Yago Dora, Italo Ferreira, Miguel Pupo, Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel vão buscar as vagas extras na estreia do ciclo olímpico para os Jogos de Los Angeles 2028 O Surf Brasil anuncia a convocação da Seleção Brasileira para o ISA World Surfing Games 2026, que inaugura o ciclo olímpico para os Jogos de Los Angeles 2028, nos dias 6 a 15 de novembro em Punta Rocas, no Peru. As medalhas do surf nas Olimpíadas, serão disputadas entre os dias 15 e 23 de julho de 2028 em Lower Trestles, na Califórnia, onde semanas atrás, Miguel Pupo ganhou a etapa do CT 2026. Os três mais bem colocados no ranking formarão o time masculino, os campeões mundiais Yago Dorae Italo Ferreira, além de Miguel Pupo. O feminino terá duas atletas olímpicas de Paris 2024, Luana Silva e Tainá Hinckel e a campeã brasileira de 2025, Laura Raupp. “Estamos divulgando hoje, a convocação da Seleção Brasileira que vai em busca da tão sonhada vaga extra no ISA Games 2026 em Punta Rocas, Peru”, anunciou Paulo Moura, vice-presidente e diretor de esportes da Confederação Brasileira de Surf. “O time brasileiro no masculino é Yago Dora, Italo Ferreira e Miguel Pupo. No feminino teremos Luana Silva, Laura Raupp e Tainá Hinckel. Essa é a Seleção Brasileira dos sonhos e a gente vai com muita fé em busca dessa vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028”. A Confederação Brasileira de Surf (Surf Brasil) é reconhecida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) e pela International Surfing Association (ISA), como a entidade oficial na administração do surf no país. Paulo Moura também explicou as linhas de classificação para a formação da Seleção Brasileira, que já estavam definidas desde o início da temporada: “são três atletas no masculino e três no feminino, por ordem de colocação no ranking do CT do ano em curso. Caso não sejam preenchidas as três vagas, entra 1 do Challenger Series mais bem colocado até o 40.o lugar e 1 pelo ranking brasileiro de 2025”. Os três melhores brasileiros no ranking do CT atenderam a convocação, o atual campeão mundial Yago Dora, que lidera a classificação geral de 2026, o primeiro campeão olímpico de surf da história e campeão mundial de 2019, Italo Ferreira, que ocupa a terceira posição e Miguel Pupo, que assumiu o quarto lugar com a vitória em Trestles semanas atrás. Luana Silva é a única brasileira no CT e aceitou a convocação também, assim como a campeã brasileira de 2025, Laura Raupp. Já Sophia Medinaentraria pelo Challenger Series, porém declinou do convite e Tainá Hinckel ganhou a vaga por ser a próxima no ranking. O ISA World Surfing Games será realizado entre os dias 6 e 15 de novembro em Punta Rocas, no Peru, onde estarão em jogo uma vaga extra para o país campeão por equipes no masculino e mais uma vaga para o melhor time feminino. Esta vaga é para o país e não para o (a) atleta, que terá outras linhas de classificação individual. Normalmente, cada país participa das Olímpiadas com até 2 surfistas em cada gênero, mas pode ter 3 se conseguir a vaga extra por equipe nos Jogos Mundiais da ISA de 2026 e de 2027. QUATRO NÍVEIS DE HIERARQUIA DE CLASSIFICAÇÃO PARA OS JOGOS DE LOS ANGELES 2028 Nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o Time Brasilfoi o único que competiu com o máximo de atletas nos dois gêneros, pois ganhou os títulos por equipes no ISA Surfing Games 2024 no masculino e feminino. Para o Brasil, a linha de classificação tem quatro níveis de hierarquia. O primeiro é o do Championship Tour de 2028, com o ranking no período entre 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028, indicando 8 homens e 8 mulheres, mas apenas 1 de cada país por gênero, ou seja, 1 do masculino e 1 do feminino. O segundo nível de hierarquia do ciclo olímpico estabelecido pela International Surfing Association(ISA) é o ISA World Surfing