A paralisação continua hoje no Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy , 2ª etapa do Circuito Mundial de Surfe (WSL) Championship Tour (CT), com a competição cancelada para o dia. As ondas ainda estão pequenas, mas com uma previsão promissora para os últimos três dias da janela de tempo ideal, a competição provavelmente será retomada no fim de semana, com os vencedores do evento sendo definidos em Manu Bay. A próxima chamada para reiniciar a competição será amanhã, sábado, 23 de maio, às 9h (horário da Nova Zelândia), para um possível início às 9h35. “As ondas pequenas continuam aqui em Raglan, mas temos ótimos indícios de muitas ondas de sábado para domingo e segunda-feira”, disse Renato Hickel, vice-presidente de torneios e competições da WSL. “Voltaremos amanhã e estamos confiantes de que teremos bastante ação nos próximos dias. Teremos três dias de ondas e precisamos de menos de um dia e meio para concluir o evento, então estamos ansiosos para terminar com chave de ouro nos próximos três dias.” Quando a competição for retomada, a bateria 5 da terceira rodada masculina colocará frente a frente o atual campeão mundial da WSL e destaque da segunda rodada em Raglan, Yago Dora (BRA), contra Marco Mignot (FRA). Mignot vem de uma de suas melhores performances no Circuito Mundial e espera manter o bom momento aqui na Nova Zelândia. Dora, por sua vez, busca se recuperar com mais uma participação nas quartas de final nesta semana para se manter entre os 5 melhores do ranking. Na última bateria da terceira rodada masculina, o veterano Jack Robinson (AUS) enfrentará Miguel Pupo (BRA) em Manu Bay. Robinson busca um resultado expressivo em 2026, já que ainda não conseguiu chegar às quartas de final nesta temporada. Pupo, que começou o ano com uma vitória no Rip Curl Pro Bells Beach, busca retornar ao Finals Day antes da etapa sul-americana do evento. A terceira bateria das quartas de final femininas colocará frente a frente a atual campeã mundial da WSL, Molly Picklum (AUS), e Bettylou Sakura Johnson (HAW). Sakura Johnson busca garantir seu melhor resultado do ano com uma vaga na semifinal. Na última bateria das quartas de final femininas, duas medalhistas de ouro olímpicas, Carissa Moore(HAV) e Caroline Marks (EUA), se enfrentarão por uma vaga nas semifinais. Ambas as campeãs mundiais buscam sua primeira semifinal em 2026, e enquanto Marks tentará usar seu frontside para contrastar com a abordagem backside de Moore, esta, por sua vez, buscará repetir o sucesso da Nova Zelândia, local onde conquistou sua primeira vitória no Circuito Mundial em 2013. Corona Cero New Zealand Pro apresentado por Bonsoy – Confrontos restantes da terceira rodada masculina [Baterias 2 a 8] ELIMINATÓRIA 2: Gabriel Medina (BRA) vs. Filipe Toledo (BRA) HEAT 3: Liam O’Brien (AUS) x Morgan Cibilic (AUS) HEAT 4: Rio Waida (INA) x Alejo Muniz (BRA) HEAT 5: Yago Dora (BRA) x Marco Mignot (FRA) ELIMINATÓRIA 6: Cole Houshmand (EUA) vs. Leonardo Fioravanti (ITA) HEAT 7: Italo Ferreira (BRA) x Kanoa Igarashi (JPN) HEAT 8: Jack Robinson (AUS) x Miguel Pupo (BRA) Confrontos das quartas de final do Corona Cero New Zealand Pro apresentado por Bonsoy – Feminino BATERIA 1: Gabriela Bryan (HAV) vs. Alyssa Spencer (EUA) ELIMINATÓRIA 2: Tyler Wright (AUS) vs. Sawyer Lindblad (EUA) ELIMINATÓRIA 3: Molly Picklum (AUS) vs. Bettylou Sakura Johnson (HAW) ELIMINATÓRIA 4: Carissa Moore (HAV) vs. Caroline Marks (EUA)
Baía Formosa será o palco do Surf Brasil Longboard Pro SUP Wave e SUP Race 2026
