Ondulação à vista para o maior evento de Surf de Ondas Grandes do Brasil, apresentado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Esportes (FESPORTE) e pela Prefeitura Municipal de Laguna Possivelmente na semana que vem, serão coroados(as) os campeões(ãs) brasileiros de surf em ondas grandes! Uma grande ondulação pintou nos gráficos para a próxima segunda-feira (dia 04/05) no litoral sul de Santa Catarina, que promete agitar o cenário do big surf brasileiro. O sinal AMARELO foi ligado para rolar o CBSurf Big Wave Mormaiiapresentado pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Esportes (FESPORTE) e pela Prefeitura Municipal de Laguna. Conforme as previsões, um grande ciclone está se formando na Argentina, devendo chegar no sul do Brasil no final de semana. Será uma ondulação de sul muito grande, batendo mais de 4 metros na boia de marcação, período de 16 segundos e energia de 10.000 joules. O vento favorece a formação das ondas na Praia do Cardoso, soprando do quadrante oeste-noroeste com intensidade fraca, entrando de terral. “A união destes elementos talvez possa oferecer o maior swell dos últimos 10 anos para a praia do Cardoso”, afirma Thiago Jacaré, um dos idealizadores do Movimento Big Waves Brasil (BWB) e Coordenador de Surf de Ondas Grandes da Confederação Brasileira de Surf (Surf Brasil). A Janela de Espera por uma grande ondulação para a realização do CBSurf Big Wave Mormaii, estava aberta desde o dia 05 de novembro de 2025, quando foi lançada oficialmente durante os Jogos Abertos de Santa Catarina (JASC), juntamente com o Presidente da Fundação Catarinense de Esporte (FESPORTE) Jeferson Batista Ramos, o Prefeito de Laguna Peterson ‘Preto’ Crippa e outras autoridades das instituições do Surf, como SURF BRASIL, FECASURF, ASTFSM e BWB. Desde então não havia aparecido nos gráficos de previsão nenhuma ondulação com tanto potencial quanto esta. NA ROTA DO BIG SURF Santa Catarina está lançando para o Brasil e para o mundo, a primeira Rota de Destino de Turismo Esportivo integrado entre cinco municípios do mundo: a Rota do Big Surf. Para mostrar o potencial de Surf de Ondas Grandes que esta região possui, nada melhor do que realizar eventos esportivos como o CBSurf Big Wave Mormaii, com os melhores atletas do Brasil e do mundo surfando estas grandes ondulações. Para a FESPORTE: “Santa Catarina é, por natureza, a casa dos esportes de ação e o Campeonato Brasileiro de Ondas Grandes reafirma essa vocação. O apoio da Fesporte a esta nova edição não é apenas um incentivo a uma competição de elite, mas um investimento direto no fortalecimento de uma modalidade que projeta nosso estado para o mundo. Queremos que nossos atletas sintam que a Fesporte é uma parceira no desenvolvimento do surfe de alta performance”, relata o Presidente Jeferson Ramos. “O big surf para Laguna, é mais do que um esporte, ele é um fomento turístico de forte atrativo econômico, que favorece o comércio local bem como todo o fomento da cadeia produtiva turística, além de ser uma característica ímpar do município, já que somos a região com maior incidência de ondas grandes do Brasil, favorecendo também o reconhecimento de outras culturas, atrativos e característica que Laguna tem”, afirma o Prefeito de Laguna, Peterson ‘Preto’ Crippa, sobre a importância do evento para o município. ENTENDA O EVENTO E A SUA CHAMADA – A abertura da Janela de Espera do evento, ocorreu em 05 de novembro de 2025 e está aberta até o dia 15 de agosto de 2026. Dentro desta Janela de Espera, quando aparece uma grande ondulação nos gráficos de previsão, a organização do evento emite o “Sinal Amarelo” com 7 (sete) dias de antecedência, alertando em relação à possibilidade de realização do evento. – Caso a ondulação se confirme adequada, com 4 (quatro) dias de antecedência será dado o “Sinal Verde”, confirmando a realização do evento. – Caso a ondulação não se confirmar, será dado o “Sinal Vermelho”, voltando à espera por uma ondulação mais adequada. O CBSurf Big Wave Mormaii será realizado em um único dia (previsto para o dia 04/05/2026 – segunda-feira), no auge da grande ondulação. No final do dia, poderá ser realizada uma Cerimônia de Premiação aberta ao público, com música ao vivo. QUAIS SERÃO OS ATLETAS COMPETIDORES? Alguns dos melhores atletas do Brasil estarão presentes em Laguna, disputando os títulos de Campeão e Campeã Brasileiros na modalidade Surf de Ondas Grandes: CATEGORIA MASCULINA: CATEGORIA FEMININA Caso alguns destes atletas não possam competir do dia do evento, devido à lesão e/ou a compromissos não previstos, haverá uma lista de atletas alternates para substituí-los.
Surf Brasil Master chega no domingo decisivo com 10 concorrentes aos títulos brasileiros
Os cearenses Edvan Silva e Felipe Martins lutam pelo troféu da categoria 40+, na 50+ restaram 5 candidatos e na 60+ apenas 3 podem ser campeão em Aracaju O Surf Brasil Master chega no domingo decisivo com 10 concorrentes aos primeiros títulos brasileiros da temporada 2026 na capital de Sergipe. Apenas os cearenses Edvan Silva e Felipe Martins lutam pelo troféu da categoria 40+, na 50+ o líder Victor Ribas reduziu para cinco o número de candidatos e só três podem ser campeão na 60+, que continua com o sergipano Tady na dianteira. A batalha final pelos títulos promete ser emocionante e será transmitida ao vivo da belíssima Praia dos Náufragos em Aracaju, pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TV no YouTube, que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br. A lista dos 10 surfistas que vão disputar os primeiros troféus de campeão brasileiro do Surf Brasil em 2026, é iniciada pelos cearenses Edvan Silva e Felipe Martins na categoria principal, dos competidores com 40 anos ou mais de idade. Na 50+ são cinco na briga do título, o cabo-friense Victor Ribas, o sergipano Romeu Cruz, o alagoano Gilberto Araujo, o paraibano e atual campeão Fabio Gouveia e o baiano Marcelo Alves. E os três candidatos na categoria das lendas com 60 anos, são o sergipano Tady, o cearense Cardoso Junior e o paulista Edson Vieira. O Surf Brasil Master está apresentando a verdadeira rica história do surf brasileiro neste novo formato de competição inaugurado no sábado passado, que reuniu 125 surfistas de 12 estados do país, alguns que formaram o antigo “Brazilian Nuts”, primeira geração de brasileiros que assombraram o cenário internacional, como Fabio Gouveia, Victor Ribas, Neco Padaratz. O sábado já foi adrenalizante na Praia dos Náufragos, com vários confrontos decisivos sendo disputados em alto nível pelos ídolos do passado, que pavimentaram o caminho para o Brasil ser hoje a maior potência do surf mundial. Fabio Gouveia é o atual campeão brasileiro da categoria 50+ e venceu a primeira das três etapas do Surf Brasil Master 2026 em Aracaju. O líder do ranking agora é Victor Ribas, mas Fabinho ainda está na briga pelo