a World Surf League (WSL) divulgou o calendário da Challenger Series 2026/27, além de anunciar a adição de uma nova categoria de eventos, o Qualifying Series (QS) 6000 International. A Challenger Series, juntamente com os novos eventos QS 6000 International, servirá como caminho para competir no circuito de elite Championship Tour na temporada de 2027. A Challenger Series realizará cinco eventos em cinco países na temporada 2026/27. A WSL Challenger Series (CS) é o campo de batalha definitivo para surfistas que buscam se classificar para o Championship Tour (CT) e a oportunidade de competir ao lado dos melhores do mundo. Na próxima temporada, a CS contará com cinco eventos, que acontecerão de julho de 2026 a março de 2027, na África do Sul, Califórnia (EUA), Brasil, Portugal e Newcastle (Austrália). “Este ano já tivemos uma temporada emocionante na Challenger Series”, disse Travis Logie, Gerente Sênior de Circuitos da WSL para a Challenger Series. “Há talentos incríveis surgindo tanto no masculino quanto no feminino, e mal podemos esperar para ver o que a próxima geração poderá alcançar nesses locais, além das oportunidades extras de pontuação que virão nos eventos QS 6000 International.” Calendário da Challenger Series 2026/27: Assim como nos anos anteriores, o CS contará com atletas das sete regiões da WSL: Austrália/Oceania, Ásia, África, Europa, Havaí/Taiti, América do Norte e América do Sul. Ao final da temporada, os 10 melhores homens e as seis melhores mulheres do CS se classificarão para o Championship Tour de 2027. Em 2027, a janela de permissões para Pipeline em janeiro, provisoriamente agendada para 29 de janeiro a 8 de fevereiro, sediará um evento regional do QS 6000. Com a disponibilidade limitada de permissões para Pipeline (e Havaí), um evento regional do QS 6000 cria um ecossistema de qualificação mais saudável para a região e oferece uma importante oportunidade para os surfistas locais. A Série Qualificatória de 6.000 eventos internacionais abrirá mais oportunidades em locais incríveis de nível internacional. Em 2026, também serão introduzidos os eventos da Série de Qualificação Internacional 6.000 (QS 6.000 INTL). Esses eventos concederão 6.000 pontos no ranking e serão abertos a competidores internacionais. Os melhores classificados de cada região garantirão vaga, e os eventos serão realizados em locais de destaque ao redor do mundo. Os competidores poderão ter seus pontos conquistados contabilizados em seus rankings CS e nos rankings regionais do QS. Surfistas regionais da região anfitriã terão o resultado contabilizado em seus rankings regionais. Os novos eventos QS 6000 INTL terão duração de sete a nove dias, com 144 competidores no masculino e 80 no feminino. Três eventos foram confirmados para 2026 no Brasil, nas Filipinas e em Taiwan. “É muito empolgante para a WSL adicionar esses novos eventos internacionais do QS 6000 ao nosso calendário”, disse Will Hayden-Smith, Diretor de Circuitos Regionais. “Esses eventos oferecem aos surfistas da Challenger Series a oportunidade de explorar e ganhar pontos em novos locais, além de dar aos competidores regionais do QS a chance de experimentar eventos do nível da CS antes de chegarem a esse nível.” O evento final da temporada 2025/26 do Circuito Mundial de Surfe, o Newcastle SURFEST, começa na segunda-feira, 9 de março, em Newcastle, Nova Gales do Sul, Austrália. Este evento definirá os últimos classificados para o Circuito Mundial de Surfe de 2026.
Juliana dos Santos e Michael Rodrigues vencem o Surf Brasil Pro em casa no Ceará
Os cearenses largaram na frente na corrida pelos títulos brasileiros de 2026 com as vitórias na Praia da Taíba em São Gonçalo do Amarante Os cearenses Michael Rodrigues e Juliana dos Santos venceram o Surf Brasil Pro em casa e largaram na frente na corrida pelos títulos brasileiros de 2026 na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Michael tem 31 anos, mora em Florianópolis (SC) e ganhou do paulista Wesley Leite, 30, vingando a derrota sofrida na final da etapa de Vila Velha (ES) em 2024. No feminino, a campeã brasileira Juliana dos Santos, 25 anos, confirmou o favoritismo sobre a jovem Analu Silva, 19, na primeira final da paraibana. O próximo desafio do maior encontro do surf brasileiro, será na Praia do Borete de 9 a 17 de maio em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. “Primeiramente, tenho que agradecer a Deus, porque eu tive um ano bem difícil e, quando a gente consegue uma vitória dessa, dá um alívio”, foram as primeiras palavras de Michael Rodrigues, após seu segundo título em etapas do Circuito Brasileiro. “É muito difícil bater na trave várias vezes e continuar persistindo, na resiliência de entender que vai chegar a sua hora. Então, quando você vence, é uma felicidade gigantesca. São muitas derrotas e quero dedicar essa vitória a todos os perdedores, porque são muitos eventos para poucos ganharem. Todo mundo perde e só um vence, então dedico essa vitória a todos os perdedores que nunca desistiram e eu sou um deles”. Juliana dos Santos também comemorou a sua primeira vitória em casa: “É especial demais vencer em casa, aqui na Taíba, esse lugar tão especial pra mim, que tem uma energia incrível, pessoas maravilhosas que me recebem superbem. Foi demais e a sensação é de gratidão a Deus. Eu passei a noite doente e cheguei aqui na praia pedindo a Deus para me dar oportunidades e aconteceu. Gratidão a minha família, minha avó, meu avô, minha mãe, que estão em casa e eu imagino a alegria lá. Quero agradecer todas as pessoas que torcem por mim, me mandam vibe positiva e a Deus principalmente, pela oportunidade de estar aqui na Taíba disputando uma final e vencendo a primeira etapa do ano, que é superimportante para o circuito”. Juliana vem brigando pelo título brasileiro desde o início da gestão Teco Padaratz, quando foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Surf em 2022 e passou a promover o circuito nacional mais rico do mundo. Em cada etapa do Surf Brasil Pro 2026, é oferecida uma premiação histórica de meio milhão de reais, que é distribuída em igualdade para homens e mulheres na mesma posição. A campeã Juliana dos Santos ganhou os mesmos 50 mil reais do Michael Rodrigues na Praia da Taíba, assim como Analu Silva e Wesley Leite receberam 25 mil reais pelo vice-campeonato em São Gonçalo do Amarante. A BUSCA DO TÃO SONHADO PRIMEIRO TÍTULO DE CAMPEÃO BRASILEIRO Wesley Leite estava invicto em baterias contra Michael Rodrigues em etapas válidas pelo título brasileiro na gestão do Teco Padaratz na presidência da Confederação, iniciada em 2022. O placar estava 2 x 0 e a última vitória tinha sido na final da segunda etapa de 2024, em Vila Velha, no Espírito Santos. Wesley Leite tem o desejo de ser campeão brasileiro e vem brigando diretamente pelo título nos últimos anos. Em 2023 chegou mais perto desse objetivo e terminou em terceiro lugar. Depois, ficou em quinto em 2024 e sétimo no ano passado. Por isso, comemorou o resultado na primeira etapa do Surf Brasil Pro 2026. “Eu acredito que foi uma vitória, porque eu passei por tanta coisa