Na cidade do campeão olímpico no Rio Grande do Norte serão decididos os títulos brasileiros do Longboard e do Stand UP Paddle Wave e Race A cidade de Baía Formosa do campeão olímpico Italo Ferreira no Rio Grande do Norte, será o palco do Surf Brasil Longboard Pro SUP Wave e SUP Race 2026. O campeonato fecha a perna nordestina do Surf Brasil esse ano, na semana de 30 de maio a 7 de junho, decidindo os títulos brasileiros da temporada do Longboard e das modalidades Wave e Race do Stand UP Paddle. Longboarders e remadores do SUP com títulos mundiais, panamericanos e brasileiros, estão entre os 143 inscritos na competição inédita em Baía Formosa e no estado do Rio Grande do Norte, que será transmitida ao vivo pelo canal Surf Brasil TVno YouTube e na TV pelo canal Woohoo. O Surf Brasil Longboard Pro SUP Wave e SUP Race 2026 é uma realização de Surf Brasil com patrocínio da Subsecretaria do Esporte e do Lazer (SEL) e da Secretaria de Educação, Esportes e Cultura (SEEC) do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Prefeitura de Baía Formosa pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SEMEL), da Caixa Esportes e SW Longs, contando também com o apoio de Shopee, Suntech, Brazilian Tiger Balm, JISK, Hot Summer Classic Longboard, Wet Dreams, Center Fins, Pitasi, Malolo Surfboards, MS Surfboards, JSilva Surfboards, Top Wax e Alexandre Vale Shaper Design, suporte da Federação de Surf do Estado do Rio Grande do Norte (FESURF) e apoio institucional do COB – Comitê Olímpico do Brasil. “É com muita alegria, que o estado do Rio Grande do Norte recebe o Surf Brasil, com o Longboard e Stand UP Padlle nessa competição superimportante, que vai decidir os títulos brasileiros de 2026 em Baía Formosa”, destaca Cezinha Nunes, Secretário Estadual de Esportes do Governo do Rio Grande do Norte e presidente do Fórum de Gestores de Esportes do Brasil. “Além de todo o crescimento esportivo, esse evento também promove um grande crescimento econômico na cidade, com todos os atletas e acompanhantes, organizadores, movimentando a economia local. A belíssima cidade de Baía Formosa, com esse cenário paradisíaco, é um grande diferencial da competição, então ficamos muito felizes e é uma honra para o Governo do Estado, receber esse evento. Sem sombra de dúvidas, o fortalecimento do surf potiguar cresce cada dia mais e estamos aqui sempre buscando sua valorização, para manter esse esporte no topo”. Na modalidade Longboard, praticada em pranchões como no início do surf, os competidores são divididos em quatro categorias no Surf Brasil Longboard Pro SUP Wave e SUP Race 2026. A principal é a profissional com a maioria dos inscritos, 39 na competição masculina e 20 na feminina. Tem ainda a Sub-18 também com os dois gêneros, além das categorias só masculinas para os longboarders com 40 anos ou mais de idade e a dos que já completaram 50 anos. No SUP Wave são três divisões, com 21 inscritos na profissional masculina e feminina, além dos participantes do Sub-18 e 40+ que são só para os homens. No SUP Race, os remadores também são divididos nas categorias masculina e feminina. “É superimportante para o estado, esse evento do Surf Brasil que vai rolar nas ondas perfeitas da Praia do Pontal em Baía Formosa e vai decidir os títulos nacionais do Longboard e do SUP Wave e Race pela primeira vez no Rio Grande do Norte”, disse Saturnino Borges, presidente da Federação de Surf do Estado do Rio Grande do Norte. “As inscrições tiveram uma procura muito grande dos atletas, com muitas estrelas nacionais e até internacionais já confirmadas. Baía