bicampeonato consecutivo. A sua bateria das oitavas de final ficou para abrir o domingo, contra os também campeões brasileiros Rogerio Dantas (CE) e Alvaro Bacana (MA), além do Luciano Alemão (SC). Outro dos cinco concorrentes ao título 50+ é o alagoano Gilberto Araujo, que fecha as oitavas de final com o potiguar Ivan Medeiros e os baianos Ademar Neto e Esdras Santos. Os outros três candidatos da 50+ já passaram para as quartas de final, nas últimas baterias do sábado na Praia dos Náufragos. Dois deles foram os primeiros a se classificar, com o baiano Marcelo Alvesderrotando três sergipanos. O número 3 do ranking, Romeu Cruz, avançou junto com ele e tirou quatro concorrentes ao título brasileiro. Outros dois também competiram juntos, mas o vice-líder Flavio Sukita e Leonel Brizola perderam para o carioca Sergio Noronha e para o paraibano Paulo Germanoe também saíram da briga. Já o líder Victor Ribas, acabou com as chances de mais quatro com a vitória na quinta oitava de final. “Eu troquei a prancha na hora certa e competir aqui não é fácil. Primeiro que tem excelentes atletas, a corrida do título tá difícil pra caramba e o vice-líder tinha acabado de perder antes de mim. Aí fiquei um pouco tenso, mas respirei fundo para ir com calma e deu tudo certo”, contou Victor Ribas. “Eu me concentrei para fazer o que sempre fiz desde criança, que é competir. O mar é difícil aqui, a arrebentação é muito longe e me lembrou os tempos de amador, porque pela distância, não dá pra escutar nada das notas. Graças a Deus, peguei bastante ondas, fiz manobras de borda, rasgadas, cutbacks, um cardápio bem diferenciado pros juízes me darem boas notas”. SURFISTAS DA GERAÇÃO BRAZILIAN NUTS NO SURF BRASIL MASTER Victor Ribas foi o terceiro melhor do mundo no CT em 1999, melhor posição de um brasileiro antes do Gabriel Medina ganhar seu primeiro título mundial em 2014. Vitinho já foi campeão brasileiro profissional e tenta agora ser campeão brasileiro Master pela primeira vez, para representar o Brasil no Mundial Master da ISA em 2027. O carioca Sergio Noronha tirou dois concorrentes dele duas baterias antes e é de uma geração até anterior a dele. Ele já tem dois títulos no Master, das categorias 50+ e a extinta 55+ e foi o brasileiro mais bem colocado no primeiro Hang Loose Pro Contest da história, em 1986 na Praia da Joaquina, em Florianópolis. “Eu consegui pegar duas ondas que me levaram a primeira colocação e foi uma bateria dura com atletas muito bons, então estou feliz pela vitória”, disse Sérgio Noronha. “Esse ano é uma configuração nova no Master, achei a ideia do Surf Brasil excelente, de minimizar os custos pros atletas, mas seria muito interessante que essa mesma competição tripla acontecesse em outros locais, com etapas talvez em Saquarema, Ubatuba, Joaquina, Paracuru, Backdoor na Bahia, para engrandecer o esporte”. Sergio Noronha destacou um ponto importante na sua sugestão: “Nós somos um país de pouca memória, então muitos de nós aqui, o Victor Ribas, Fabio Gouveia, Neco Padaratz, o Teco nosso presidente que não compete mais, foi essa geração que botou o Brasil no mundo. A gente era os Brazilian Nuts, bem antes do Brazilian Storm, então o Brasil precisa conhecer essa geração, precisa saber que nós sedimentamos esse caminho que hoje o Gabriel Medina, Filipe Toledo, estão trilhando. É preciso preservar a história do surf nacional e isso é maravilhoso pra nós surfistas, nos sentirmos valorizados pelo que fizemos lá atrás”. CATEGORIA MASTER APRESENTA A RICA HISTÓRIA DO SURF BRASILEIRO Desde que foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Surf pela primeira vez em 2022, uma das metas de Teco Padaratz era resgatar a categoria Master, passando a promover mais campeonatos com boas premiações e isso motivou muitos surfistas a voltarem a competir. Fabio Gouveia, Victor Ribas, Jojó de Olivença, Neco Padaratz e o próprio Sergio Noronha, são alguns exemplos. Incentivou também outros surfistas de gerações mais recentes a alongarem suas carreiras, como os cearenses Edvan Silva e Felipe Martins, que estão na briga pelo título na principal categoria, dos surfistas com 40 anos de idade. Ambos ainda competem no Campeonato Brasileiro Profissional e participaram da abertura do Surf Brasil Pro 2026, realizada em fevereiro na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. E vão competir também na segunda etapa, que
Reestruturação do ranking prepara o terreno para o dia das finais no Margaret River Pro na Austrália Ocidental
O palco está montado para o dia das finais no Western Australia Margaret River Pro , a segunda etapa do Circuito Mundial de Surfe (WSL) de 2026, após a conclusão das quartas de final masculinas e femininas hoje em Main Break. O ranking está prestes a sofrer alterações, com os dois melhores surfistas de ambos os gêneros já eliminados, deixando Luana Silva (BRA), Lakey Peterson (EUA), Caity Simmers (EUA), Gabriel Medina (BRA) e Samuel Pupo (BRA) com chances de deixar o oeste com a camisa amarela de líder. O terceiro dia de competição viu ventos fracos de terral criando algumas ondulações nas ondas de 1,2 a 1,8 metros, o que não prejudicou a ação, já que algumas das maiores pontuações do evento foram registradas em Main Break. A batalha épica entre Carissa Moore (HAV) e Caitlin Simmers (EUA) não decepcionou, com ambas as surfistas, a pentacampeã mundial e a campeã mundial de 2024, proporcionando alguns dos momentos mais emocionantes do dia. Após uma troca inicial de ondas que deu a Moore uma pequena vantagem, Simmers atacou agressivamente uma das maiores ondas do dia. Combinando duas curvas sólidas com um layback dramático na seção final, Simmers conquistou 8,50 (de um total possível de 10), a maior nota individual do dia em uma única onda. Moore respondeu com um layback impressionante, garantindo 7,57, mas as duas ondas surfadas por Simmers foram suficientes para manter a medalhista de ouro olímpica sob controle, levando a vice-campeã do evento em título às semifinais mais uma vez. “Acho que a melhor sensação no surfe é a velocidade, então estou sempre em busca disso, seja numa bateria ou surfando livremente”, disse Simmers. “Eu sabia que precisava pegar o lip e entrar numa parte íngreme da onda para conseguir competir de igual para igual com a Carissa [Moore], porque ela é uma das melhores surfistas de todos os tempos. Eu assistia a vídeos dela quando tinha uns 10 anos, então é muito especial ter uma bateria como essa. Acho que vou me lembrar dessa bateria por um bom tempo. Todas nós, meninas aqui, sentimos um pouco de medo, porque você não estaria aqui se não desejasse essa sensação de intimidação e medo umas das outras, mas também precisa ter confiança para acreditar em si mesma. Eu acreditava em mim, mas também estava com medo ao mesmo tempo. Acho que você precisa das duas coisas para vencer a bateria. Se você acha que é a melhor e mais