Games 2028, que classificará 7 homens e 7 mulheres também com o limite de apenas 1 de cada país. Ou seja, se tiverem 2 elegíveis do mesmo país, a vaga fica com quem conquistar a melhor colocação. Nesses dois níveis, o Time Brasil poderá ter 2 surfistas na categoria masculina e 2 na feminina, sendo 1 entrando pelo ranking do CT 2028 e 1 pelo ISA Games 2028. O terceiro nível é o da batalha pelas vagas extras nos ISA Surfing Games de 2026 e de 2027. E o quarto caminho é os Jogos Pan-Americanos de 2027, que serão disputados nas mesmas ondas de Punta Rocas, palco da estreia do ciclo olímpico em novembro no Peru. Somente o campeão e a campeã panamericanos já garantem seus nomes para os Jogos de Los Angeles, mas dispensam essa vaga se entrarem pelo ranking do CT e/ou pelo ISA Games 2028. Isto porque essas duas linhas de classificação são superiores à do Pan-Americano. A única possibilidade do Time Brasil ou qualquer outro país, ter três surfistas em cada gênero nos Jogos de Los Angeles 2028, é ganhar o título de melhor equipe no ISA Surfing Games de 2026 ou de 2027. Pode até conquistar uma vaga extra no masculino em 2026, por exemplo, depois conseguir a do feminino em 2027, ou vice-e-versa. Importante reforçar que a vaga desse título por equipes é do país e não do atleta. No Brasil, ficará para o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Surf Brasil decidirem quem será convocado. ISA WORLD SURFING GAMES É O PRINCIPAL CAMINHO PARA AS OLIMPÍADAS Ordem hierárquica da qualificação para os Jogos de Los Angeles 2028: 1)- 16 vagas pelo CT de 2028: 8 homens e 8 mulheres indicados pelo ranking no período de 15 de agosto de 2027 e 15 de junho de 2028, sendo apenas 1 de cada país por gênero 2)- 14 vagas no ISA World Surfing Games 2028: classifica 7 homens e 7 mulheres sendo 1 de cada país 3)- ISA World Surfing Games 2026 e 2027: 1 vaga masculina e 1 feminina para o país que vencer o título de melhor equipe no ISA Games de 2026 e 1 homem e 1 mulher para as equipes campeãs de 2027 4)- ISA World Surfing Games 2027: 1 homem e 1
Rider Zuchi perde título mundial e recebe suspensão de três anos por violação antidoping
Atleta teve resultados anulados desde 2024 após teste apontar presença de substâncias anabólicas proibidas O mundo do Jiu-Jitsu foi surpreendido por uma decisão envolvendo um dos principais nomes da faixa-preta. Rider Zuchi foi suspenso por três anos após uma violação das regras antidoping durante o Mundial da IBJJF de 2026, realizado em 31 de maio. De acordo com o comunicado da USADA, o exame realizado pelo atleta identificou drostanolona, um metabólito da drostanolona e 19-norandrosterona, substâncias associadas a agentes anabólicos e proibidas pelas normas antidoping em qualquer período. Inicialmente, a punição prevista para a infração seria de quatro anos. No entanto, o período foi reduzido para três anos depois que Zuchi reconheceu a violação e aceitou a sanção dentro do prazo determinado pelas autoridades antidoping. A suspensão começou a valer em 1º de julho de 2026. Resultados anteriores também foram anulados A decisão terá impacto além do Mundial de 2026. Todos os resultados obtidos pelo atleta em competições sancionadas pela IBJJF ou por entidades signatárias do Código Antidoping, a partir de 23 de agosto de 2024, foram desclassificados. Com isso, Zuchi perde medalhas, pontos no ranking e eventuais premiações conquistadas no período determinado pela decisão. Entre as consequências mais importantes está a perda do título mundial da categoria peso-pesado faixa-preta conquistado em 2026, um dos principais feitos de sua carreira. O caso reforça a importância dos controles antidoping no esporte de alto rendimento e mostra que resultados conquistados nas competições podem ser revisados mesmo após o encerramento dos eventos, caso sejam identificadas violações às regras.