essa semana aqui, que só Deus sabe”, ressaltou Wesley Leite. “É um bom início de temporada pra quem almeja o título brasileiro, aliás, é o melhor início de temporada da minha carreira, porque eu sempre perdi de cara na primeira etapa. Então, estou orgulhoso do meu trabalho, da minha dedicação. Comecei com um vice-campeonato e agora é só manter o foco pro tão sonhado título brasileiro, porque eu mereço e sou digno dele. E a Taíba tá no meu coração, obrigado a todos os moradores que me receberam tão bem, cada onda surfada, eles aplaudiam, vinham me abraçar, então a Taíba tá no meu coração e vamos pra próxima, porque o ano só começou”. MICHAEL MUDA VIAGEM PRA AUSTRÁLIA PARA SEGUIR NA TAÍBA Michael Rodrigues também já chegou bem perto do título brasileiro, terminando em terceiro lugar no ranking de 2022 e no do ano passado também. Michael estava com viagem marcada na madrugada do sábado para a Austrália, onde vai competir na última etapa do Challenger Series. Mas, depois de fazer um novo recorde de nota – 9,17 – no Surf Brasil Pro, na melhor onda da semana surfada na Praia da Taíba, ele decidiu mudar os planos e trocou o dia da viagem, para seguir competindo na abertura do Circuito Brasileiro. E foi recompensado com sua segunda vitória, repetindo o feito de 2023 na etapa de Salvador. “Eu perco mais do que eu ganho e é muito difícil quando a gente perde”, observou Michael Rodrigues. “É muito investimento, é muito tempo, são muitas famílias que dependem disso aqui. Por mais que o cenário do surf brasileiro tenha mudado para melhor e hoje em dia a gente consegue viver do surf, ainda é uma necessidade passar baterias e conseguir bons resultados. Muitos não têm patrocínio, então eu dedico essa vitória para eles. Tenho tanta gente pra dedicar essa vitória, mas quero dedicar para aqueles que perdem e vocês têm que continuar se dedicando, continuar tentando, porque sua hora vai chegar”. JULIANA VENCE A PRIMEIRA DECISÃO DO ANO NO SURF BRASIL PRO A primeira decisão do ano foi a da Juliana dos Santos com Analu Silva. A cearense foi campeã brasileira em 2024 e vice-campeã em 2023 e em 2025. Ela agora larga na frente na busca pelo tricampeonato com os 10.000 pontos da vitória no Surf Brasil Pro. No sábado, Juju primeiro derrotou a paulista Kemily Sampaio nas quartas de final, depois ganhou o duelo de cearenses campeãs brasileiras com Larissa dos Santos, para chegar em sua sexta final em etapas do Circuito Brasileiro. Na grande final, Juliana dominou toda a
Michael Rodrigues fecha a sexta-feira com novo recorde de nota no Surf Brasil Pro
cearense deu um show na onda que arrancou 9,17 dos juízes depois das eliminações dos vencedores das etapas do Circuito Brasileiro em São Gonçalo do Amarante O Surf Brasil Pro 2026vai apresentar novos campeões neste domingo em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Um dos candidatos é o cearense Michael Rodrigues, que mora em Florianópolis (SC) e fechou a sexta-feira com um novo recorde de nota – 9,17 – na etapa que abre a corrida pelos títulos brasileiros da temporada. Os vencedores das três etapas realizadas na Praia da Taíba perderam e Michael é um dos quatro surfistas que já passaram para as quartas de final. A segunda metade das oitavas de final, ficou para abrir o sábado às 8h00 com Jadson André enfrentando o local da Taíba, Rafael Santos. Jadson ganhou a sua bateria contra o capixaba Rafael Teixeira e foi abraçar o amigo Michael Rodrigues, que fechou o show de surf da sexta-feira com a melhor apresentação do Surf Brasil Pro 2026 nas ondas da Taíba. Ele estava perdendo o duelo cearense para o jovem Cauã Costa, que mora na capital carioca, até os últimos minutos. Foi quando Michael achou uma direita da série, uma das maiores ondas da semana, que abriu a parede para mandar três ataques muito potentes de frontside, o último explodindo a junção. Os juízes deram nota 9,17, a maior do campeonato, que virou o placar para 13,10 a 11,93 pontos. “O Cauã (Costa) é muito difícil ganhar dele, então eu sabia que tinha que fazer uma coisa especial, um super aéreo ou achar uma onda abençoada dessa”, disse Michael Rodrigues. “O Cauã surfou muito bem, competiu melhor ainda e, por mais que seja bem mais novo do que eu, ele é uma inspiração gigantesca pra mim. Ele é muito completo pra direita, pra esquerda, então é alucinante competir contra ele. Ele tem o power surf que eu amo e é um moleque super carismático. Hoje ele deu aula na bateria, mas foi uma questão de sorte a onda boa vir para mim e isso é do nosso esporte”. Michael Rodrigues está tentando classificação para a elite do surf mundial e tem viagem marcada nesta madrugada para a última etapa na Austrália. No entanto, pode mudar a programação após a passagem para as quartas de final do Surf Brasil Pro da maneira fantástica que foi: “É uma grande dúvida, porque meu foco todos sabem que é o Challenger, mas eu amo estar aqui, eu amo o Circuito Brasileiro que é incrível, o nível é muito alto. Eu vou tentar trocar minha passagem, mas ainda não é certo. Se não conseguir, vou com o coração partido, porque essa onda deu uma instigada a mais para ficar aqui”. SURF BRASIL PRO COM DUELO DE EX-TOPS MUNDIAIS NAS QUARTAS DE FINAL O adversário do Michael Rodrigues na segunda quarta de final do Surf Brasil Pro, é outra estrela que já fez parte da elite do surf mundial, o paulista Alex Ribeiro. Ele derrotou o jovem potiguar Samuel Joca, que tinha barrado Israel Junior, que conquistou o título brasileiro de 2022 na mesma Praia da Taíba, vencendo a final contra o cearense Messias Felix com notas 10 e 9. Israel voltou a brilhar com seus aéreos na quinta-feira, quando bateu todos os recordes do campeonato, com nota 8,67 e 16,67 pontos. Alex Ribeiro reagiu no final da bateria e derrotou por 9,44 a 8,40 pontos, o filho do campeão brasileiro de 1996, Joca Junior. “Eu treinei bastante e quando você treina muito, às vezes a sorte vem pro seu lado”, destacou Alex Ribeiro, que já tinha eliminado o paraibano Samuel Igona sexta-feira. “Foram duas baterias hoje muito tensas, mas dei sorte que as ondas vieram pro meu lado e consegui passar as duas baterias. Peguei uma virose aqui, mas estou me recuperando, deu tudo certo e estou nas quartas de final, então to amarradão”. GABRIEL KLAUSSNER DERROTA INVICTO NA ABERTURA DAS OITAVAS DE FINAL Os outros dois surfistas que se classificaram para as quartas de final do Surf Brasil Pro nos duelos que fecharam a sexta-feira na Praia da Taíba, foram o jovem paulista Gabriel Klaussner e o experiente baiano campeão brasileiro de 2015, Bino Lopes. O ubatubense conquistou a primeira vaga, derrotando o potiguar Jonathan Freitas que estava invicto nas ondas da Taíba, vencendo as 4 baterias que havia disputado desde o sábado passado em São Gonçalo do Amarante. “Estou muito feliz de avançar, porque essa bateria era superimportante e já é um quinto lugar garantido no primeiro evento do ano, então já é um bom começo”, disse Gabriel Klaussner. “O Jonathan (Freitas) era um adversário muito difícil, vi ele mandando altos aéreos, então eu foquei em pegar as melhores ondas e deu certo. As condições do