forte surfista da casa, provavelmente vai se dar mal. Mas se você tem um pouco de medo, e obviamente respeito pela Carissa, então eu só queria surfar o melhor que pudesse. E acredito que consegui.” Isso me deixa orgulhoso e feliz.” Na semifinal, Luana Silva (BRA) enfrentará Simmers. Ela superou a atual campeã mundial Molly Picklum (AUS) e continua sua ótima campanha na Austrália. Tendo também derrotado Stephanie Gilmore(AUS) e Tyler Wright (AUS) em Bells Beach, Silva se consolidou como a adversária mais forte contra as campeãs mundiais australianas no circuito de 2026. Gabriel Medina (BRA) avançou para as semifinais em Margaret River pela segunda vez na carreira, após uma vitória convincente sobre Crosby Colapinto (EUA). O tricampeão mundial obteve a maior pontuação da bateria até o momento, 15,87 (de um total possível de 20), deixando o estreante do ano de 2024 precisando de uma performance quase perfeita para derrotá-lo. Com uma leitura excepcional das ondas irregulares, Medina cortou as seções mais complicadas para executar curvas fechadas e precisas no pico das ondas grandes, alcançando uma nota de 8,20 em sua única onda. Tendo tido dificuldades para obter bons resultados no passado em Margaret River, Medina deu a volta por cima com uma vitória em 2023 e agora busca repetir o feito em 2026. “É muito bom vencer a bateria”, disse Medina. “O Crosby [Colapinto] tem surfado muito bem, e eu gosto muito do surfe dele. Sempre falamos dele com meus amigos porque eu adoro o surfe dele. A nova geração tem alguns dos caras mais difíceis de enfrentar nas baterias, então foi ótimo conseguir a vitória. Eu estava em sintonia com o oceano, eu sentia, e cada vez que as ondas vinham na minha direção, a sensação era ótima.” Nas semifinais, Medina enfrentará Samuel Pupo (BRA) em uma revanche das quartas de final do Rip Curl Pro Bells Beach, após Pupo eliminar Joel Vaughan (AUS) na primeira bateria do dia. Liderando a maior parte da bateria graças à sua habilidade nas manobras em condições difíceis, Pupo resistiu a uma reação tardia de Vaughan, que garantiu a maior nota da bateria, 7,73, mesmo com a vantagem imposta pelo brasileiro. Este resultado marca a segunda semifinal da carreira de Pupo. “Foi realmente complicado ter uma pausa tão grande depois da minha bateria da terceira rodada contra o Kanoa [Igarashi]”, disse Pupo. “Parecia que tinha sido há muito tempo. É difícil manter o ritmo, manter o embalo com a mente competitiva. Definitivamente me senti um pouco perdido nos primeiros minutos e cometi um grande erro ao deixar o Joel [Vaughan] pegar a melhor onda da bateria no final e dar a ele a chance de voltar para a disputa. Foi complicado, com certeza, mas estou feliz que meu surfe ainda esteja ótimo e as bordas ainda estejam afiadas.” Pelo segundo evento consecutivo, George Pittar (AUS) permanece como o único australiano na disputa. O surfista de 23 anos conquistou mais uma grande vitória hoje, derrotando o atual campeão mundial Yago Dora (BRA) e avançando para sua segunda semifinal em Margaret River, em três participações. Após uma bateria lenta para ambos os surfistas, com apenas uma nota notável de 7,00 para Dora, a dupla dividiu o pico em uma onda surfada a cinco segundos do fim. Ambos os surfistas se mantiveram firmes em suas posições de frontside, com Pittar executando uma combinação precisa de três curvas para a direita, enquanto Dora finalizou a onda com uma combinação dramática de duas curvas para a esquerda. Pittar obteve 7,57, deixando Dora precisando de 6,08, uma nota um pouco acima do 6,00 exigido, o que garantiu a vitória para Pittar por apenas 0,07. “Sinceramente, fiquei completamente fora de mim por uns 34 minutos e 45 segundos”, disse Pittar. “Foi a pior
Surf Brasil Master decide a segunda etapa nesta quinta-feira em Sergipe
A chuva com ventos fortes voltou a paralisar a competição na tarde da quarta-feira depois de 27 baterias disputadas na Praia dos Náufragos em Aracaju O Surf Brasil Master fecha nesta quinta-feira, a segunda das três etapas que decidem os primeiros títulos brasileiros da temporada em Aracaju. A chuva intensa com ventos fortes, voltou a paralisar a competição na tarde da quarta-feira na Praia dos Náufragos, como na terça-feira pela manhã. Para recuperar o tempo, a duração das baterias foi reduzida de 20 para 15 minutos e foi possível realizar 27 até as 15h30, quando desabou outro temporal na capital de Sergipe. A quinta-feira começou com a continuação das oitavas de final da categoria 40+, ao vivo pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TVno YouTube, que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br. Essa mesma divisão principal do Surf Brasil Master, dos surfistas com 40 anos ou mais de idade, foi interrompida na terça-feira, com as três últimas baterias da primeira fase ficando para abrir a quarta-feira em Aracaju. O dia amanheceu com boas condições, vento terral e ondas bem formadas na Praia dos Náufragos. Após as três baterias da rodada inicial da categoria 40+, foram realizadas as 16 da primeira fase da 50+, as seis da 60+ e as duas primeiras das oitavas de final da 40+. Todas as 27 baterias rolaram com apenas 15 minutos de duração, como nos tempos dos antigos circuitos brasileiros amadores. “Estou feliz de ter avançado mais uma bateria. Não foi do jeito que eu planejei, mas o importante era passar”, disse Victor Ribas, após vencer a oitava bateria da 50+. “Choveu muito ontem, aí hoje tava esse vento terral, ficou bonito o mar, a onda lisinha, certinha, só que o vento virou pra ladal e aí mudou tudo, o mar ficou bem ruim. Mas, o importante é estar vivo na competição, porque hoje não foi fácil não se virar nos 15 (minutos). Estava até me sentindo naquela fase de campeonatos amadores. Foi uma volta no tempo, mas seguimos vivos na competição e é isso que importa”. Victor Ribas é uma das estrelas do Surf Brasil Master que já representaram o país na elite do surf mundial. Ele foi o número 3 do mundo no CT em 1999, melhor posição de um brasileiro antes do primeiro título mundial do Gabriel Medina em 2014. Vitinho já venceu duas etapas da categoria Master em Sergipe, em 2023 em Itaporanga D´Ajuda e no ano passado em Estância. Ele chegou perto do tricampeonato, mas ficou em segundo lugar na vitória do atual campeão brasileiro 50+, Fabio Gouveia, na primeira etapa encerrada na segunda-feira em Aracaju. JERONIMO BOMFIM CARIMBANDO A FAIXA DO CAMPEÃO FABIO GOUVEIA O paraibano é um dos grandes ídolos do passado, que pavimentaram o caminho para o Brasil ser hoje a maior potência do surf mundial. Fabinho conquistou seu segundo título de campeão brasileiro Master no ano passado, vencendo as duas últimas etapas realizadas em Santa Catarina, em Itapoá e Navegantes. Ele manteve a invencibilidade na primeira etapa do Surf Brasil Master em Sergipe, mas na quarta-feira teve sua faixa carimbada pelo baiano Jeronimo