A ARTE SUAVE QUE DOMINOU O OCTÓGONO: Como o Jiu-Jitsu brasileiro conquistou o mundo do MMA
Por Esporte Total ESP De desafio de academia no Rio a base obrigatória no UFC: entenda a estratégia da família Gracie que mudou a luta para sempre. Se hoje todo lutador de MMA precisa saber jiu-jitsu, a culpa é de um brasileiro magro de 80kg que entrou de quimono no octógono em 1993. O Jiu-Jitsu Brasileiro (BJJ) não é apenas mais uma arte marcial. Ele é a arte marcial brasileira mais praticada no mundo depois do judô, e o seu sucesso global começou justamente dentro da jaula. Do tatame do Rio para o vale-tudo Tudo começa com Carlos e Hélio Gracie. Ao adaptarem o jiu-jitsu japonês de Mitsuyo Maeda, eles criaram um sistema onde a alavanca vence a força. A prova era feita no famoso “Desafio Gracie”: sem peso, sem tempo, valia tudo. Nos anos 80, dois nomes foram fundamentais para essa evolução. De um lado Rolls Gracie, que modernizou o esporte. Do outro, Carlson Gracie, que insistiu em uma abordagem voltada para a competição e aberta a todos, dando vida à marca de jiu-jitsu que conquistaria o mundo depois. A jogada de mestre: a criação do UFC A popularização global do Jiu-Jitsu ocorreu nos anos 1990, com a criação do UFC, idealizado por Rorion Gracie. O plano era simples e genial: criar um torneio sem regras onde cada arte marcial mostraria sua força, e provar que o jiu-jitsu era a melhor de todas. O UFC 1 foi planejado por Rorion como vitrine pro jiu-jitsu. Para representar a família, ele não escalou o mais forte, e sim Royce Gracie, o mais magro. O resultado entrou para a história: Royce finalizou três adversários muito maiores e mais pesados na mesma noite, todos por finalização. O mundo do combate nunca mais foi o mesmo. Houve uma era antes e uma depois do primeiro UFC. Naquela noite, academias começaram a abrir nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Por que o BJJ venceu? 1. O chão era terra de ninguém. Enquanto boxeadores e karatecas sabiam bater, ninguém sabia o que fazer quando a luta ia para o solo. 2. A lógica da alavanca. Com um triângulo ou um armlock, um lutador de 70kg finaliza um de 100kg. Foi o que Royce mostrou. 3. A prova ao vivo. Não foi discurso. Foi vitória atrás de vitória. Depois de Royce, veio Rickson Gracie no Japão, considerado por muitos o maior lutador de jiu-jitsu da história, dominando o Pride FC. De arma secreta a pré-requisito Nos primeiros anos, o BJJ era temido. Depois, virou obrigatório. “Hoje, todos os grandes lutadores de MMA treinam Jiu-Jitsu”. Essa frase resume o presente. Charles do Bronx, Demian Maia, Gilbert Burns e Roger Gracie – neto de Carlos e apontado como o maior campeão de jiu-jitsu de todos os tempos com 10 títulos mundiais – provaram que a arte suave continua finalizando no mais alto nível. Hoje, no MMA moderno, o jiu-jitsu não serve só para finalizar. Ele serve para controlar, para levantar do chão sem tomar soco, para cansar o adversário e para ditar onde a luta acontece. A história do BJJ no MMA começa com a demonstração de superioridade dos Gracie e elevou o BJJ ao status de arte marcial essencial para qualquer lutador. O que começou como uma arte de família no Rio de Janeiro virou a língua universal da luta agarrada.
Johnny Walker Brilha na Estreia dos pesados e leva bônus de US$ 100 Mil no UFC 332
O brasileiro Johnny Walker teve uma estreia de impacto na divisão dos pesos-pesados do UFC. No último sábado (3), em Salt Lake City, nos Estados Unidos, o lutador nocauteou o inglês Mick Parkin ainda no primeiro round e, como recompensa pela atuação, recebeu um dos quatro bônus de Performance da Noite do UFC 332. Walker começou o combate apostando nos chutes e buscando controlar a distância. Em determinado momento, porém, Parkin conseguiu conectar um golpe forte e pressionou o brasileiro no clinch. Johnny Walker conseguiu se recuperar, encontrou espaço junto à grade e desferiu uma joelhada precisa, levando o adversário ao chão e encerrando a luta por nocaute. Além da vitória contundente, o brasileiro ainda chamou a atenção pela comemoração irreverente no centro do Octógono. OUTROS DESTAQUES DA NOITE Johnny Walker não foi o único atleta premiado pela organização. Damian Pinas, Imanol Rodriguez e Roman Kopylov também receberam o bônus de Performance da Noite após vitórias expressivas. Pinas nocauteou Andrey Pulyaev no primeiro round. Já Imanol Rodriguez derrotou Alden Coria também na primeira parcial, combinando um chute no corpo com uma sequência de golpes até a interrupção do árbitro. Roman Kopylov completou a lista de premiados ao superar Ateba Gautier por nocaute técnico no primeiro round. O russo impôs seu ritmo desde o início e encontrou a distância para conectar golpes potentes. BOLSO CHEIO Pelas atuações de destaque no UFC 332, cada um dos quatro lutadores contemplados recebeu US$ 100 mil em bônus. Para Johnny Walker, além da premiação milionária, a vitória representa um importante começo em uma nova fase da carreira dentro da divisão dos pesos-pesados do UFC.