Formosa é um palco perfeito para a competição, muito bom para o público assistir, fica bem pertinho do mar vendo todas as manobras dos atletas nas ondas, então é uma grata satisfação esse evento acontecer aqui no nosso estado. Este é o terceiro ano seguido que realizamos eventos do Surf Brasil, agora com Longboard e SUP pela primeira vez”. DESTAQUES DO LONGBOARD E SUP QUE VÃO COMPETIR EM BAÍA FORMOSA No Longboard, alguns destaques que vão competir nas direitas do Pontal de BF, são o bicampeão mundial Phil Rajzman e a três vezes vice-campeã mundial Chloé Calmon, que já conquistou dois títulos brasileiros nos 4 anos da gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf. Outros participantes que ganharam títulos brasileiros desde 2022, são o Carlos Bahia (SP), Jefson Silva (SP), Rodrigo Sphaier (RJ), Luana Soares (SP), Sol Tostes(CE) e Atalanta Batista (PE), mãe do tetracampeão Sub-18, Daniel Batista, que estourou o limite de idade e vai competir na Profissional. Tem ainda a Katellyn Oliveira (SP) já bicampeã da Sub-18 e os tricampeões Robson Fraga (SE) na categoria 40+ e Daniks Fischer (SP) na 50+. Na modalidade SUP Wave, os quatro campeões brasileiros da categoria profissional neste período de 2022 a 2025 da gestão Teco Padaratz, vão buscar mais um título no Surf Brasil Longboard Pro, SUP Wave e SUP Race em Baía Formosa. O bicampeão de 2002 e 2025, Luiz Diniz (SP), chega embalado pela medalha de ouro conquistada no último Panamericano de Surf, realizado semanas atrás no Panamá. Quem também vai tentar mais um título brasileiro no SUP Wave Pro, são Alex Salazar(SP), Leonardo Gimenes (SP), Aline Adisaka (SP) e a tricampeã Gabi Sztamfater (SP). No Sub-18, tem o tricampeão Pedro Veiga (BA) e na categoria 40+ destaque para o bicampeão Adriano Trinca Ferro(SC). Na modalidade SUP Race, que premia o remador que for mais rápido para completar o trajeto, as principais atrações são Guilherme dos Reis (SP), Eri Tenorio (RJ), Moah Jessika (SP) e Lena Ribeiro(RJ). Nos Jogos Panamericanos de Surf 2026 no Panamá, teve dobradinha brasileira no alto do pódio, com Guilherme dos Reis conquistando sua segunda medalha de ouro, Eri Tenorio ganhando a de prata e Lena Ribeiro a de cobre no feminino. O jovem Giuseppe Nunes (BA) e Roseli Novloski(PR), também já conquistaram títulos brasileiros nas corridas de velocidade do Stand UP Paddle e estarão competindo em Baía Formosa. PERNA NORDESTINA DO SURF BRASIL COM SEIS EVENTOS EM CINCO ESTADOS O Surf Brasil Longboard Pro, SUP Wave e SUP Race vai fechar a perna nordestina do Surf Brasilesse ano. A temporada 2026 começou em fevereiro, com a abertura do Surf Brasil Pro 2026 na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarate, no Ceará. Em março teve a seletiva regional Norte/Nordeste para o Surf
Competição cancelada pelos próximos três dias no Corona Cero New Zealand Pro apresentado por Bonsoy
A competição Corona Cero New Zealand Pro Presented by Bonsoy , 2ª etapa do Circuito Mundial de Surfe (WSL) Championship Tour (CT), foi cancelada para hoje, amanhã e depois de amanhã. As ondas pequenas de hoje e dos próximos dias têm oferecido poucas oportunidades aos competidores, por isso a decisão foi adiar o evento até a chegada da próxima ondulação em Manu Bay, Raglan. A próxima decisão sobre a retomada da competição será na quinta-feira, 21 de maio, para um possível início na sexta-feira, 22 de maio. “Como esperado, chegamos à Baía de Manu esta manhã e encontramos o mar calmo”, disse Renato Hickel, vice-presidente de torneios e competições da