Bomfim. Mesmo assim, Fabio Gouveiaavançou para as oitavas de final em segundo lugar na bateria, eliminando o pernambucano Ayrton Almeida. “Lá dentro do mar, está muito difícil de achar as ondas. É aquela correria, rema pra cá, rema pra lá, aí peguei uma legal no meio da bateria que fortaleceu minha pontuação”, contou Jeronimo Bomfim, que já venceu uma etapa Master em Sergipe, em 2024 em Itaporanga D´Ajuda, mas tinha perdido para o mesmo Fabio Gouveia em sua estreia na primeira etapa em Aracaju. “No finalzinho da bateria, uma onda subiu pra mim, remei com toda força, aí consegui entrar nela pra fazer meu surf. Eu forcei o máximo que eu pude e dessa vez consegui virar pro primeiro lugar, graças a Deus”. VITÓRIAS SERGIPANAS COM DUAS DOBRADINHAS NA CATEGORIA 50+ Outro destaque nas baterias de 15 minutos da primeira fase 50+, foi o sergipano Romeu Cruz. Ele foi até as semifinais da primeira etapa do Surf Brasil Master na segunda-feira e está na briga direta pelo título brasileiro, que seria inédito para o estado de Sergipe. Romeu venceu a 13.a das 16 baterias com o maior placar da categoria 50+ até ali, 10,50 pontos, com um dos atletas que ele treina, Gildeon Reis, garantindo uma dobradinha sergipana sobre o baiano Dalmo Meireles. “É um prazer imenso estar competindo novamente no Surf Brasil Master e, pra mim, é uma honra estar com os melhores surfistas do Brasil que fizeram história no mundo também”, destacou Romeu Cruz. “O mar está um pouco difícil, mas fico feliz em ter passado junto com o Gil Reis, que é meu atleta. Na bateria que eu perdi ontem, fiquei esperando muito pelas ondas boas, mas elas não vieram e isso serviu como lição. Hoje comecei a surfar mais embaixo do pico, a pegar mais ondas e foi uma tática certa. Peguei uma prancha quadriquilha que encaixou bem com esse tipo de onda e deu tudo certo, então estou superfeliz”. TADY COMEÇA A DEFENDER A LIDERANÇA DO RANKING 60+ COM VITÓRIA Outra dobradinha sergipana vencedora na primeira fase 50+, já havia acontecido na quinta bateria, com Edson Papagaio e Marcelo Resendeeliminando outro baiano, Esdras Santos. E na categoria 60+, o único representante de Sergipe também estreou com vitória na segunda etapa do Surf Brasil Master na quarta-feira. Tady ganhou a primeira etapa e começou a defender a liderança do ranking derrotando o baiano Paulo Falcon e o único surfista do Rio Grande do Sul no evento, Angelo Gulea. Tady agora vai enfrentar dois catarinenses nas quartas de final, Rubens Farias e Saulo Lyra. “A primeira bateria do evento, é sempre a mais complicada, porque a gente ainda não está sintonizado no tempo, no pico. Mas depois que o sangue esquenta, tudo funciona dentro da normalidade”, analisou Tady, que também tenta conquistar o primeiro título brasileiro de surf para o estado de Sergipe. “Fico feliz que já tem uma galera aqui na praia, mesmo em um dia de trampo normal, com colégio. Daqui a pouco chega minha filhona, meu filho que é meu coach já está aqui, então vamos aproveitar bastante e desfrutar das coisas boas que a vida nos proporciona”. CAMPEÃO MUNDIAL
Competição suspensa pelos próximos dois dias no Margaret River Pro, na Austrália Ocidental
Com fortes ondulações e ventos terral continuando a castigar a costa ao redor de Margaret River, o Western Australia Margaret River Pro , segunda etapa do Circuito Mundial de Surfe (WSL) de 2026, permanecerá em espera. Com apenas 14 baterias restantes e previsão de ventos terral mais fracos a partir de sexta-feira, a decisão foi tomada de manter o evento em espera até pelo menos sexta-feira, quando as condições se tornarão mais favoráveis para a competição no final desta semana. “Tínhamos uma pequena esperança de que o vento pudesse ficar mais favorável na quarta-feira, mas quando a previsão mudou, decidimos manter a situação indefinida durante a semana até sexta-feira”, disse Renato Hickel, vice-presidente de Torneios e Competições da WSL. “Tomaremos uma decisão na sexta-feira e atualizaremos o horário dessa decisão na tarde de quinta-feira, assim que tivermos uma ideia mais clara dos ventos previstos para aquela manhã.” Quando a competição for retomada, veremos as quartas de final disputadas tanto no masculino quanto no feminino. A primeira bateria feminina colocará frente a frente duas estrelas do Main Break: Gabriela Bryan (HAV) e Sawyer Lindblad (EUA). Além de vestir a camisa amarela de líder, Bryan busca sua terceira vitória consecutiva neste local, após quatro finais seguidas, enquanto Lindblad tenta se consagrar e conquistar sua primeira vitória na elite. Na partida das quartas de final, a campeã mundial de 2024, Caitlin Simmers (EUA), enfrentará a pentacampeã mundial Carissa Moore(HAV), que retorna ao torneio em busca de uma histórica quarta vitória no Margaret River Pro, na Austrália Ocidental. Crosby Colapinto (EUA), de San Clemente, precisará apresentar toda a forma que o levou a conquistar sua primeira vitória em uma bateria do CT contra seu irmão mais velho, Griffin, na terceira rodada, se quiser derrotar o tricampeão mundial e ex-vencedor em Margaret River, Gabriel Medina(BRA), nas quartas de final 2 masculinas. A forte defesa do título do atual campeão mundial , Yago Dora (BRA), continua na segunda etapa do CT, com mais uma vaga nas quartas de final. Dora tem a chance de recuperar a camisa amarela de líder com outra vitória em bateria, mas terá que superar um George Pittar (AUS) em ótima fase nas quartas de final 3, enquanto Pittar busca outra vaga na semifinal do Western Australia Margaret River Pro. Confrontos das quartas de final do Campeonato Profissional Feminino de Margaret River, Austrália Ocidental HEAT 1: Gabriela Bryan (HAW) x Sawyer Lindblad (EUA) ELIMINATÓRIA 2: Caroline Marks (EUA) vs. Lakey Peterson (EUA) ELIMINATÓRIA 3: Molly Picklum (AUS) vs. Luana Silva (BRA) ELIMINATÓRIA 4: Caitlin Simmers (EUA) vs. Carissa Moore (HAV) Confrontos das quartas de final do torneio masculino profissional Margaret River, na Austrália Ocidental. HEAT 1: Samuel Pupo (BRA) x Joel Vaughan (AUS) HEAT 2: Crosby Colapinto (EUA) x Gabriel Medina (BRA) HEAT 3: Yago Dora (BRA) x George Pittar (AUS) ELIMINATÓRIA 4: Italo Ferreira (BRA) vs. Ethan Ewing (AUS)
Fábio Gouveia, Edvan Silva e Tady vencem a primeira etapa do Surf Brasil Master 2026