Natália Silva faz história e conquista o cinturão do UFC com raízes no Taekwondo
O Brasil tem uma nova campeã do UFC. Natália Silva derrotou Wang Cong por decisão unânime neste sábado (3), no UFC 332, realizado em Salt Lake City, nos Estados Unidos, e alcançou o título da categoria peso-mosca feminino. A conquista representa um momento marcante na carreira da lutadora e também ganha um significado especial para o Taekwondo. Antes de se tornar destaque no MMA, Natália teve seus primeiros contatos com as artes marciais justamente no Taekwondo, aos 16 anos, por meio de um projeto social. A base construída na modalidade acompanhou a atleta durante sua evolução no esporte. A velocidade, a movimentação e o uso dos chutes são características que permanecem presentes em seu estilo de combate e ajudaram a construir sua identidade dentro do octógono. Ao longo da trajetória no MMA, Natália transformou aquela experiência inicial em uma carreira de alto nível. Agora, o resultado desse caminho chega ao maior palco da modalidade: o cinturão do UFC. A vitória sobre Wang Cong coloca Natália Silva no topo da categoria e também evidencia a importância que projetos sociais e modalidades como o Taekwondo podem ter na formação de atletas que chegam ao alto rendimento. Do projeto social ao cinturão do UFC, Natália Silva escreve um novo capítulo na história do MMA brasileiro levando consigo as raízes construídas no Taekwondo.
Charli Hately and Ryan Kainalo Win Banco do Brasil São Sebastião Pro
O Banco do Brasil São Sebastião Pro coroou Charli Hately(AUS) e Ryan Kainalo (BRA) hoje na Praia de Maresias, no litoral paulista. O Finals Day, na 3ª etapa do Challenger Series (CS) da World Surf League (WSL) de 2026, reuniu os competidores restantes das quartas de final em diante, proporcionando performances de destaque e mudanças significativas no ranking, à medida que a corrida pela classificação para o Championship Tour (CT) da próxima temporada se intensificava. O dia começou com ondas perfeitas de um metro e meio, vento terral e sol ao longo da costa paulista, proporcionando as melhores condições para o evento. Além do prêmio em dinheiro, os vencedores levaram para casa “O S”, o troféu oficial do evento, representando São Sebastião, Surf e Ondas. Com o formato de uma onda, a escultura incorpora um surfista estilizado e o tradicional peixinho, símbolo turístico oficial de São Sebastião, criada pelo artista Leslie Amaral. Surfe potente de backside garante o primeiro lugar para a australiana Charli Hately. Charli Hately conquistou o título do Banco do Brasil São Sebastião Pro em Maresias com uma performance impecável contra Francisca Veselko (POR) na final. A australiana demonstrou ótima seleção de ondas e paciência, aguardando as melhores oportunidades antes de atacar as direitas com potentes curvas de backside. Notas de 7,83 e 6,50 deram a Hately um total de 14,33 na bateria, deixando Veselko precisando de 8,66 com sete minutos restantes. Hately manteve o controle até o apito final e foi recebida com um abraço pela mãe à beira-mar. Emocionada, Hately refletiu sobre sua vitória: “É inacreditável. Não consigo acreditar que ganhei. Consegui me concentrar, peguei as ondas e agora tudo parece surreal. Sou muito grata. A todos em casa, minha família, a todos que torceram por mim. Sou muito agradecida”, disse ela. A vitória também impulsionou Hately no ranking da Challenger Series. A australiana subiu para a 10ª posição com 11.940 pontos, após somar 10.000 pontos com a vitória em Maresias. A vice-campeã, Veselko, somou 7.800 pontos e agora ocupa a 2ª posição, atrás apenas de Sierra Kerr (AUS). Ryan Kainalo conquista a vitória e assume a liderança do ranking da Challenger Series. Ryan Kainalo teve um dia perfeito nas finais em Maresias. Depois de derrotar o atual competidor do CT, Oscar Berry (AUS), nas semifinais, o brasileiro voltou à água para enfrentar Alister Reginato (AUS) na final, conquistando o título do Banco do Brasil São Sebastião Pro com aéreos de alto nível e um surf poderoso nas bordas da onda. A vitória rendeu a Kainalo 10.000 pontos e o colocou no topo do ranking da Challenger Series, marcando um passo significativo em sua busca por uma vaga no CT de 2027. Reginato, que chegou à final depois de colocar Alonso Correa (PER) em uma situação complicada na semifinal, foi o primeiro a entrar na água. Kainalo logo encontrou uma onda forte e executou um aéreo alto e rápido, quase completando uma rotação completa, para garantir uma nota de 6,83. O brasileiro combinou sua abordagem aérea com curvas poderosas, conectando três manobras bem definidas na seção crítica de outra onda, para um 7,67 e um total de 14,50 na bateria. Faltando quatro minutos para o fim, Reginato precisava de 9,17 para assumir a liderança, mas Kainalo manteve o controle para garantir o título. Assim que saiu da água, foi direto para os braços do pai. “Estou tão feliz, ainda assimilando tudo. Foi um dia inesquecível. A praia estava lotada e os torcedores brasileiros são incomparáveis. A energia era surreal. Estou muito, muito feliz”, disse a vencedora. A trajetória de Kainalo rumo ao título incluiu uma atuação dominante na semifinal contra Berry. Ele ditou o ritmo desde o início com uma nota 5,50 em uma onda perfeita, deixando o australiano precisando de um 8,00 com 15 minutos restantes. Em seguida, encontrou outra direita forte e executou um aéreo impecável, sem agarrar, com rotação completa, garantindo 8,50, a maior nota individual masculina do dia. A onda colocou Berry em uma situação de combinação, e Kainalo aproveitou para completar outro aéreo com rotação completa, enquanto a multidão na praia vibrava de entusiasmo. A vitória sobre Berry garantiu a Kainalo sua primeira aparição em uma final da Challenger Series e o colocou na liderança do ranking. “É o melhor resultado da minha vida. Estou na final!”, disse o brasileiro após a semifinal. Para Berry, o resultado em Maresias representou uma subida de 37 posições no ranking durante o evento e seu melhor resultado da temporada. Sua participação anterior no Finals Day havia sido em Saquarema no ano passado, enquanto no CT ele havia passado apenas da primeira bateria no US Open desta temporada. Com o título em Maresias, Kainalo termina o evento como o novo número 1 do Challenger Series, fortalecendo sua campanha por uma vaga no CT. A vitória também representa um resultado significativo para a próxima geração do surfe brasileiro, com o jovem de 20 anos agora firmemente na disputa por uma vaga entre a elite mundial em 2027. Francisca Veselko registra a maior pontuação feminina em uma única onda. Do outro lado da chave, Francisca Veselko também teve que superar uma adversária experiente para chegar à final. A surfista portuguesa, estreante no CT de 2026 e hospedada na casa da família Medina, derrotou a compatriota Teresa Bonvalot (POR) nas quartas de final, resultado que a levou ao segundo lugar no ranking do Challenger Series. Nas semifinais, Veselko enfrentou a veterana Sally Fitzgibbons (AUS) e garantiu sua vaga na final com uma excelente performance. Carinhosamente conhecida como Kika, Veselko construiu sua vantagem com uma nota de 8,83 por uma série de potentes curvas de direita, terminando com um total de 13,50 contra 7,10 de Fitzgibbons. A onda da campeã mundial júnior de 2022 foi a que obteve a maior pontuação na competição feminina. A vice-campeã do São Sebastião Pro chegou após uma primeira temporada irregular no CT e retornou à Challenger Series em busca da requalificação. Com apenas seis vagas disponíveis no ranking feminino, a disputa está particularmente acirrada. RESULTADOS DAS QUARTAS DE FINAL FEMININAS BATERIA 1: Anat Lelior (ISR) 10,50 DERROTOU Kiara Goold (PYF)
Outubro Rosa: esporte reforça a importância da prevenção e do cuidado com a saúde da mulher
Campanha de conscientização sobre o câncer de mama ganha espaço no universo esportivo e destaca a importância da atividade física, da prevenção e do acompanhamento médico O mês de outubro é marcado mundialmente pelo Outubro Rosa, campanha dedicada à conscientização sobre o câncer de mama e à importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do cuidado com a saúde da mulher. No universo esportivo, a iniciativa também ganha força, levando atletas, equipes, professores, clubes e instituições a utilizarem o esporte como ferramenta de conscientização. Além de promover saúde e qualidade de vida, a prática regular de atividades físicas está associada a diversos benefícios para o organismo. Segundo recomendações de saúde pública, manter