunização é feita por profissionais de saúde nas maternidades ou nas unidades da rede municipal, garantindo que o atendimento seja direcionado às crianças que mais precisam da proteção.