O paraibano, o cearense e o sergipano largaram na frente da disputa dos títulos brasileiros e a segunda etapa já começa nesta terça-feira em Aracaju O paraibano Fábio Gouveia, o cearense Edvan Silva e o sergipano Tady, venceram a primeira etapa do Surf Brasil Master e largaram na frente da corrida pelos primeiros títulos brasileiros da temporada 2026 em Sergipe. Na categoria dos surfistas com 40 anos, Edvan foi campeão invicto na Praia dos Náufragos. Na dos 50 anos, Fabinho iniciou a busca do bicampeonato brasileiro e na dos 60 anos, Tady repetiu a vitória em Sergipe no ano passado. A primeira das três etapas em Aracaju, terminou na segunda-feira e a segunda já começa nesta terça-feira, ao vivo pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TV no YouTube, que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br. “Foi uma história muito longa pra chegar até aqui. Meus alunos (da sua escolinha de surf em Fortaleza) que compraram minha passagem, ganhei uma prancha pra sortear, minha esposa me incentivou a vir e estou muito feliz que deu tudo certo”, contou Edvan Silva. “A pousada que eu estou, do Tady e do filho dele, tem uma vibe surreal da galera lá. O Neco (Padaratz) tá lá, o cara tem uma história incrível e só passa mais garra pra gente. Estou feliz de ter dado meu máximo em todas as baterias e agradeço a todos que me ajudaram, minha família, meus alunos, é muita gente e obrigado a todos. Eu consegui galera, fui campeão e tem mais duas etapas pra acontecer, então vamos lá seguir nesse ritmo”. Fábio Gouveia também era só alegria pela terceira vitória consecutiva no Circuito Brasileiro Master desde o ano passado: “É mais um troféu pra estante, mas realmente não é fácil. Eu tenho treinado bastante, mas por mais que você fique ativo, aqui foi bem difícil. Hoje fui agraciado com boas ondas nas baterias, só que não é fácil, porque tem muita gente surfando bem. Os 60+ nos empolgam, os 40+ nos dá aquela instiga, então nós queremos andar bem também. A galera toda tá arrebentando, isso mostra o gás que os surfistas masters estão e a gente serve de exemplo pra geração que está aí arrebentando no Circuito Mundial agora”. O sergipano Tady também festejou o bicampeonato em casa, sendo carregado pelo filho e pela torcida até a arena do Surf Brasil Master na Praia dos Náufragos: “É coisa de Deus! É muito importante esse título, você sabe que defender um título é muito complicado e eu era a bola da vez, porque ganhei no ano passado. Mas no final deu certo, graças a Deus. Eu fico sem palavras, já são 4 anos de etapas do Master aqui em Sergipe e só tenho que agradecer a todos que fazem esse evento acontecer, agradecer meus amigos e ver essa galera toda torcendo por mim, é complicado e todas as vezes eu choro de emoção (em lágrimas)”. Importante destacar que os campeões brasileiros nas três categorias, garantem vagas para representar o país no Mundial Master da International Surfing Association (ISA) em 2027. O título da categoria 40+ foi o primeiro a ser decidido na segunda-feira de boas ondas na Praia dos Náufragos e Edvan Silva foi o único surfista a vencer todas as baterias que disputou no Surf Brasil Master 2026. Desde quando derrotou o ídolo Neco Padaratz e o campeão mundial Master, Diego Rosa, na primeira bateria do campeonato no sábado, até a decisão contra o baiano Flavio Costa (2.o lugar) e os cearenses Felipe Martins (3.o) e o atual campeão brasileiro 40+, Marcio Farney (4.o), quando garantiu o prêmio máximo de 5.500 Reais da vitória. CAMPEÃO INVICTO E RECORDISTA ABSOLUTO DO SURF BRASIL MASTER Além de ter sido o único invicto na primeira etapa do Surf Brasil Master 2026 em Aracaju, ganhando todas as cinco baterias que disputou, Edvan Silva também se tornou o recordista absoluto nas ondas da Praia dos Náufragos. Na semifinal 100% cearense contra Felipe Martins, Itim Silva e Isaias Silva, o campeão deu um show surfando de frontside nas direitas e de backside nas esquerdas. Edvan fez o maior placar do campeonato, 15,36 pontos, somando também a maior nota de todo o evento, 8,83. Só ele conseguiu superar as marcas do potiguar José Junior no domingo, nota 8,50 e 13,83 pontos. O surfista de Baía Formosa, José Junior, tinha vencido a etapa sergipana do Circuito Brasileiro Master do ano passado na Praia de Abaís, na cidade de Estância. O defensor do título acabou barrado na segunda semifinal, por dois surfistas que já têm título de campeão brasileiro 40+ no currículo, o cearense Marcio Farney que venceu no ano passado e o baiano Flavio Costa em 2023. José Juniorficou em quinto lugar nessa primeira etapa do Surf Brasil Master 2026, seguido pelos três cearenses que também perderam nas semifinais, Itim Silva em sexto lugar, Isaias Silva em sétimo e Angelino Santos em oitavo. SURF BRASIL PROMOVE O CIRCUITO NACIONAL MASTER MAIS RICO DO MUNDO Todos os finalistas e semifinalistas recebem parte da premiação de 50.000 Reais, dividida em cada uma das três etapas do Surf Brasil Master em Sergipe. Uma das metas da gestão Teco Padaratz, desde que foi eleito presidente da Confederação Brasileira de Surf pela primeira vez em 2022, era resgatar e valorizar a rica história do surf brasileiro, voltando a promover competições para os ídolos que pavimentaram o caminho para o Brasil ser hoje a maior potência do esporte no mundo. Em nenhum outro país do planeta, existe um circuito nacional da categoria Master com os valores da premiação oferecida pela Surf Brasil. Em cada uma das três etapas realizadas em nove dias neste novo formato que está sendo inaugurado na capital de Sergipe, o campeão das categorias 40+, 50+ e 60+, recebem o mesmo prêmio de 5.500 Reais. Os vice-campeões ganham R$ 3.000, os terceiros colocados nas finais levam R$ 2.500 e os quartos ficam com R$ 1.500. Quem perde nas semifinais, também é premiado com R$ 1.160 para os terceiros colocados nas baterias e R$ 673,33 para quem termina em quarto lugar. Todos os competidores marcam pontos conforme suas posições, que são computados nos rankings que definirão os campeões brasileiros. ÍDOLOS DO CIRCUITO MUNDIAL PROTAGONISTAS NA DECISÃO DO TÍTULO 50+ Na categoria 50+, os protagonistas do Surf Brasil Master foram os dois maiores nomes do país no Circuito Mundial de Surf Profissional, antes
Cearenses se destacam na abertura do Surf Brasil Master 2026 em Aracaju
Isaias Silva fez os recordes do sábado na Praia dos Náufragos e os surfistas do Ceará ganharam a maioria das 18 baterias disputadas no primeiro dia em Sergipe Os surfistas do Ceará foram o destaque na abertura do Surf Brasil Master 2026, que decide os primeiros títulos brasileiros da temporada na capital de Sergipe. A primeira das três etapas que serão disputadas até o próximo domingo (26), começou no sábado e termina na segunda-feira em Aracaju. Isaias Silva fez os recordes do sábado na Praia dos Náufragos com nota 7,33 e 13,33 pontos e os cearenses ganharam mais 6 das 18 baterias realizadas no primeiro dia. O domingo vai começar mais cedo, às 7h00 com a categoria dos surfistas com 50 anos ou mais de idade, ao vivo pelo Canal Woohoo e pelo Surf Brasil TV no YouTube, que pode ser acessado no site SurfBrasil.org.br. O Surf Brasil Master 2026 já foi iniciado com os cearenses ganhando as duas primeiras baterias da categoria 40+ no sábado. Edvan Silva conquistou a primeira vitória contra dois favoritos ao título em Sergipe e o paulista Akio Saito também surpreendeu ao passar em segundo lugar junto com ele. Os dois eliminaram o atual campeão mundial Master