uma rotina ativa pode contribuir para a prevenção de diferentes doenças, enquanto hábitos saudáveis fazem parte de uma estratégia de cuidado integral. No esporte, a campanha pode ser vista em diferentes modalidades. Atletas entram em quadra, campo, tatame e ringue utilizando a cor rosa, equipes promovem ações de conscientização e eventos esportivos são utilizados para levar informação ao público. Mais do que uma cor nas camisas e nos uniformes, o movimento busca chamar atenção para uma mensagem fundamental: cuidar da saúde também faz parte da rotina de uma atleta. Esporte e prevenção A atividade física pode fazer parte de um estilo de vida saudável e contribuir para o bem-estar físico e mental. Caminhada, corrida, musculação, artes marciais, ciclismo, natação, futebol e outras modalidades podem ser praticadas de acordo com as condições e orientações adequadas para cada pessoa. No entanto, o esporte não substitui o acompanhamento médico. A prevenção também envolve conhecer o próprio corpo, manter consultas de rotina e seguir as orientações dos profissionais de saúde sobre exames e rastreamento. Mulheres cada vez mais presentes no esporte O Outubro Rosa também representa uma oportunidade para destacar a presença e a força das mulheres no esporte. Cada vez mais atletas ocupam espaços de protagonismo em diferentes modalidades, desde as categorias de base até o alto rendimento. Em esportes de combate, por exemplo, mulheres vêm conquistando espaço no boxe, jiu-jitsu, judô, wrestling, MMA, capoeira e outras modalidades. No futebol, vôlei, atletismo, surf e diversas outras práticas esportivas, a participação feminina também cresce e ajuda a inspirar novas gerações. Durante o mês de outubro, clubes, academias e projetos esportivos podem transformar seus espaços em ambientes de informação, incentivando atletas e familiares a conversarem sobre prevenção e cuidados com a saúde. Uma luta que vai além do esporte Assim como no esporte, a prevenção exige disciplina, informação e acompanhamento. O Outubro Rosa lembra que cuidar da saúde deve fazer parte da rotina durante todo o ano, e não apenas no mês de outubro. A mensagem que une o esporte à campanha é simples: movimente-se, cuide-se, informe-se e procure os serviços de saúde quando necessário. No tatame, no ringue, na quadra, no campo ou fora deles, a maior vitória é cuidar da própria saúde.
Finals Day Called ON at Banco do Brasil São Sebastião Pro
O dia das finais do torneio inaugural Banco do Brasil São Sebastião Pro está confirmado na Praia de Maresias. O dia começará com as quartas de final femininas às 7h05 (GMT-3). A competição continua com as quartas de final masculinas, semifinais femininas, semifinais masculinas, final feminina e, para finalizar, a final masculina. Todas as baterias terão duração de 35 minutos. As quartas de final femininas começam com Kiara Goold (PYF) enfrentando a surfista do CT Anat Lelior (ISR) na bateria 1. Em seguida, Charli Hately (AUS) encarará Eweleiula Wong (HAW). A bateria 3 terá um confronto entre amigas, com Francisca Veselko (POR) enfrentando Teresa Bonvalot (POR), e a bateria 4 contará com a veterana Sally Fitzgibbons (AUS) contra Kana Nakashio (JPN). Nas quartas de final masculinas, a competição começará com Oscar Berry (AUS) contra Charly Quivront (FRA). A segunda bateria terá um confronto sul-americano entre Lucca Mesinas (PER) e o surfista local Ryan Kainalo (BRA). A terceira bateria colocará frente a frente Alonso Correa (PER) e Kei Kobayashi (JPN), e a última bateria das quartas de final será entre Alister Reginato (AUS) e Ian Gentil (HAW). Próximas partidas do Banco do Brasil São Sebastião Pro CONFRONTOS DAS QUARTAS DE FINAL FEMININAS BATERIA 1: Kiara Goold (PYF) vs. Anat Lelior (ISR) HEAT 2: Charli Hately (AUS) vs. HEAT 3: Francisca Veselko (POR) x Teresa Bonvalot (POR) HEAT 4: Sally Fitzgibbons (AUS) vs. Kana Nakashio (JPN) CONFRONTOS DAS QUARTAS DE FINAL MASCULINAS BATERIA 1: Oscar Berry (AUS) vs. Charly Quivront (FRA) HEAT 2: Lucca Messinas (PER) x Ryan Kainalo (BRA) HEAT 3: Alonso Correa (PER) x Kei Kobayashi (JPN) ELIMINATÓRIA 4: Alister Reginato (AUS) vs. Ian Gentil (HAW)
Surf Brasil leva 12 surfistas do Talento Feminino para uma semana de treinos na Surfland