mar estão um pouco difíceis, mas estou feliz por estar conseguindo me acostumar com o mar e surfando melhor a cada bateria. Esse é o primeiro ano que estou pretendendo disputar mesmo o título brasileiro. Sei que é só a primeira etapa, mas vai ser um ano muito irado”. BINO LOPES ELIMINA O ÚLTIMO CAMPEÃO NAS ONDAS DA PRAIA DA TAÍBA O campeão brasileiro Bino Lopes começou a sexta-feira vencendo um duelo baiano com Fabrício Bulhõese nas oitavas de final enfrentou o último surfista a comemorar vitória na Praia da Taíba. O paulista Marcos Correa foi o campeão da etapa da Taça Brasil no ano passado e tinha feito uma grande apresentação na outra bateria que disputou na sexta-feira. Marquinhosderrotou o cearense Janninfer de Sousa com o maior somatório do dia, 13,50 pontos. Nem Michael Rodriguescom a nota 9,17 superou essa marca. Mas, o experiente Bino Lopes soube jogar o jogo, para superar Marcos Correa por 10,00 a 8,07 pontos. “Eu sabia que ia ser um duelo muito difícil, o Marquinhos tá surfando pra caramba, é um dos melhores do evento e campeão no ano passado aqui. Eu já tinha competido com ele nessa mesma fase em 2022 aqui e tinha vencido também”, relembrou Bino Lopes. “Então eu sabia mais ou menos o que fazer. Vi que tinha uma direita mais na corrente e consegui pegar duas ondas ali, suficientes pra vencer a bateria. Estou feliz porque quando eu entro pra competir, entro pra vencer. Fui campeão brasileiro em 2015, é uma lacuna muito grande, 11 anos atrás, então pode ter
Surf Brasil Pro define as quartas de final femininas com surpresas na Praia da Taíba
A nova geração barrou quatro campeãs brasileiras nas oitavas de final, como a defensora do título Laura Raupp e a hexacampeã Silvana Lima na quinta-feira no Ceará O Surf Brasil Prodefiniu as primeiras quartas de final femininas da temporada 2026 com muitas surpresas na Praia da Taiba, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. As campeãs brasileiras Tainá Hinckel, Larissa dos Santos e Juliana dos Santos, confirmaram o favoritismo. Mas, quatro foram barradas pela nova geração na segunda metade das oitavas de final, como a defensora do título Laura Raupp e a hexacampeã Silvana Lima. A quinta-feira foi o melhor dia de ondas na Praia da Taíba e nessa sexta-feira serão formadas as quartas de final masculinas. A rodada classificatória para as oitavas de final começa as 8h00, ao vivo pelo canal Surf Brasil TVno YouTube. As meninas só voltam a competir no sábado, com a catarinense Tainá Hinckel abrindo as quartas de final no duelo de campeãs brasileiras com a cearense Larissa dos Santos. Outra campeã do Ceará, Juliana dos Santos, disputa a segunda bateria com a paulista Kemily Sampaio. E na chave de baixo, que vai decidir a segunda finalista, só tem surfistas da nova geração que eliminaram quatro campeãs brasileiras. A primeira surpresa foi Sarah Ozorio, que derrotou a campeã invicta de 2025, Laura Raupp. Sarah vai enfrentar a também carioca Mariana Areno, que eliminou a paulista Julia Nicanor, campeã da etapa da Taça Brasil do ano passado na Praia da Taíba. E a última vaga nas semifinais, será disputada pela catarinense Kiany Hyakutake, que barrou a pernambucana Monik Santos, e a paraibana Analu Silva, algoz da grande favorita para vencer em casa nas ondas da Taíba, Silvana Lima. Nessa praia, a cearense consagrou o hexacampeonato brasileiro em 2022 e ganhou também a etapa da Taça Brasil em 2024. “Foi bastante emocionante pra mim. Eu já competi com a Silvana, ela é um exemplo pra mim, mas me dá mais força também enfrentar essa referência para todas nós”, disse Analu Silva, de 19 anos de idade, contra 41 da Silvana Lima. “Estou muito feliz e agora vou pegar a Kiany (Hyakutake) né, outra atleta punk, mas vamo pra cima. Eu estava um pouco desmotivada, mas pedi proteção a Deus, entrei mais confiante no mar e consegui o resultado que queria. Faça por você, porque o sonho é só seu, então vamo simbora”. A carioca mais jovem ainda, Sarah Ozorio, 17 anos, também surpreendeu ao derrotar a catarinense Laura Raupp, que conquistou o título brasileiro no ano passado por antecipação, vencendo as três primeiras das quatro etapas sem perder nenhuma bateria. Laurinha veio direto do Havaí, onde competiu em Pipeline e participou de um programa de treinamento especial na Casa Surf Brasil, em parceria com o COB (Comitê Olímpico do Brasil). Sarah atacou forte uma esquerda com um batidão de backside que valeu 5,50 e essa nota acabou decidindo a vitória apertada, por 10,17 a 9,80 pontos da Laura Raupp. “Eu estou muito feliz de vencer essa bateria”, vibrou Sarah Ozorio, que está participando apenas da sua segunda etapa do Circuito Brasileiro Profissional. “Foi uma bateria bem disputada, a Laura é uma surfista muito boa, então eu sabia que tinha que fazer o meu máximo e, nossa, não tenho nem palavras pra dizer o que estou sentindo agora. Eu quero agradecer quem tava na torcida por mim, meus pais que me apoiam em tudo, meu shaper que fez essa prancha, que tá funcionando muito aqui na Taíba e estou muito feliz”. FAVORITAS CONFIRMAM FAVORITISMO NOS PRIMEIROS DUELOS DAS OITAVAS Se na chave de baixo, a nova geração surpreendeu eliminando quatro campeãs brasileiras, na primeira metade das oitavas de final, as favoritas confirmaram o favoritismo e avançaram para as quartas de final na abertura do Surf Brasil Pro 2026. A catarinense Tainá Hinckel aumentou mais uma vez alguns dos seus recordes em etapas válidas pelo título brasileiro na gestão Teco Padaratz, desde a sua primeira eleição para presidente da Confederação Brasileira de Surf em 2022. Ela ganhou a sua 56.a bateria ao derrotar a cearense Ariane Gomes, atingindo um incrível índice de 80% de vitórias nas 70 que disputou. Tainá também foi quem ganhou mais etapas – 6 – e ainda tem o maior somatório entre as meninas – 17,50 – e a maior nota feminina também – 9,33. “Foi mais uma bateria superdisputada”, destacou Tainá Hinckel. “A minha primeira bateria aqui já foi cheia de emoções, essa segunda também não foi fácil, porque as meninas estão surfando muito. O Circuito Brasileiro está muito forte e fico superfeliz de estar fazendo parte desse momento. A Ariane (Gomes) surfa muito, então foi uma bateria disputada do início ao fim. Eu tive que dar o meu melhor e eu gosto muito da Taíba, as ondas são muito boas e era importante passar essa bateria, então estou superfeliz”. DUAS CAMPEÃS BRASILEIRAS DO CEARÁ PASSARAM PARA AS QUARTAS DE FINAL Tainá agora terá um duelo de campeãs brasileiras com Larissa dos Santos e outra campeã do Ceará disputa a segunda vaga para as semifinais do primeiro Surf Brasil Pro da história. Juliana dos Santos é um dos destaques do surf feminino nessa gestão Teco Padaratz iniciada em 2022. Jujuconquistou o título de 2024 e foi vice-campeã brasileira em 2023 e em 2025, quando ganhou o ranking da Taça Brasil. Juliana venceu 70% das 67 baterias que disputou, incluindo a contra a paulista Juliana Meneguel na quinta-feira. “É preciso estar com a mente boa, o surf também estar bom e sempre manter o foco e a vontade de vencer, de dar o meu melhor em cada bateria”, é a receita da Juliana dos Santos para tantas vitórias. “Sempre quando eu entro na água, entro com muita garra, com muita força de vontade pra fazer o melhor, então estou muito feliz de ter avançado mais uma bateria. Comecei bem, depois o mar deu uma mudada, mas meu objetivo era fazer duas ondas boas e estou feliz pelo meu surf. Era muito importante passar essa fase, agora vem as quartas e vamos nessa, um passo de cada vez, cabeça no lugar e surf no pé”. SURFISTAS APROVAM A REPESCAGEM DO NOVO FORMATO DO SURF BRASIL PRO Na quinta-feira foram realizadas a repescagem e as oitavas de final femininas. Entre essas duas fases, rolou a repescagem masculina, uma das novidades