da ISA (International Surfing Association) que ainda tem título brasileiro no currículo, Diego Rosa, e um ídolo do passado, Neco Padaratz, irmão mais jovem do igualmente ex-top mundial Teco Padaratz, eleito presidente da Confederação Brasileira de Surf em 2022. “Essa é uma bateria que vou levar pra minha vida toda, pra lembrar pra sempre”, disse Edvan Silva. “Correr a primeira bateria com esses caras que são inspiração pra mim, principalmente o Neco (Padaratz), foi demais. É um cara divertido, está na mesma pousada que eu aqui, a gente conversa, ele só passa energia boa pra gente e a história do cara é surreal. O Diego Rosa é outro que a gente se bate desde a época do SuperSurf, o cara hoje é campeão brasileiro e campeão mundial Master, então é uma sensação incrível. Eu não consigo viver longe de competição desde criança e vamo pra próxima bateria com tudo”. O catarinense Diego Rosa foi o único campeão brasileiro Master na gestão Teco Padaratziniciada em 2022, a perder logo na primeira fase do Surf Brasil Master em Aracaju. Os outros cinco já passaram para as oitavas de final nas primeiras baterias que disputaram na Praia dos Náufragos. O baiano Flavio Costa, o alagoano Klinger Peixoto e o cearense Rogerio Dantas, avançaram em segundo lugar nas suas baterias, enquanto o já tricampeão brasileiro Master, Junior Rocha, e o defensor do título 40+, Marcio Farney, cearense que mora em Florianópolis (SC), estrearam com vitórias. “Estou muito feliz de avançar. Estou defendendo o título, mas pensando mais mesmo em avançar bateria, tentando jogar o jogo da melhor forma possível”, disse Marcio Farney, após derrotar o pernambucano Manoel de Assis, o carioca Leonel Brizola e o catarinense Deivid Deja. “Eu tenho trabalhado muito a parte mental, porque passei momentos difíceis de contusão, mas graças a Deus, deu tudo certo e estou me sentindo melhor a cada dia. Estou feliz de voltar a Sergipe, parabéns por sediarem mais um evento Master aqui e agora é descansar pra próxima fase, que tem muita coisa pela frente nesses 9 dias de evento”. ISAIAS SILVA FAZ A MELHOR APRESENTAÇÃO DO SÁBADO EM ARACAJU Assim como no início do Surf Brasil Master em Sergipe, com vitórias cearenses do Edvan Silva e do Itim Silva nas primeiras baterias, a do Marcio Farney também foi seguida por outra do Ceará, do Isaias Silva. Apesar do mesmo sobrenome, os três não são parentes e Isaías deu um show na melhor apresentação do sábado na Praia dos Náufragos. Ele acertou até um aéreo na onda que valeu a maior nota – 7,33 – e fez também o maior somatório – 13,33 pontos – do dia. Isaias Silva ainda compete no Circuito Profissional e é um dos estreantes na categoria Master, pois só completou 40 anos em novembro do ano passado. “Quero agradecer primeiramente a Deus por ter chegado aqui, porque não foi fácil”, destacou Isaias Silva, após derrotar o alagoano campeão brasileiro Klinger Peixoto, o catarinense Jorge Correa e o potiguar Roberto Silva. “Eu entrei no foco de pegar onda após onda e ir aumentando as notas. Eu já tinha um 5 e pouco e um 6 pontos cravado, então fui tentar fazer o aéreo e deu certo ali um aéreo rodando que saiu o 7,33. Estou superfeliz, eu gosto demais de surfar aqui, sempre venho competir aqui e quero aproveitar pra agradecer minha namorada, minha sogra e meu sogro que me ajudaram para estar aqui e todos que me apoiaram também. Obrigado a todos, vamos pra segunda fase e que assim seja”. CEARÁ SE DESTACA COM SETE VITÓRIAS E DEZ CLASSIFICAÇÕES NA CATEGORIA 40+ Assim como Márcio Farney, Isaias Silva, Edvan Silva e Itim Silva, mais três cearenses também estrearam com vitórias no Surf Brasil Master 2026em Sergipe, Duda Carneiro, Thiago de Sousa e Felipe Martins. E outros três se classificaram para as oitavas de final em segundo lugar nas suas baterias, o campeão brasileiro 50+ em 2024, Rogerio Dantas, Angelino Santos e Claudemir Bibi Lima. Entre os 12 cearenses que competiram na categoria 40+, apenas 2 foram eliminados no sábado, Jeová Rodrigues e Victor Araujo. Junto com os 10 surfistas nascidos no Ceará, também avançaram para as oitavas de final e seguem na disputa do título 40+ na primeira das três etapas do Surf Brasil Master, 4 competidores de Pernambuco, 3 de Santa Catarina, 3 de São Paulo, 3 do Rio Grande do Norte, 3 da Paraíba, 2 do Rio de Janeiro, 2 da Bahia, 1 de Alagoas e 1 de Sergipe. O único surfista local de Aracaju a se classificar foi Gildeon Reis, que derrotou três catarinenses na terceira bateria do campeonato, Adriano Lemos, Fernando Junior e Fellipe Ximenes. GILDEON REIS CONQUISTA A ÚNICA CLASSIFICAÇÃO DE SERGIPE COM VITÓRIA “Eu surfo aqui desde os 10 anos de idade, estou com 52 e Deus me abençoou com duas ondas boas”, disse o bicampeão sergipano Master, Gildeon Reis. “O mar tá um pouco difícil, mas ainda rola algumas ondas legais que dá para fazer boas manobras. Agradeço a Confederação Sergipana de Surf do presidente Sargento Belo, que vem fazendo um trabalho excepcional e tem muitos atletas bons das antigas aqui que são meus ídolos. O Fábio Gouveia, Jojó de Olivença, são pessoas que
situação permanece indefinida no Margaret River Pro na Austrália Ocidental
A competição foi cancelada pelo segundo dia consecutivo no Western Australia Margaret River Pro , 2ª etapa do Circuito Mundial de Surfe (WSL) de 2026. Os ventos terral continuaram a afetar as condições em Main Break, oferecendo poucas oportunidades aos competidores. A próxima chamada será amanhã, domingo, 19 de abril, às 6h45 (horário da Austrália Ocidental), para uma possível largada às 7h05. “Infelizmente, os ventos mais fracos não melhoraram as condições em Main Break hoje, e tivemos que cancelar as atividades do dia e aguardar melhores condições”, disse Renato Hickel, vice-presidente de Torneios e Competições da WSL. “Estamos confiantes de que amanhã de manhã teremos condições mais limpas, então retornaremos pela manhã para retomar as competições com as próximas rodadas masculina e feminina.” Quando a competição for retomada, Caroline Marks (EUA) enfrentará Francisca Veselko (POR), destaque da primeira rodada e estreante no CT de 2026, na bateria 3. Ambas as surfistas buscam um resultado expressivo em 2026. A campeã mundial de 2024, Caitlin Simmers (EUA), busca retomar sua boa forma no Margaret River Pro, na Austrália Ocidental, e precisará superar Vahine Fierro (FRA) na segunda rodada para chegar ao dia das finais. A bateria 7 da terceira rodada masculina terá um duelo totalmente brasileiro, com o campeão mundial de 2019 , Italo Ferreira (BRA), enfrentando o destaque do Main Break, João Chianca (BRA), por uma vaga nas quartas de final. A bateria 5 da terceira rodada masculina será um duelo entre surfistas goofy: o atual campeão mundial da WSL, Yago Dora (BRA), e o vencedor do CT, Connor O’Leary (JPN), ambos com uma técnica incrível de backside. Confrontos da segunda rodada do Campeonato Profissional