A nova geração de surfistas com até 14 anos terão a chance de evoluir suas manobras e uma Clínica de Aéreos nas melhores ondas artificiais do Brasil em Garopaba O Surf Brasil vai levar 12 surfistas com até 14 anos de idade do programa Talento Feminino Onda 2, para uma série de treinamentos nas ondas perfeitas da Surfland Brasil, na semana de 5 a 11 de outubro em Garopaba (SC). O projeto é promovido em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e visa desenvolver, capacitar e preparar jovens surfistas, para disputar medalhas para o Brasil nas Olimpíadas e nos Mundiais da International Surfing Association (ISA). São as mesmas 12 meninas que em julho participaram da primeira programação do Talento Feminino Onda 2em 2026, realizada no Centro de Treinamento Time Brasil do COB, na capital do Rio de Janeiro. O projeto Talento Feminino Onda 2 foi elaborado em 2023, pela Diretoria de Desenvolvimento Feminino da Confederação Brasileira de Surf, comandada pela vice-presidente da entidade, Brigitte Mayer. Através do edital Área Mulher no Esporte do Comitê Olímpico do Brasil, o programa nasceu pela preocupação do pequeno número de surfistas participando das competições na categoria feminina. Desde 2024, o Talento Feminino Onda 2 se tornou perene e passou a fazer parte dos projetos executados pela Confederação, em parceria com o COB, com o Instituto Olímpico Brasileiro (IOB) e a Área Mulher no Esporte. As surfistas do Talento Feminino Onda 2 estão em um estágio mais avançado de treinamentos, com algumas já conseguindo resultados expressivos em competições de base. Destaque para a paulista Júlia Stefani e a capixaba Aninha Dagostini, ambas com 14 anos de idade, que conquistaram classificação para integrar a Seleção Brasileira Junior de 2027. As 12 vagas nos times Sub-18 e Sub-16 masculinos e femininos, foram disputadas na decisão do Surf Brasil Base 2026, encerrada no último domingo em Navegantes (SC). Outras quatro paulistas participarão dos treinamentos na Surfland Brasil na próxima semana, Maria Clara Chuquer e Joana Costa de apenas 12 anos de idade e Isabel Meyer e Nalu Carratu de 14 anos. Também foram selecionadas para o Talento Feminino Onda 2 esse ano, as catarinenses Lulu Vivan de 14 anos e a mais jovem de todas, Maria Carolina Braga de 11 aninhos, a carioca Ana Clara Soares e a cearense Eloá Lima ambas com 12 anos e a pernambucana Kaila Brotherhood e a potiguar Alexia Oliveira de 14 anos. EQUIPE TÉCNICA DO SURF BRASIL PARA OS TREINAMENTOS NA SURFLAND A equipe técnica do Talento Feminino Onda 2do Surf Brasil, que estará desenvolvendo o programa na Surfland Brasil, é formada pela vice-presidente da Confederação Brasileira de Surf e coordenadora do projeto, Brigitte Mayer, as treinadoras oficiais da entidade, Andrea Lopes e Karina Abras e as treinadoras assistentes Taís Almeida e Yasmin Dias. Além delas, a fisioterapeuta Viviane Abrunhosa e dois ex-surfistas profissionais que atuarão na Clínica de Aéreos para as meninas, o Diretor Técnico do Surf Brasil, Guga Arruda, e Heitor Alves, que por muitos anos fez parte da elite do surf mundial. “O Talento Feminino é um projeto muito bonito da Confederação Brasileira de Surf e pra mim é uma honra ser chamado pra participar”, enaltece Guga Arruda. “Já fizemos esse trabalho no ano passado, o treinamento de aéreos para as meninas, que vem rendendo bons frutos. Temos visto essas novas atletas usando os aéreos, inclusive em competições e é uma manobra muito importante que nós queremos e persistimos em trazer para nossas surfistas. As melhores do mundo hoje, já utilizam os aéreos nos campeonatos, então é importante que a nova geração do surf feminino brasileiro tenha essa manobra no pé também”. CLÍNICA DE AÉREOS PARA AS MENINAS APERFEIÇOAREM OS VOOS NA SURFLAND Essas jovens atletas terão a oportunidade de aprimorar a qualidade técnica do seu surf nas melhores ondas artificiais do país, da Surfland Brasil em Garopaba, a Capital Catarinense de Surf. Os desempenhos serão analisados a cada dia, sempre buscando a evolução das manobras. E o programa terá novamente a Clínica de Aéreos, aplicada por Guga Arruda com a participação do Heitor Alves, para que as surfistas tenham esse recurso importante nos seus repertórios, que pode transformar um resultado nas competições. “No ano passado, esse trabalho começou