WSL. “Nossa previsão indica que essas condições devem persistir por alguns dias, então vamos suspender as atividades pelos próximos dias e retornar na quinta-feira à tarde para uma nova avaliação. Estamos confiantes de que, se não na sexta-feira, teremos ótimas ondas previstas para o fim de semana e para o último dia da janela de oportunidade para a realização do evento.” Quando a competição for retomada, a primeira bateria promete ser imperdível , com os campeões mundiais brasileiros Gabriel Medina(BRA) e Filipe Toledo (BRA) se enfrentando pela segunda vez em dois eventos. Com Toledo levando a melhor em Snapper Rocks há apenas duas semanas, Medina buscará utilizar seu ataque na parte frontal das longas paredes de Manu Bay para conquistar a vitória e garantir uma vaga no Finals Day pela quarta vez consecutiva em 2026. O californiano Cole Houshmand (EUA) teve um início lento na temporada de 2026 do CT, mas ganhará confiança com a vitória em sua bateria inicial aqui em Raglan. O poderoso surfista goofy espera ampliar essa confiança com outra vitória em bateria, mas precisará superar o sempre consistente Leonardo Fioravanti (ITA) na bateria 6 da terceira rodada, quando a competição for retomada. Alyssa Spencer (EUA), de San Diego, busca igualar seu melhor resultado no CT com outra vaga na semifinal e, para isso, precisará derrotar a promissora Gabriela Bryan (HAV), da classe de 2026, na bateria 1 das quartas de final. A bicampeã mundial da WSL, Tyler Wright (AUS), enfrentará a destaque do evento , Sawyer Lindblad(EUA), na segunda bateria das quartas de final. Wright garantiu seu melhor resultado da temporada com uma vaga nas quartas de final, enquanto Lindblad busca sua terceira semifinal consecutiva em 2026. Corona Cero New Zealand Pro apresentado por Bonsoy – Confrontos restantes da terceira rodada masculina [Baterias 2 a 8] ELIMINATÓRIA 2: Gabriel Medina (BRA) vs. Filipe Toledo (BRA) HEAT 3: Liam O’Brien (AUS) x Morgan Cibilic (AUS) HEAT 4: Rio Waida (INA) x Alejo Muniz (BRA) HEAT 5: Yago Dora (BRA) x Marco Mignot (FRA) ELIMINATÓRIA 6: Cole Houshmand (EUA) vs. Leonardo Fioravanti (ITA) HEAT 7: Italo Ferreira (BRA) x Kanoa Igarashi (JPN) HEAT 8: Jack Robinson (AUS) x Miguel Pupo (BRA) Confrontos das quartas de final do Corona Cero New Zealand Pro apresentado por Bonsoy – Feminino BATERIA 1: Gabriela Bryan (HAV) vs. Alyssa Spencer (EUA) ELIMINATÓRIA 2: Tyler Wright (AUS) vs. Sawyer Lindblad (EUA) ELIMINATÓRIA 3: Molly Picklum (AUS) vs. Bettylou Sakura Johnson (HAW) ELIMINATÓRIA 4: Carissa Moore (HAV) vs. Caroline Marks (EUA)
Weslley Dantas dá show nas oitavas de final do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas
O campeão brasileiro de 2023 completou um aéreo que valeu a maior nota do ano e fez os dois maiores somatórios da sexta-feira na Praia do Borete em Ipojuca O Surf Brasil Pro Porto de Galinhas definiu as quartas de final na sexta-feira de chuva e só de competição masculina na Praia do Borete, em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. O campeão brasileiro de 2023, Weslley Dantas, se destacou com seus aéreos fazendo os dois maiores somatórios do dia, 16,00 e 15,83 pontos. Nas oitavas de final, acertou um full rotation incrível que arrancou nota 9,33, a maior do ano no Campeonato Brasileiro de Surf. O bicampeão brasileiro Douglas Silva também venceu bem sua bateria e segue na busca do bi na etapa pernambucana na sua casa. As quartas de final vão começar as 11h00 neste sábado, ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e pelos canais