Feminino de Margaret River, Austrália Ocidental BATERIA 1: Gabriela Bryan (HAW) vs. Yolanda Hopkins (POR) HEAT 2: Bettylou Sakura Johnson (HAW) x Sawyer Lindblad (EUA) HEAT 3: Caroline Marks (EUA) x Francisca Veselko (POR) ELIMINATÓRIA 4: Lakey Peterson (EUA) vs. Erin Brooks (CAN) HEAT 5: Molly Picklum (AUS) vs. Sally Fitzgibbons (AUS) HEAT 6: Luana Silva (BRA) x Sophie McCulloch (AUS) ELIMINATÓRIA 7: Caitlin Simmers (EUA) vs. Vahine Fierro (FRA) HEAT 8: Isabella Nichols (AUS) x Carissa Moore (HAW) Confrontos da terceira rodada do torneio masculino profissional Margaret River, na Austrália Ocidental. HEAT 1: Samuel Pupo (BRA) x Kanoa Igarashi (JPN) ELIMINATÓRIA 2: Liam O’Brien (AUS) vs. Joel Vaughan (AUS) HEAT 3: Crosby Colapinto (EUA) vs. Griffin Colapinto (EUA) HEAT 4: Gabriel Medina (BRA) x Jack Robinson (AUS) BATERIA 5: Yago Dora (BRA) vs. Connor O’Leary (JPN) HEAT 6: George Pittar (AUS) x Leonardo Fioravanti (ITA) HEAT 7: Ítalo Ferreira (BRA) x João Chianca (BRA) HEAT 8: Ethan Ewing (AUS) x Miguel Pupo (BRA)
Gabriela Bryan e Miguel Pupo vencem o Rip Curl Pro Bells Beach 2026 apresentado por Bonsoy
Gabriela Bryan (HAV) e Miguel Pupo (BRA) conquistaram o Rip Curl Pro Bells Beach apresentado por Bonsoy , a primeira etapa do Circuito Mundial de Surfe (WSL) Championship Tour (CT). Bryan e Pupo gravaram seus nomes na história do surfe, vencendo um dos eventos mais prestigiados do esporte pela primeira vez. A dupla teve um desempenho excelente durante toda a semana em diversas condições, culminando com um swell de 1,2 a 1,5 metros em Winkipop, algumas das melhores ondas vistas durante o evento. Miguel Pupo (BRA) conquistou um dos maiores resultados de sua carreira, tornando-se o quinto surfista brasileiro a vencer o Rip Curl Pro Bells Beach. Desde que ingressou no CT em meados de 2011, Pupo vinha lutando para chegar ao Finals Day em Bells, mas em 2026, o pai de quatro filhos, de 34 anos, parecia destinado a ir longe na competição, com algumas das performances mais fortes e decisivas do evento. Vencendo seu segundo evento do CT hoje, Pupo começará sua 14ª temporada na elite do surfe no topo do ranking, ocupando a 1ª posição pela primeira vez. “Não consigo acreditar, eu sonhava com este momento”, disse Pupo. “Tanto trabalho duro, 34 anos, 14 temporadas. Se você me dissesse que eu seria o número um do mundo hoje, eu provavelmente riria da sua cara. Vim cedo para a Austrália, sacrifiquei muito, e sim, estou feliz. Sinto que estou vivendo minha carreira ao contrário, sabe, começando não tão bem e terminando em alta. Sinto que ainda tenho muitos anos pela frente. Hoje é aniversário da minha filha mais velha, então estou trazendo um Bell para casa.” Na final, Pupo enfrentou o também goofy-footer Yago Dora (BRA) naquela que foi a primeira final totalmente goofy-footer em Bells desde que Damien Hardman (AUS) derrotou Barton Lynch (AUS) há 33 anos, em 1993. A dupla brasileira alternou a liderança, com Dora mantendo a vantagem durante os três primeiros quartos da bateria. Faltando menos de 10 minutos para o fim, Pupo decolou em uma onda média, o que o obrigou a lutar para contornar a primeira grande seção. Assim que encontrou a face aberta da onda, Pupo executou três backside snaps enormes, precisos e impecáveis, deslizando a cauda a cada um, para garantir uma nota de 8,10 (de um total possível de 10), totalizando 15,60 (de um total possível de 20) na bateria. “Hoje de manhã acordei e pensei: ‘Quero estar de amarelo no próximo evento’”, disse Pupo. “Nunca estive de amarelo antes, quero viver essa experiência. Quero sentir o peso desse tênis, com todos, todos os brasileiros. Esses caras me inspiram, como o Yago [Dora] e o Gabe [Gabriel Medina]. Tenho 34 anos, então agora não preciso olhar para cima, mas sim para eles, como um exemplo de trabalho duro e autoconfiança. Obrigado ao meu treinador [Adriano de Souza]. Ele foi quem acreditou em mim durante todo o evento. Quero agradecer à minha esposa, minha mãe e meu pai. Minha esposa está em casa com quatro filhos, então ela está fazendo o trabalho pesado, e eu estou aqui apenas me divertindo. Obrigado.” Após uma temporada de destaque em 2025, na qual Gabriela Bryan(HAV) conquistou três vitórias em eventos do CT e terminou o ano em terceiro lugar no ranking mundial, a representante de Kaua’i, de 24 anos, começou 2026 da melhor maneira possível, vencendo o Rip Curl Pro Bells Beach. Bryan foi a surfista a ser batida durante toda a semana, registrando algumas das maiores ondas individuais e pontuações totais em todas as rodadas, chegando às quartas de final neste local pela primeira vez em sua carreira. Bryan agora vestirá a camisa amarela de líder rumo ao Western Australia Margaret River Pro, evento que venceu nos últimos dois anos consecutivos. “Você tem que ganhar para tocar o sino, e eu vou tocá-lo, e estou muito animado”, disse Bryan. “Este evento tem tanta história, e alguns dos meus surfistas favoritos já o ganharam, então é surreal poder levantar esse sino eu mesmo agora. Estou aqui com a minha mãe e estou hospedado na casa da Riss [Carissa Moore]. Estou me divertindo muito aqui, e a energia está ótima. Agora vou para a Austrália Ocidental para outro evento que adoro, então espero que eu consiga manter essa vibe.” Na final, Bryan enfrentou a então campeã mundial Molly Picklum(AUS), que buscava sua primeira vitória em Bells. Bryan começou bem, pegando as melhores ondas das duas primeiras séries e conquistando uma vantagem inicial, enquanto Picklum lutava para encontrar as ondas que procurava. Bryan então encontrou uma onda de bom tamanho sob prioridade e executou uma curva enorme, fechando a onda sem quilhas e marcando um total de 14,83 pontos em duas ondas, colocando Picklum em uma situação de combinação. Picklum não conseguiu pontuar o suficiente para voltar ao jogo, e Bryan conquistou sua quinta vitória no CT, com sua quinta vitória consecutiva sobre a australiana. Bryan agora tem seu nome gravado em Bells, juntando-se a outros havaianos como Carissa Moore(HAW), Megan Abubo (HAW), Jeff Hakman (HAW), Sunny Garcia (HAW), Margo Oberg (HAW), Andy Irons (HAW) e John John Florence (HAW) como vencedores do Rip Curl Pro Bells Beach. “A Molly [Picklum] é uma surfista e pessoa incrível”, continuou Bryan. “Passamos um tempo juntos em Kauai durante a entressafra, e ela nos motiva muito, então foi legal dividir uma final com ela, e estou muito feliz por ter conquistado a vitória. É uma sensação insana, mas eu nunca conseguiria fazer isso sozinho. Tem tanta gente que me ajuda e faz parte da minha equipe. A melhor parte é que vencer é muito bom para mim, mas também é muito bom para todos que me apoiam. Foi ótimo comemorar meu aniversário aqui, e agora vou tocar o sino. Um dos meus principais objetivos este ano é me divertir e mostrar ao mundo o surfe da Gabby, e é isso que vou tentar fazer pelo resto do ano.” Yago Dora (BRA) iniciou a defesa do seu título com um ótimo resultado, terminando o Rip Curl Pro Bells Beach em segundo lugar, seu melhor resultado de sempre neste local e sua primeira participação no dia das finais. O resultado também marca a primeira