com um treinamento no SEFID, na Faculdade de Educação Física em Floripa, com uso da cama elástica e do trampolim iniciando as técnicas básicas das manobras aéreas”, destaca Guga Arruda. “E na Surfland elas repetem as mesmas técnicas várias vezes na piscina. Essa é a construção, a metodologia que eu trago, que proponho e gosto de trabalhar. A gente tem o conhecimento técnico na aplicação fora d´água na cama elástica, depois a plataforma da piscina com ondas iguais, proporcionando poder repetir a execução da manobra. São os três degraus que potencializam a experiência, para depois usar nas ondas do mar”. SURFISTAS DO TALENTO FEMININO NO CENTRO DE TREINAMENTO TIME BRASIL Essas 12 surfistas já viveram em julho desse ano, uma experiência única no Centro de Treinamento Time Brasil do COB. Foi uma semana de ensinamentos e palestras na mesma estrutura utilizada diariamente por atletas olímpicos e de alto rendimento. Contando com o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar altamente qualificada, elas foram submetidas a avaliações físicas e de saúde, conduzidas por profissionais especializados do Comitê Olímpico do Brasil. O objetivo foi de estabelecer parâmetros individuais de desempenho e acompanhar a evolução ao longo do processo de desenvolvimento esportivo. “Vivenciar essa rotina de treinamento, contribuiu não apenas para o desenvolvimento das capacidades físicas essenciais ao surf, como força, mobilidade, estabilidade e prevenção de lesões”, ressalta Brigitte Mayer. “Essa experiência vivida por essas jovens surfistas, são importantes também para a formação da cultura esportiva, aproximando-as dos padrões de excelência do Movimento Olímpico. Certamente, é uma oportunidade inspiradora e transformadora para atletas em fase de desenvolvimento”.
USF Inoã 1 é reinaugurada com estrutura ampliada e modernizada em Maricá
Unidade de Saúde da Família passou por obras e agora conta com novos espaços para atender cerca de 7,5 mil moradores A Prefeitura de Maricá reinaugurou, nesta sexta-feira (2/10), a Unidade de Saúde da Família (USF) Inoã 1, após aproximadamente 30 dias de obras. A unidade recebeu melhorias e ampliação da estrutura, com o objetivo de proporcionar mais conforto aos usuários e melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde. Com a reforma, a área da unidade passou de 186,08 m² para 345,28 m². Um espaço que anteriormente era descoberto foi transformado em uma área climatizada, e a USF passou a contar com 26 salas, incluindo ambientes destinados à vacinação, procedimentos e atendimentos ginecológico e odontológico. Segundo o secretário de Saúde, Marcelo Velho, a intervenção também buscou valorizar os profissionais que atuam na unidade. “A unidade foi totalmente reestruturada, foi remodelada. A sala dos Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) está maravilhosa, dando também dignidade aos nossos profissionais de saúde, que precisam de um ambiente adequado para trabalhar”, declarou. Mais espaço para atendimento Entre as melhorias realizadas está a ampliação da farmácia, que teve seu espaço quadruplicado. As três equipes de atendimento passaram a contar com ambientes próprios, enquanto os Agentes Comunitários de Saúde ganharam uma base mais ampla, climatizada e equipada com computadores. Enfermeira da unidade há dez anos, Michele Oliveira Lima Diniz destacou que a nova estrutura deve contribuir para melhorar o acolhimento dos pacientes. “As salas eram pequenas para o atendimento e o acolhimento. Esse ambiente vai ser mais confortável e vai proporcionar mais qualidade de vida mesmo para a população”, afirmou. A USF Inoã 1 atende aproximadamente 7,5 mil moradores da região. Para quem utiliza o serviço, as mudanças também representam uma melhoria importante no atendimento. Moradora de Inoã e usuária da unidade há cinco anos, Thais Rodrigues acompanhou a reinauguração e ressaltou a importância da reforma. “O local estava precisando de uma reforma há bastante tempo, tanto para quem é usuário quanto para os profissionais que trabalham aqui, para ficar melhor para todo mundo. Sempre fui muito bem atendida aqui”, contou. Com a conclusão das obras, a unidade passa a oferecer uma estrutura mais ampla e adequada para os serviços de atenção básica à saúde da população de Inoã.