de TV Woohoo e XSports. Na sexta-feira de chuva em Porto de Galinhas, foram realizadas 16 baterias para formar as quartas de final. Na primeira bateria, o baiano Bino Lopes, que já tem título de campeão brasileiro no currículo, enfrenta o alagoano Amando Tenorio. A segunda é a do ipojucano Douglas Silva, defensor do título da etapa pernambucana do Surf Brasil Pro, com o cearense Cauã Costa. Na terceira tem mais um duelo de campeões brasileiros, do Weslley Dantas com o potiguar Israel Junior. E a última vaga nas semifinais, será disputada por outro potiguar de Baía Formosa, Alan Jhones, contra outro cearense, Santiago dos Santos. As ondas baixaram um pouco na sexta-feira na Praia do Borete, mas não impediram o show das grandes estrelas do surf brasileiro. O ubatubense Weslley Dantas já fez o segundo maior placar do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas no terceiro confronto do dia, quando derrotou Gabriel Andrépor 16,00 pontos, com um aéreo nota 8,67. E nas oitavas de final, atingiu 15,83 pontos no confronto de campeões brasileiros com o potiguar Jadson André. King Dantas acertou um full rotation espetacular, que arrancou a maior nota do ano. O 9,33 superou o 9,17 do Michael Rodrigues na primeira etapa de 2026 na Praia da Taíba, no Ceará. “Estou muito feliz de fazer uma bateria com o Jadson (André). Sou fã dele da pessoa e do surf, é um cara incrível e eu já sabia que essa seria a bateria mais difícil do evento pra mim”, disse Weslley Dantas. “Eu sei que tem muitos atletas bons aqui, mas pela experiência e pela bagagem que o Jadson já teve na elite mundial, eu sabia que teria que dar meu melhor. E tanto ele, como eu, podia fazer um 9 ou um 10, então já tava preparado pra fazer essa manobra. Eu tinha que dar uma diferenciada, tinha que voar e ir pro full rotation, porque eu sabia que o Jadson ia vir pros aéreos também. Não foi uma bateria só de surf, mas também de estratégia antes de entrar na água”. BICAMPEÃO BRASILEIRO NA BUSCA DO BI EM CASA EM PORTO DE GALINHAS Os 15,83 pontos que King Dantas totalizou nessa bateria, foi o maior placar das oitavas de final, batendo os 15,33 que o campeão brasileiro de 2022, Israel Junior, tinha acabado de fazer no duelo potiguar com Rafael Barbosa. Os dois agora vão se enfrentar no confronto que promete ser um espetáculo de aéreos neste sábado na Praia do Borete. Quem também se destacou na sexta-feira, foi o ídolo local Douglas Silva. O bicampeão brasileiro de 2024 e 2025, usou as manobras de borda dessa vez, para derrotar por 13,60 pontos, o paulista voador Murillo Coura, que vinha se destacando desde o primeiro dia. “Eu sabia que ia ser uma bateria difícil e achei que ia jogar forte com os aéreos, mas a condição do mar não tava tão favorável, não tinha as rampas. Então tive que usar as manobras de borda, que tão no pé também”, disse Douglas Silva. “Foi o jogo de borda que me consolidou na bateria desde o começo e to feliz de ter avançado. O Murillo (Coura) é um bom aerealista, a gente sempre faz boas baterias e eu joguei da forma que dava nesse mar hoje. É muito importante também agradecer todo mundo que tava ali na beira da praia na torcida. Foi uma vibe incrível da galera e é isso aí, mais um passinho dado, estamos nas quartas de final amanhã e to focadão na meta de sair daqui com o título”. QUATRO CAMPEÕES BRASILEIROS SE CLASSIFICAM PARA AS QUARTAS DE FINAL Foi vencendo a etapa em casa no ano passado, que Douglas Silva iniciou a busca pelo bicampeonato brasileiro consecutivo. Ele não competiu na abertura do Surf Brasil