Campeões na Praia da Taíba em 2022 estreiam batendo recordes no Surf Brasil Pro 2026
O potiguar Israel Junior usou os aéreos para ganhar nota 8,67 na vitória por 16,67 pontos e a cearense Silvana Lima fez os recordes femininos com 7,17 e 13,17 pontos As principais estrelas do Surf Brasil Pro estrearam batendo todos os recordes da primeira etapa do Campeonato Brasileiro de 2026 no Ceará. Os campeões da etapa que fechou a temporada 2022 em São Gonçalo do Amarante, comandaram o show de surf na quarta-feira de boas ondas na Praia da Taíba. O potiguar Israel Junior usou os aéreos para fazer as maiores marcas da semana, nota 8,67 e 16,67 pontos. Antes, a cearense Silvana Lima já havia feito os recordes femininos, nota 7,17 e 13,17 pontos. O maior encontro do surf brasileiro prossegue nesta quinta-feira, com as repescagens iniciando às 8h00 pela categoria feminina, ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube. O potiguar de Baía Formosa, Israel Junior, conquistou o título de campeão brasileiro de 2022 decidido na final contra o cearense Messias Felix na Praia da Taíba. A vitória foi por 19,00 pontos, somando notas 10 e 9 com seus aéreos de frontside, que voltou a usar nesta quarta-feira nas mesmas ondas em que viveu o melhor momento da sua carreira. Israel não começou bem a bateria, mas logo achou o caminho das esquerdas para mandar os aéreos em três ondas seguidas, que receberam notas 8,00, 7,60 e 8,67. Com os 16,67 pontos, mandou o catarinense Lucas Vicente e o cearense Cauet Frazãopara a repescagem. “Graças a Deus, eu fui feliz em conseguir umas três ou quatro ondas curtas, mas que encaixam com a principal característica do meu surf, que é o aéreo”, destacou Israel Junior. “Eu consegui variar o aéreo normal, botando de slob também, full rotation, então estou feliz porque tudo que eu planejei, deu certo. Agora é descansar, porque amanhã é repescagem, então ganho um dia de folga aí. Eu tenho boas lembranças daqui, confesso que fiquei assistindo bastante os vídeos da minha vitória de 2022 essa semana e estou com tudo na minha cabeça. Espero poder performar daquela forma e sair daqui campeão de novo”. Silvana Lima também tem ótimas lembranças da Praia da Taíba. Em 2022, ela consagrou o hexacampeonato brasileiro ganhando a final cearense com a campeã brasileira de 2020, Yanca Costa. Diferente daquele ano, São Gonçalo do Amarante agora está abrindo a temporada 2026 do Surf Brasil Pro e a maior de todos os tempos já bateu os recordes do campeonato. Silvana destruiu a primeira onda que surfou, uma direita abrindo a parede para fazer manobras fortes que arrancaram nota 7,17 dos juízes, a maior da categoria feminina. No fim, pegou outra boa onda para fechar a vitória sobre a catarinense Kiany Hyakutake e a cearense Vitoria Carneiro por 13,17 pontos, recorde também entre as meninas. “É bom começar bem assim com o pé direito e estou feliz por ter passado direto pras oitavas já”, disse Silvana Lima. “Estou com essa prancha mágica aqui, é o terceiro ano dela e tá funcionando muito bem ainda. Estou amarradona de ter passado, porque a gente pode descansar uma fase né, da repescagem. Quando eu ganhei aqui o meu sexto título brasileiro (em 2022), todo mundo só tava surfando as esquerdas e eu era a única que tava pegando as direitas. Eu ganhei o evento, ganhei o título e ainda dei um aéreo numa direita também, então mostra que a Taibinha tem onda pros dois lados. É só escolher o certo”. MAIS DOIS DEFENSORES DE TÍTULOS NA PRAIA DA TAÍBA ESTREIAM COM VITÓRIAS Os campeões da até então única etapa valendo pontos para o título brasileiro realizada na Praia da Taíba em 2022, estrearam com vitórias no Surf Brasil Pro 2026. Assim como os vencedores da etapa que abriu a Taça Brasil do ano passado também em São Gonçalo do Amarante, os paulistas Marcos Correa e Julia Nicanor da Baixada Santista. Julia Nicanorganhou a segunda bateria da quarta-feira, derrotando por 10,50 pontos a também paulista Mayara Zampieri e a baiana Potira Castaman, que mora em Florianópolis (SC). “Eu gosto muito desse lugar, é uma onda que se encaixa bem com meu surf e eu tenho boas memórias daqui né”, disse Julia Nicanor. “No ano passado, eu venci aqui junto com meu amigo (Marcos Correa) e foi bem especial. Era também meu primeiro campeonato do ano, agora acabei de fazer minha estreia aqui nesse novo circuito e é sempre muito bom começar com vitória. Sei que tem muita coisa pra acontecer ainda, mas espero me conectar, encontrar boas ondas, fazer minhas notas e seguir avançando”. Marcos Correa começou a defender o título de campeão nas ondas da Praia da Taíba só à tarde, 13 baterias depois da Julia Nicanor competir. Ele também surfou bem contra dois surfistas que vinham se destacando nas manobras aéreas, o cearense Jonh Jonh Alves e o potiguar Jonathan Freitas. Marcos Correa soube administrar bem a bateria para vencer por 11,84 pontos, contra 8,53 do Jonh Jonh e 7,37 do Jonathan, que está surfando com uma prancha emprestada pelo ídolo potiguar, Jadson André. “Estou muito feliz de estar de volta na Taíba. No ano passado me sagrei campeão da Taça Brasil aqui e, graças a Deus, deu tudo certo nessa minha primeira bateria”, disse Marcos Correa. “O mar mudou muito da bateria anterior pra minha. Começou a entrar uma corrente muito forte, mas consegui liderar a bateria do começo ao fim. Os outros adversários vinham surfando muito bem, eu vi as baterias deles, a molecada conhece muito essa vala, mas passei essa e agora é continuar nesse ritmo”. CAMPEÃ BRASILEIRA LAURA RAUPP VEM DIRETO DO HAVAÍ PARA O CEARÁ A quarta-feira do Surf Brasil Pro já começou em alto nível, com a campeã brasileira invicta do ano passado, Laura Raupp, fazendo a sua estreia na primeira bateria do dia. A catarinense ficou mais de 40 dias na Casa Surf Brasil no Havaí, participando do programa especial de treinamento em parceria com o COB (Comitê Olímpico do Brasil) nas ondas principalmente de Pipeline. Laura Raupp veio direto do Havaí para as águas quentes do Ceará e estreou com vitória sobre a também campeã brasileira Yanca Costae a jovem catarinense Alma Corgiolu, que terão outra chance de classificação na repescagem. “Essa primeira bateria é sempre mais difícil. Você fica um pouco confusa ali onde ficar no mar, mas consegui fazer notas suficientes para passar direto para as
Surf Brasil já se prepara para formar a melhor Seleção Brasileira para as Olimpíadas
