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Sarcopenia pode começar aos 30 anos e acende alerta para hábitos adotados ainda na juventude

A sarcopenia, condição caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, é frequentemente associada ao envelhecimento e à terceira idade. No entanto, especialistas alertam que esse processo pode ter início muito antes, por volta dos 30 anos, especialmente quando o estilo de vida não favorece a saúde muscular.

O principal fator de risco é o sedentarismo. A falta de movimento diário reduz os estímulos necessários para que os músculos se mantenham fortes e funcionais. Mesmo pessoas que frequentam academias podem estar vulneráveis se passam a maior parte do dia sentadas. Pequenas mudanças, como levantar-se com mais frequência, caminhar e se movimentar ao longo do dia, já contribuem para preservar a massa muscular.

Além da inatividade, fatores emocionais também exercem influência direta. Estresse, ansiedade e depressão não afetam apenas a saúde mental, mas impactam todo o organismo. O sono de má qualidade é outro agravante importante. É durante o descanso que o corpo libera hormônios essenciais para a recuperação e o crescimento muscular, como o hormônio do crescimento. Dormir mal, portanto, compromete esse processo.

Ao contrário do que muitos imaginam, o primeiro sinal de sarcopenia não está relacionado à aparência física. “O principal alerta é a fraqueza”, explica o especialista Mori. Dificuldade para carregar peso, perda de potência, menor agilidade e sensação de cansaço em tarefas simples do dia a dia são sinais que merecem atenção.

Do ponto de vista ortopédico, as consequências da perda muscular também são relevantes. O ortopedista Rafael de Paiva Luciano, da Santa Casa de São José dos Campos, destaca que os músculos têm papel fundamental na estabilização das articulações. A redução da força muscular pode aumentar o risco de dores, lesões e limitações funcionais.

A boa notícia é que a sarcopenia pode ser prevenida e, em muitos casos, parcialmente revertida. A prática regular de exercícios de força é considerada a principal estratégia de combate à condição. Musculação, pilates, exercícios funcionais e até caminhadas frequentes ajudam a estimular e preservar a musculatura.

Manter-se ativo, adotar uma alimentação equilibrada, dormir bem e cuidar da saúde mental são atitudes fundamentais para proteger os músculos ao longo da vida. Investir nesses hábitos desde cedo garante mais autonomia, mobilidade e qualidade de vida no futuro.

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