Pro 2026 na Praia da Taíba, no Ceará, então está começando a campanha pelo tri novamente no lugar onde treina todos os dias. Além do Dodô, do Weslley Dantas e do Israel Junior, o baiano Bino Lopes foi outro campeão brasileiro que passou para as quartas de final na sexta-feira. Ele foi o primeiro a se classificar, derrotando o paulista vice-campeão brasileiro do ano passado, Renan Pulga, na abertura das oitavas de final. “Eu sabia que ia ser uma disputa boa de backside com o (Renan) Pulga. Ele é um cara que surfa muito bem de backside, foi vice-campeão brasileiro no ano passado, fez vários resultados animais, então eu sabia que ia ser uma pedreira”, destacou Bino Lopes. “A bateria começou muito bem pra ele, fez uma onda quase na casa do 7 e eu sabia que precisava pegar uma onda boa, da série. Ele cometeu um erro em pegar uma ondinha que ficou ruim, deixando a prioridade pra mim. Aí veio a boa, consegui fazer duas manobras lincadas e os juízes deram uma nota boa, suficiente pra eu virar. Depois, só fiquei administrando a bateria e to amarradão por ter avançado. Agora, vamos com tudo pras quartas de final”. CINCO SURFISTAS AINDA BRIGAM PELA LIDERANÇA DO RANKING EM IPOJUCA Bino Lopes é um dos cinco surfistas que ainda podem tirar a liderança do ranking do cearense Michael Rodrigues no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. A sexta-feira amanheceu com 18 concorrentes, mas o vice-líder, Wesley Leite, caiu logo na primeira bateria do dia. Ele já assumiria a ponta
Surfistas locais de Ipojuca comandam o show no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas
O bicampeão brasileiro Douglas Silva bateu todos os recordes com seus aéreos e Monik Santos fez as maiores marcas femininas de 2026 Os surfistas locais de Ipojuca comandaram o show na quarta-feira do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas na Praia do Borete. O bicampeão brasileiro Douglas Silva, bateu todos os recordes desta segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Surf, somando um aéreo nota 9,00 na vitória por 15,40 pontos na repescagem. E a campeã brasileira Monik Santos foi para o topo das listas de maior nota e somatório feminino de 2026, com a nota 8,00 e os 13,40 pontos que totalizou também na repescagem. Agora os duelos passam para o formato de confrontos diretos nas 16 baterias da sexta fase masculina e nas oitavas de final femininas. O show de surf continua nesta quinta-feira, ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e pelos canais de TV Woohoo e XSports. “Estou muito feliz e quero agradecer a Deus, por todas as oportunidades que Ele me deu lá dentro do mar. Agradecer a minha família que está aqui todos os dias torcendo, meus amigos, minha namorada, todo mundo mandando a vibe e isso é muito importante”, disse Douglas Silva, que venceu essa etapa do Campeonato Brasileiro em casa no ano passado. “É muito maravilhoso para mim, voltar aqui aonde no ano passado foi o início do bicampeonato brasileiro e esse ano pode ser o início do tri né. Mas, estou super de boa, só deixando as coisas acontecerem, deixando Deus tocar o barco e fico amarradão de estar ali dentro d´água dando show pra galera”. A bateria que Douglas Silva mandou um aéreo full rotation de frontside, que igualou a nota 9,00 do paulista Kailani Renno e registrou um novo recorde de 15,40 pontos no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, foi de altíssimo nível. Foi um verdadeiro show de aéreos e o vice-líder do ranking, Wesley Leite (SP), avançou em segundo lugar por 12,30 pontos a 