COI e ISA confirmam as novas regras de classificação que serão inauguradas nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 nos Estados Unidos O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a International Surfing Association (ISA) confirmaram novas regras de classificação para as Olimpíadas, que serão inauguradas nos Jogos de Los Angeles 2028 nos Estados Unidos. O surf será disputado nas ondas de alta performance de Trestles, na Califórnia. A principal mudança é que a maioria das 48 vagas – 24 no masculino e 24 no feminino – passam a ser disputadas no ISA World Surfing Games de 2026, 2027 e 2028. Já o número de vagas pelo ranking do CT da WSL, será de 5 homens e 5 mulheres, limitados a 1 de cada país por gênero. “Nós do Surf Brasil, estamos bem empolgados com a confirmação do novo método de classificação olímpica criado pela ISA e homologado pelo COI, já para os Jogos de Los Angeles 2028”, afirmou Teco Padaratz, presidente da Confederação Brasileira de Surf. “Acredito que teremos mais oportunidades nas competições que o Brasil tem excelente histórico de classificação. Alguns dos nossos atletas se classificaram para os últimos Jogos através deles e não vamos poupar esforços, para dar a melhor condição possível para a Seleção Brasileira buscar cada vaga disponível”. A Confederação Brasileira de Surf exalta que, esse novo caminho olímpico criado pela ISA, apresenta mais chances de classificação para os surfistas poderem representar seus países na principal competição esportiva do mundo. O ciclo olímpico já será inaugurado esse ano no ISA Surfing Games de 2026, que ainda não tem data definida. A equipe nacional campeã da competição masculina e da feminina, garantem as primeiras vagas de cada gênero para os Jogos de Los Angeles 2028. Esse sistema se repete no ISA Games 2027, enquanto o ISA Surfing Games de 2028 vai classificar 10 homens e 10 mulheres, limitados aos mais bem colocados e as melhores de cada país. FORMAÇÃO DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA O ISA WORLD SURFING GAMES Participam do ISA Surfing Games, 3 homens e 3 mulheres de cada nação. As regras do Surf Brasil para formar a Seleção Brasileira, já priorizam as estrelas que fazem parte da elite do surf mundial. Então eles terão duas chances de conquistar a vaga, pelo ranking do CT e pelo ISA Games. São convocados os 3 brasileiros e as 3 brasileiras mais bem colocadas no ranking do CT do ano corrente, até 30 dias antes da data do evento, que ainda não está definida pela ISA. Caso as vagas não sejam preenchidas, especialmente no feminino que tem menos brasileiras na elite do CT, serão convocados 1 atleta de cada gênero colocados até o 40.o lugar no ranking do Challenger Series. Se ainda faltar alguém para completar a Seleção Brasileira no ISA Games, será indicado pelo ranking do Surf Brasil. Foi assim que a campeã brasileira de 2023, Tainá Hinckel, conseguiu a vaga extra por equipes para os Jogos de Paris 2024 no Tahiti. “Nós estamos focados em proporcionar a melhor estrutura para que os atletas consigam suas classificações”, confirma o vice-presidente e diretor de esportes do Surf Brasil, Paulo Moura. “As novas regras do jogo estão divulgadas e o atleta que melhor se adaptar, terá mais chance de classificação para representar nosso país na busca pela tão sonhada medalha olímpica”. SELEÇÃO BRASILEIRA COMPLETA COM SEIS SURFISTAS NA ÚLTIMA OLIMPÍADA O número de concorrentes pelas medalhas nos Jogos Olímpicos, permanece o mesmo desde a estreia do surf como modalidade olímpica nos Jogos de Tóquio 2020 no Japão. Foi onde Italo Ferreiraentrou para a história como primeiro surfista a conquistar medalha de ouro nas Olimpíadas. São 48 participantes, sendo 24 no masculino e 24 no feminino. Nos Jogos de Paris, a Seleção Brasileira formou a maior delegação, com o limite máximo de 3 participantes por país em cada gênero. Nas duas primeiras edições que o surf disputou medalhas nas Olimpíadas, o ranking do CT classificou 10 homens e 8 mulheres, com o limite de duas vagas por país em cada gênero. Nos Jogos de Paris 2024 nos tubos de Teahupoo, Filipe Toledo, João Chianca e Tatiana Weston-Webb, se classificaram pelo ranking do CT. E a Seleção Brasileira conquistou as vagas extras disputadas no ISA Surfing Games. Com o título de melhor equipe nacional no masculino e feminino, também se garantiram o tricampeão mundial Gabriel Medina, a campeã brasileira Tainá Hinckel e Luana Silva. ISA SURFING GAMES PASSA A SER O PRINCIPAL CAMINHO PARA AS OLIMPÍADAS Ordem hierárquica da qualificação para os Jogos de Los Angeles 2028: 1)- 10 vagas pelo CT da WSL de 2028 – 5 homens e 5 mulheres indicados pelo ranking até meados de junho de 2028, sendo apenas 1 de cada país por gênero 2)- ISA World Surfing Games 2028 – classifica 10 homens e 10 mulheres sendo apenas 1 de cada país 3)- Jogos Asiáticos de 2026 – classifica 1 homem e 1 mulher 4)- Jogos Panamericanos de 2027 – classifica 1 homem e 1 mulher 5)- Campeonato Europeu de 2027 – classifica 1 homem e 1 mulher 6)- ISA World Surfing Games 2027 – 1 homem e 1 mulher da África e 1 homem e 1 mulher da Oceania concedida aos atletas destes continentes mais bem colocados que ficarem entre os 25 melhores 7)- ISA World Surfing Games 2026 e 2027 – 1 homem e 1 mulher do país que vencer o título de melhor equipe nacional no ISA Games de 2026 e 1 homem e 1 mulher para a equipe campeã de 2027 8)- País anfitrião – 1 homem e 1 mulher dos EUA se não preencher o limite de 3 vagas por país nos critérios anteriores 9)- Vagas de Universalidade – 1 homem e 1 mulher para nações subdesenvolvidas no surf que se inscreverem, mas os atletas precisam ficar entre os 40 melhores no ISA Games de 2027 ou 2028
Surf Brasil Pro 2026 abre a corrida pelo título brasileiro feminino no domingo no Ceará
A cearense Yanca Costa foi a primeira campeã brasileira a estrear na Praia da Taíba e confrontos de gerações marcam o segundo dia do masculino O Surf Brasil Pro 2026abriu a corrida pelo título brasileiro feminino no domingo em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. A cearense Yanca Costa foi a primeira campeã brasileira a estrear e começou a temporada com vitória na Praia da Taíba, onde foi vice-campeã na final contra a hexacampeã Silvana Lima em 2022. O segundo dia também foi marcado pelos confrontos de gerações nas baterias restantes da primeira fase masculina e a feminina será encerrada na manhã desta segunda-feira, ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube. O domingo de boas ondas na Praia da Taíba, terminou com os oito primeiros confrontos femininos do Surf Brasil Pro 2026. Os quatro que vão fechar a primeira fase, ficaram para abrir a segunda-feira. Depois, começa a segunda e última rodada de 24 baterias da competição masculina, quando estreiam 48 pré-classificados pelo ranking brasileiro de 2025. Entre eles, quatro campeões brasileiros, os cearenses Messias Felix (bicampeão em 2009 e 2012) e Artur Silva (2019), o paulista Igor Moraes(de 2019 também) e o baiano Bino Lopes (2015). No feminino, a primeira a se apresentar foi a cearense Yanca Costa, que mora na capital do Rio de Janeiro. As outras 8 campeãs brasileiras