Surf Brasil convoca Seleção Brasileira para o Pan-Americano de Surf no Panamá
O Brasil vai em busca do tetracampeonato na competição organizada pela PASA (Pan American Surf Association) de 24 de abril a 3 de maio na Playa Venao A Surf Brasil convocou uma fortíssima Seleção Brasileira para disputar os Jogos Pan-Americanos de Surf 2026, nos dias 24 de abril a 3 de maio no Panamá. O Brasil vai em busca do quarto título na competição organizada pela Pan American Surf Association (PASA), nas mesmas ondas da Playa Venao, onde em 2022 foi campeão pela primeira vez na gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf. O bicampeonato veio também no Panamá em 2023, mas em Santa Catalina e o tri consecutivo aconteceu em Punta Rocas, no Peru. O time estará completo com 22 atletas, sendo 11 homens e 11 mulheres na lista de 6 surfistas, 4 longboarders, 4 remadores do Stand UP Paddle na modalidade SUP Surf e 4 no SUP Race e mais 4 no Bodyboard. “A Surf Brasil vai com força total esse ano para o Panamá, porque vale vagas para os Jogos Pan-Americanos de Lima 2027 no Peru, um dos caminhos de classificação direta do surf para os Jogos Olímpicos de Los Angeles”, destaca Paulo Moura, vice-presidente e diretor de esportes da Surf Brasil. “O PASA desse ano, na pranchinha principalmente é muito importante, mas também nas categorias Longboard, SUP Surf e SUP Race, que já inicia a classificação dos atletas para os Jogos Pan-Americanos de Lima também. O time vai muito forte, todo mundo supermotivado para buscar mais um título de campeão no PASA”. Paulo Moura, assim como o presidente Teco Padaratz, são dois surfistas que por muitos anos defenderam o Brasil na elite do surf mundial. Ele vai atuar como chefe da equipe técnica da Seleção Brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Surf no Panamá, que será composta por mais dois ex-surfistas profissionais, Guga Arruda e Andrea Lopes, além de Américo Pinheiro e Gabriela Willinghoefer. Essa equipe vai trabalhar para que os 22 atletas tenham a melhor preparação para buscar as medalhas nas ondas da Playa Venao. A Seleção Brasileira vai para o Panamá com sete medalhistas de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Surfda PASA, Silvana Lima em 2023, no Longboard com Chloé Calmon bicampeã em 2022 e 2023 e Atalanta Batista campeã em 2024, Luiz Diniz no SUP Surf em 2022, no SUP Race tem Lena Guimarães campeã em 2022 e Guilherme dos Reis em 2023, além de Maylla Venturin no Bodyboard em 2024. O time do surf tem ainda mais duas campeãs brasileiras, Juliana dos Santos em 2024 e Monik Santos em 2021, o bicampeão brasileiro em 2024 e 2025, Douglas Silva, o vice-campeão em 2025, Renan Pulga, e o ex-top mundial do CT, Michael Rodrigues, campeão da primeira etapa do Surf Brasil Pro 2026 no Ceará. No Longboard, além das campeãs panamericanas com vários títulos brasileiros no currículo, Chloé Calmon e Atalanta Batista, tem o vice-campeão nos Jogos da PASA no ano passado e pentacampeão brasileiro, Carlos Bahia, junto com Alexandre Escobar. No SUP Surf, estão Gabi Sztamfater e Aline Adisakavice-campeã em 2024 e finalista nesta competição desde 2022 até 2025, o campeão panamericano Luiz Diniz e Leo Gimenes. No SUP Race, os campeões panamericanos Guilherme dos Reis e Lena Guimarãese Moah Jessika e Leo Gimenes. E no Bodyboard, incluído nos Jogos Pan-Americanos de Surf em 2024, estão a campeã Maylla Venturin e três medalhistas de prata, Maira Viana, Socrates Santana e Eder Luciano. PAN-AMERICANO DE SURF E JOGOS PAN-AMERICANOS SÃO COMPETIÇÕES DIFERENTES Os Jogos Pan-Americanos de Surf acontecem todos os anos e são organizados pela Pan American Surf Association (PASA), entidade fundada em 1992 e reconhecida pela International Surfing Association (ISA)como responsável para promover o surf nas Américas do Sul, Central e do Norte. Esse ano, o evento da PASA vale vagas para os Jogos Pan-Americanos, que são realizados a cada 4 anos e o próximo vai acontecer em 2027, em Lima, no Peru. Esta competição inclui diversas modalidades olímpicas e classificará atletas para os Jogos de Los Angeles 2028, inclusive é um dos caminhos para o surf, com o campeão e a campeã já garantindo seus nomes nas Olimpíadas dos Estados Unidos. No total, em quatro participações nos Jogos Pan-Americanos de Surf na gestão Teco Padaratz com Paulo Moura na vice-presidência da Confederação, o Brasil foi tricampeão em 2022, 2023, 2024 e colecionou um incrível número de 49 medalhas individuais, sendo 13 de ouro com vitórias em todas as modalidades, mais 13 de prata pelo segundo lugar em finais, 16 de bronze pela terceira posição e 7 de cobre pela quarta colocação. Agora em 2026, a equipe estará 100% completa e muito forte para buscar o tetracampeonato e mais medalhas na Playa Venao, onde conseguiu um recorde de 6 medalhas de ouro em 2022. BRASIL TRICAMPEÃO COM 49 MEDALHAS NOS JOGOS PAN-AMERICANOS DE SURF O Panamá vai sediar os Jogos Pan-Americanos de Surf pela terceira vez desde 2022 e o Brasil está invicto no país da América Central. O primeiro título foi nas mesmas ondas da Playa Venao, no município de Pedasí, na província de Los Santos da Península de Azuero, quando os brasileiros ganharam 6 medalhas de ouro, com Mateus Sena e Sophia Medina no Surf, Jefson Silva e Chloé Calmon no Longboard, Luiz Diniz no SUP Surf e Lena Guimarães no SUP Race. Em 2022, tiveram mais 4 medalhas de prata, 1 de bronze e 3 de cobre. Em 2023 também no Panamá, mas em Santa Catalina, o Brasil conquistou o bicampeonato no Pan-Americano de Surf da PASA mantendo a invencibilidade no Surf com Krystian Kymerson e Silvana Lima, assim como Chloé Calmon no Longboard. E a décima medalha de ouro veio com Guilherme dos Reis no SUP Race. Nesse segundo ano, mais três brasileiros ficaram em terceiro lugar nas finais e um em quarto. Em 2024 no Peru, foi registrado um recorde de 16 medalhas conquistadas nas ondas de Punta Rocas, no mesmo palco dos Jogos Pan-Americanos de Lima 2027. Foram mais 2 de ouro, com Atalanta Batista no Longboard e Maylla Venturin no Bodyboard, outras 5 de prata, 7 de bronze e 2 de cobre. No ano passado, a PASA realizou o evento na Guatemala e Rayane Amaralconquistou o tetracampeonato do Brasil no Longboard, com mais 4 atletas terminando como vice-campeões, 5 ficando em terceiro lugar nas finais e 1 em quarto, completando as 49 medalhas vencidas em 4 anos. SELEÇÃO BRASILEIRA NOS JOGOS PAN-AMERICANOS DE SURF 2026: SURF OPEN: – Silvana Lima (CE) campeã panamericana 2023 e vice-campeã em 2024 e hexacampeã brasileira – Juliana dos Santos (CE) em 2024 foi campeã brasileira e medalha de bronze no Pan-Americano – Monik Santos (PE) campeã