que participam desta primeira etapa do Surf Brasil Pro 2026, fazem parte do grupo das Top-11 que só estreiam nas 8 baterias da terceira fase, quando começa a ser distribuída a premiação histórica de meio milhão de reais do circuito nacional mais rico do mundo. Uma delas é a defensora do título e campeã invicta em 2025, Laura Raupp, catarinense que está vindo direto de uma temporada no Havaí para o Ceará. A última a competir será a cearense Silvana Lima, que em 2022 consagrou o hexacampeonato brasileiro com vitória na final contra Yanca Costa, nas mesmas ondas da Praia da Taíba. Yanca foi campeã brasileira em 2020 e disputou a sexta das oito baterias que abriram a competição feminina do Surf Brasil Pro 2026no domingo, contra as jovens catarinenses Alma Corgiolu e Nalu Demski. Ela encontrou dificuldades para surfar no início, mas depois achou ondas melhores e confirmou a vitória com uma forte manobra de backside numa esquerda. “Eu gosto desse mar aqui e me senti confortável. A bateria começou um pouco difícil, mas fiz o que tinha que ser feito, deu tudo certo e vamos aí pra próxima”, disse Yanca Costa, que também respondeu sobre a lembrança daquela final de 2022 com a Silvana Lima. “Essa final aí, eu to sonhando com a revanche e vou ficar muito feliz se acontecer. É superimportante começar a temporada aqui na Taíba e praticamente minha família toda está vindo aí me assistir. Vai ser muito emoção e estou feliz por estar aqui mais uma vez”. CARIOCA SARAH OZORIO ESTREIA COM OS RECORDES FEMININOS NA TAÍBA Yanca Costa ainda tem que passar mais uma bateria para chegar na fase em que estão as outras 8 campeãs brasileiras. O próximo desafio será contra a catarinense Maria Autuori e duas surfistas que moram no litoral paulista, Sophia Gonçalves e Sol Carrion, que venceu a bateria que fechou o domingo na Praia da Taíba. Entre as meninas, a melhor apresentação foi da carioca de 17 anos, Sarah Ozorio. Ela fez as maiores marcas do feminino, nota 6,50 e 11,10 pontos, na vitória sobre a também carioca Julia Duarte e a paraibana Nalanda Carvalho. “Eu estou aqui na Taíba desde o dia 5 deste mês, então isso foi muito bom pra mim, porque eu pude treinar no mar por vários dias, surfar em horários diferentes e bastante nesse horário que imaginei que poderia ser minha bateria hoje”, contou Sarah Ozorio. “Então, eu já entrei bem treinada, bem preparada. Consegui estudar bastante o mar e sabia onde estava o lugar certo das melhores ondas, o que a onda pedia. Isso tudo ajudou para eu fazer uma boa bateria”. PAULISTA KEMILY SAMPAIO VENCE A PRIMEIRA BATERIA FEMININA DE 2026 Antes da estreia da recordista Sarah Ozorio na quarta bateria, as maiores marcas eram da paulista Kemily Sampaio. Ela ganhou o primeiro confronto feminino do Surf Brasil Pro 2026 por 10,33 pontos, com a nota 5,83 da onda que surfou nos minutos finais, para tirar a vitória da também paulista Kiany Cristina. As duas avançaram para a segunda fase, eliminando a paranaense Jessica Bianca, que mora no litoral paulista, na cidade de Ubatuba. “Eu comecei a temporada com emoção já e estou feliz de ter conseguido aquela onda ali no final”, disse Kemily Sampaio. “Eu acho que a Taíba tem altas ondas, a semana inteira a gente treinou o dia todo com boas ondas e tá prometendo um swell bem legal para os próximos dias. Estou feliz de ter avançado essa primeira bateria, ter começado o ano com o pé direito. Foi com emoção, virada na última onda e é isso, estou muito feliz”. POTIGUARES DIVIDEM O PROTAGONISMO COM OS CEARENSES NO DOMINGO Antes da estreia das meninas, alguns confrontos de gerações marcaram as 14 baterias que fecharam a primeira fase masculina do Surf Brasil Pro 2026. O surf potiguar também mostrou a sua força nas ondas da Praia da Taíba, disputando o protagonismo com os cearenses que brilharam no primeiro dia. Os donos da casa se destacaram mais uma vez, com 5 vitórias e 9 passando para a segunda fase. Mas, foi por pouco, porque o Rio Grande do Norte conseguiu classificar 8 surfistas dos 12 que competiram e ganharam 4 baterias. Além disso, os potiguares passaram a encabeçar a lista de recordes do Surf Brasil Pro na Praia da Taíba. Jonathan Freitas fez o maior placar, 11,27 pontos, superando dois cearenses, Rafael Santoscom 11,17 e Santiago dos Santos com 10,90. Já a maior nota foi a 7,00 que o natalense de Ponta Negra, Emanoel Tobias, recebeu dos juízes pelo melhor aéreo do campeonato. E a segunda maior nota foi a 6,50 de outro potiguar de Natal, Djackson Paulino. “A gente compete aqui na Taíba desde criança, aí fica um pouco mais fácil”, destacou o experiente Emanoel Tobias. “Mas, a galera jogou muito bem na bateria e pegaram as ondas boas da primeira série que entrou no início. Aí fiquei pedindo, meu Deus, me manda uma onda e entrou uma esquerda
Cearenses se destacam em casa na abertura do Surf Brasil Pro 2026
Só foram realizadas 10 baterias no sábado para que o maior encontro do surf brasileiro aconteça em ondas com melhores condições na Praia da Taíba Os cearenses se destacaram em casa na abertura do Surf Brasil Pro 2026 na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Dos 13 que competiram no sábado, 9 passaram para a segunda fase com 4 vitórias e o jovem Carlos Ralen, 17 anos, fez os recordes das 10 baterias disputadas no primeiro dia. A competição foi interrompida quando a maré estava muito seca, para que o maior encontro do surf brasileiro aconteça em ondas com mais qualidade. A previsão indica que as condições vão estar melhores nos próximos dias e as eliminatórias serão retomadas neste domingo, a partir das 8h00, ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube. “A gente está estudando a previsão das ondas desde o início da semana e decidimos deixar para continuar o campeonato amanhã (domingo), porque a previsão é bem melhor de ondas”, disse o ex-integrante da elite do surf mundial, Raoni Monteiro, que atua como diretor de prova do Surf Brasiljunto com Karina Abras. “Eu e a Karina, em conjunto com toda a comissão técnica, preferimos priorizar a qualidade das ondas. Amanhã o mar já terá mais energia do que hoje e a decisão de adiar é bem positiva, porque estamos abrindo a temporada e o desejo é que o campeonato role em boas ondas, para os surfistas poderem dar show de surf aqui”. No sábado, os cearenses comandaram o show nas pequenas ondas da Praia da Taíba. O jovem surfista de Fortaleza, Carlos Ralen, 17 anos, competiu pela primeira vez no Circuito Brasileiro Profissional e ninguém conseguiu superar as suas marcas na segunda bateria do dia. Carlos acertou um aéreo que valeu nota 6,20 para vencer por 10,43 pontos, números que ficaram no topo da lista de recordes neste início do Surf Brasil Pro 2026. O paulista Eric Bahia também surfou bem e passou junto com ele, somando 10,37 com uma nota 6,00. “Estou muito feliz de estar competindo meu primeiro Brasileiro Profissional aqui na Taíba, um lugar que eu gosto muito”, falou Carlos Ralen. “Eu já fui campeão cearense aqui e me sinto em casa nessas ondas. Estou muito feliz com meu surf e a minha prancha tá andando muito nessa ondinha. Agora é manter o foco e vamos com tudo pra segunda fase”. Nessa bateria, era para ele enfrentar três paulistas, mas o ex-top da elite mundial, Edgard Groggia, não compareceu. Carlos Ralen então derrotou Eric Bahia e eliminou Lucas Di Giorge. O jovem cearense também surpreendeu ao responder sobre quem gostaria de enfrentar nessa sua estreia no Surf Brasil Pro: “os meus amigos daqui do Ceará mesmo que eu me inspiro. O Jonathan Santos, o Santiago dos Santos, o Raoni Rocha, Saymon Rocha, a galera que eu treino, um sempre puxando o nível do surf do outro e é isso”. Na segunda fase do Surf Brasil Pro, Carlos Ralenvai competir com outro cearense, Ytalo Ferreira, contra mais dois paulistas, Philippe Neves e Pedro Ferreira. A temporada 2026 do circuito nacional mais rico do mundo, com premiação de meio milhão de reais em cada etapa e a vitória valendo 50 mil reais, já tinha começado com vitória do Ceará em casa. Davi Sobrinhoganhou a primeira bateria do sábado, com Philippe Neves passando em segundo lugar. ÍDOLO CEARENSE DAS ANTIGAS TAMBÉM ESTREIA COM VITÓRIA NO SÁBADO Depois, teve uma dobradinha cearense do Raoni Rocha e Rodrigo Monteiro, sobre o paulista Nicolas Oliveira. E um ídolo local das antigas, conquistou a quarta e última vitória do Ceará no primeiro sábado do Surf Brasil Pro 2026, que vai até o próximo domingo, 1.o de março, em São Gonçalo do Amarante. Com seus 45 anos de idade, o carismático tetracampeão cearense e campeão nordestino, Edvan Silva, derrotou três surfistas bem mais jovens do que ele, os conterrâneos Ramonne Matias e Flavio de Souza e o paulista João Vieira. “Eu estou muito feliz de ter passado essa bateria, porque não é fácil estar aqui competindo num campeonato com os melhores do Brasil”, destacou Edvan Silva. “Tem uma quantidade muito grande de inscritos e estou feliz de ter vencido essa geração mais nova, que surfa muito bem. Quero agradecer meus alunos, que fizeram minha filiação, minha inscrição, para eu estar aqui. É por causa deles que estou aqui e esse resultado é para cada um de vocês. É muito difícil patrocínio no Brasil e só quem veste a lycra sabe como é. Mas, estou aqui, então obrigado a todos que estão assistindo o evento e estavam torcendo por mim”. Dos 153 surfistas que estão participando dessa primeira etapa do Surf Brasil Pro 2026, apenas 30 competiram no sábado, com 20 avançando para enfrentar os 48 pré-classificados que entram na segunda fase. As outras 14 baterias que fecham a rodada inicial, acontecem neste domingo e na sequência começa a categoria feminina. No Surf Brasil, o princípio da igualdade é na premiação e também na competição. Após uma fase masculina ser completada, acontece uma feminina e assim sucessivamente, até as rodadas decisivas do campeonato. SURF BRASIL PRO REGISTRA RECORDE DE PARTICIPAÇÃO FEMININA Em São Gonçalo do Amarante, está sendo estabelecido um recorde de participação feminina, com 50 inscritas na abertura do Surf Brasil Pro 2026. São muitas surfistas da nova geração desde 12 anos de idade, até grandes estrelas como 9 já consagradas campeãs brasileiras. As meninas compareceram na Praia da Taíba no sábado, para participar do primeiro comitê técnico da temporada, realizado antes do início do evento. Entre elas, a maior de todos os tempos, Silvana Lima, que consagrou o hexacampeonato brasileiro nas mesmas ondas da Praia da Taíba em 2022, vencendo a final cearense com a campeã de 2020, Yanca Costa. Silvana já completou 41 anos de idade e ganhou seus primeiros títulos com um bicampeonato consecutivo em 2004 e 2005, depois venceu em 2014, 2016 e repetiu o bi em 2021 e 2022, no ano que Teco Padaratz foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Surf e vem promovendo o circuito nacional mais rico do mundo. “Com certeza, tenho boas lembranças daqui da Taíba. Em 2022 foi incrível, deu altas ondas. A Taíba sempre dá altas ondas e todo mundo se diverte, fica muito feliz de estar nesse lugar”, disse Silvana Lima. “Já tive
Surf Brasil Pro 2026 abre temporada nacional com R$ 500 mil em jogo na Taíba
A Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, será o epicentro do surfe brasileiro a partir deste sábado com o início do Surf Brasil Pro 2026. Considerado o maior encontro da modalidade no país, o evento reúne 206 atletas de 14 estados e distribui meio milhão de reais em premiação já na etapa de abertura do circuito. A competição marca o pontapé inicial da corrida pelos títulos nacionais e promete disputas de alto nível nas ondas do litoral oeste cearense. Entre os participantes estão nove campeãs e sete campeões brasileiros, além de jovens talentos e veteranos que ajudam a compor um cenário diverso, com atletas entre 12 e 55 anos. As baterias terão transmissão ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube. Campeões consagrados e nova geração dividem o pico No feminino, o destaque é a atual campeã invicta de 2025, Laura Raupp, que chega embalada por uma temporada de treinos no Havaí em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil. O Ceará, estado anfitrião, carrega tradição: soma 13 títulos em 30 edições desde 1997. Ícone dessa trajetória, Silvana Lima volta a competir nas mesmas ondas onde conquistou o hexacampeonato em 2022. Outras campeãs nacionais também confirmaram presença, como Tainá Hinckel, Monik Santos, Julia Nicanor e Diana Cristina, fortalecendo uma disputa que promete equilíbrio do início ao fim. No masculino, nomes como Weslley Dantas, Jadson André e Bino Lopes entram na briga pelos primeiros 10 mil pontos do ranking. Entre os convidados especiais estão o ex-integrante da elite mundial Deivid Silva e a promessa Carol Bastides, de apenas 14 anos, reforçando o encontro de gerações na Taíba. Novo formato garante emoção e igualdade de premiação A edição 2026 estreia um novo modelo de competição. Os principais cabeças de chave — top-22 no masculino e top-11 no feminino — entram em fases mais avançadas, com direito a repescagem e premiação mínima garantida. A organização também assegura igualdade nos valores pagos a homens e mulheres, com R$ 50 mil destinados aos campeões de cada categoria. No total, 153 surfistas disputam o título masculino, divididos em três fases eliminatórias. Já no feminino, 49 atletas brigam pelo troféu, com as principais ranqueadas estreando apenas na terceira fase. Ceará lidera participação na etapa de abertura Os donos da casa formam a maior delegação, com 58 representantes. São Paulo aparece em seguida com 46 atletas, incluindo nomes que já competiram na elite mundial. Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro também marcam presença expressiva. Realizado pela Surf Brasil em parceria com a Federação de Surf do Estado do Ceará e o IBESF, o evento conta com apoio da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante e do Governo do Estado do Ceará, consolidando a Taíba como palco estratégico do surfe nacional. Com premiação recorde, estrelas consagradas e talentos em ascensão, o Surf Brasil Pro 2026 começa prometendo elevar ainda mais o nível da modalidade no país e transformar o litoral cearense na capital brasileira do surfe neste início de temporada.
Cearenses podem aumentar o recorde de vitórias em casa no Surf Brasil Pro
O Ceará é o segundo estado com mais concorrentes aos títulos brasileiros desde 2022 e detém o recorde de 13 troféus de campeãs brasileiras de surf profissional A abertura do Surf Brasil Pro 2026 na Praia da Taíba, de 21 de fevereiro a 1 de março em São Gonçalo do Amarante, terá um componente especial para surfistas do Ceará. Eles podem aumentar o recorde de vitórias em etapas da Confederação Brasileira de Surf em casa, após a dobradinha dos paulistas Marcos Correa e Julia Nicanor no ano passado. O Ceará é o segundo estado com mais participantes – 60 – em etapas válidas pelos títulos brasileiros na gestão Teco Padaratz, eleito presidente em 2022. E as cearenses detém o recorde de 13 troféus de campeã brasileira de surf profissional, em 30 disputados desde 1997. O Surf Brasil Pro vai inaugurar um novo formato de competição na Praia da Taíba, com mais surfistas tendo a chance de disputar a premiação de meio milhão de reais, oferecida em cada etapa do circuito nacional mais rico do mundo. Até o ano passado, a participação era limitada para 48 homens e 32 mulheres. Agora, 228 surfistas poderão brigar pelo prêmio de 50 mil reais da vitória em cada etapa, 168 na categoria masculina e 60 na feminina. O primeiro show garantido dos melhores surfistas do Brasil na temporada 2026, começa no dia 21 de fevereiro na Praia da Taíba e será transmitido ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no Youtube. “É muito gratificante abrir mais uma vez, o calendário do surf no Brasil em São Gonçalo do Amarante”, disse Amelio Junior, presidente da Federação de Surf do Estado do Ceará. “O Circuito Brasileiro foi unificado e cada etapa está dando uma premiação recorde de meio milhão de reais. Isso é muito importante para o surf brasileiro e foi uma iniciativa muito bacana do Teco Padaratz, que vai estar aqui na Taíba. Graças ao apoio do prefeito Marcelo Teles, pela quarta vez teremos uma etapa do Brasileiro em São Gonçalo do Amarante e a Taíba já virou um point nacional. Lembramos que o Surf Brasil Pro é do dia 21 de fevereiro a 1 de março, logo após o Carnaval, então esperamos ver praia cheia porque vai ser show de surf”. O Ceará é o segundo estado que recebeu mais etapas da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf. Divide essa posição com Pernambuco, que também sediou 11 eventos. A diferença é que no Ceará, tiveram mais de surf profissional, uma que decidiu o título brasileiro de 2022 na Praia da Taíba e cinco da Taça Brasil, sendo duas em São Gonçalo do Amarante e três em Paracuru. Santa Catarina e Rio de Janeiro dividem o topo dessa lista de 14 estados, com 23 etapas realizadas das 7 competições promovidas pelo Surf Brasil até 2025: Dream Tour, Taça Brasil, Surf de Base, Master, Longboard, Stand Up Paddle e Parasurf. DONOS DA CASA FESTEJARAM MAIS VITÓRIAS EM ETAPAS NO CEARÁ Nas 6 etapas de surf profissional disputadas no Ceará desde 2022, os donos da casa ganharam metade dos 12 títulos. Só a hexacampeã brasileira Silvana Limavenceu 4, 2 na Taça Brasil de 2023 e 2024 na sua cidade, Paracuru, mais 2 no palco do Surf Brasil Proem São Gonçalo do Amarante, no CBSurf Pro 2022 e na Taça Brasil em 2024. Neste ano de 2024, foram duas dobradinhas cearenses no alto do pódio, com Michel Roque em Paracuru e Messias Felix na Praia da Taíba. Os paulistas ganharam 4 títulos em etapas da Taça Brasil, com Renan Pulga e Ryan Kainalo em Paracuru e Marcos Correa e Julia Nicanor no ano passado na Praia da Taíba. As outras vitórias foram do potiguar Israel Junior na Praia da Taíba e da catarinense Tainá Hinckel em Paracuru, ambas em 2022. A Praia da Taíba fechou a temporada 2022, com Israel Junior ganhando a batalha aérea contra o cearense Messias Félix, com notas 10 e 9 na final que decidiu o título brasileiro. No mesmo evento, Silvana Lima consagrou o hexacampeonato na final 100% cearense com a também campeã brasileira Yanca Costa. Agora, São Gonçalo do Amarante vai sediar o primeiro Surf Brasil Pro da história. Será a 21.a etapa valendo 10.000 pontos nos rankings que definem o campeão e a campeã brasileira profissional, desde o início da gestão Teco Padaratz em 2022. SILVANA LIMA É O GRANDE DESTAQUE DO SURF FEMININO NO BRASIL O Ceará é o epicentro do surf feminino no Brasil e Silvana Lima é o grande destaque da categoria em todos os tempos. A cearense criada nas ondas de Paracuru, tem sua história marcada até no cenário internacional, com o imbatível recorde de 19 vitórias em etapas do Qualifying Series (QS), contra 13 da segunda colocada, a australiana Sally Fitzgibbons. No Brasil, as cearenses são recordistas com 13 títulos conquistados, em 30 disputados desde 1997, 8 deles pela Confederação Brasileira de Surf, que iniciou o circuito profissional em 2018. A dominação cearense começou com o tetracampeonato da Tita Tavares nos tempos da ABRASP, em 2000, 2003, 2007 e 2008. Tita igualou o feito da carioca Andréa Lopes, mas Silvana Limasuperou essa marca com seis títulos, em 2004, 2005, 2014 e 2016 pela ABRASP, depois veio o bi em 2021 e 2022 pela Confederação Brasileira. Além de Silvana, mais três cearenses foram campeãs no circuito da Confederação Brasileira de Surf. Larissa dos Santosganhou o primeiro em 2018, Yanca Costa em 2020 e Juliana dos Santos em 2024. O CEARÁ DETÉM MAIS RECORDES E O SEGUNDO MAIOR PELOTÃO ESTADUAL No masculino, foram mais três títulos brasileiros, com Messias Felix bicampeão em 2009 e 2012 e Artur Silva em 2019. Desde a eleição de Teco Padaratz em 2022, o Ceará é o segundo estado com mais participantes em etapas válidas pelos títulos brasileiros. Foram 60 cearenses competindo nas 20 etapas, 47 na categoria masculina e 13 na feminina. É o mesmo número de Santa Catarina, com os dois estados só ficando abaixo de São Paulo, com 83 surfistas de um total de 392 de 15 estados que participaram das 20 etapas realizadas desde 2022 até 2025. Silvana Lima foi quem mais vestiu a lycra de competição nas quatro temporadas, 72 vezes. No masculino, o também cearense Michael Rodrigues é o recordista com 39 vitórias em baterias, empatado com o bicampeão brasileiro, Douglas Silva. A diferença é que o pernambucano participou de todas as 20 etapas,