12,00 do ex-top da elite mundial, Peterson Crisanto (PR), que acabou eliminado com uma nota 7,50. Até o último colocado, Guilherme Fernandes (SP), surfou muito bem e chegou a liderar o confronto quando conseguiu uma nota 7,00 na sua melhor onda. “Eu sabia que seria uma bateria difícil, com o Xapa (Wesley Santos), o Urso (Peterson Crisanto), ex surfista do CT e o Guilherme (Fernandes) também, que veio pra repescagem junto comigo. Então eu sabia que ia ter que dar tudo de mim”, destacou Douglas Silva, que falou sobre o fato de competir em casa. “Isso é incrível. Tenho certeza de que todo atleta no mundo, que tiver uma torcida igual a que tenho em casa, se sentiria muito feliz, realizado. Isso pra mim é muito gratificante e só tenho gratidão a todo mundo que sai das suas casas pra vir na praia torcer por mim. Eu to só fazendo meu trabalho, fazendo o que eu mais amo, que é competir e surfar, estou bem comigo mesmo e a torcida tá incrível”. MONIK SANTOS BATE TODOS OS RECORDES DO SURF BRASIL PRO 2026 Assim como Douglas Silva, a também ipojucana Monik Santos aproveitou muito bem a segunda chance de classificação na repescagem, batendo todos os recordes femininos das duas etapas do Surf Brasil Pro 2026. A nota 8,00 que conseguiu com duas manobras muito fortes invertendo a direção da prancha, superou o 7,50 que a sua irmã, Nicole Santos, tinha feito no domingo na Praia do Borete. E os 13,40 pontos ultrapassaram os 13,17 da hexacampeã brasileira Silvana Lima na primeira etapa, na Praia da Taíba, no Ceará. Monik Santosfez os novos recordes para vencer três talentos da nova geração, a catarinense Kauanny de Souza, a carioca Sarah Ozorio e a paulista Kemily Sampaio. “Estou muito feliz de ter conseguido soltar meu surf e fazer uma boa nota, porque sei que as meninas estão em um nível muito alto”, disse Monik Santos. “A primeira bateria dessa fase, foi a da minha irmã (Nicole Santos). Ela conseguiu vencer e me inspirou muito, fiquei muito instigada e consegui essa nota 8. Soltei o pé e deu certo. Estou aqui com a minha família, minha esposa, minha irmã e quero agradecer a todos os meus patrocinadores, a Neuronha, a Prefeitura do Ipojuca que vem nos apoiando, incentivando e fazendo esse evento maravilhoso aqui em casa. É muito bom poder competir em casa, com todas as pessoas que eu amo, que me viram crescer e evoluir aqui nesse lugar maravilhoso, que é um paraíso”. TAINÁ HINCKEL SE RECUPERA CHEGANDO PERTO DO RECORDE DE 2026 Antes da Monik Santos registrar novos recordes no Surf Brasil Pro 2026, a surfista olímpica da Guarda do Embaú, Tainá Hinckel, já havia igualado a nota 7,50 da Nicole Santos e chegado bem perto do maior somatório do ano da Silvana Lima. A catarinense venceu sua bateria por 13,10 pontos, contra 13,17 da cearense. Tainá não conhecia o município do Ipojuca no litoral sul de Pernambuco e está competindo pela primeira vez na Praia do Borete. Por isso, encontrou dificuldades na sua estreia, mas aproveitou a segunda chance de classificação para as oitavas de final, eliminando a vice-líder do ranking, Analu Silva, da Paraíba. “Estou muito feliz de ter avançado essa bateria, porque ontem realmente acabei não me achando nas condições do mar e a onda aqui é um pouco difícil de ler, principalmente de se posicionar lá dentro”, disse Tainá Hinckel. “Não é tão fácil de competir aqui, mas estou feliz em estar me adaptando, entendendo melhor a onda e por ter passado minha bateria hoje. É a minha primeira vez aqui e achei o lugar maravilhoso, então estou feliz de ter avançado. Eu gosto bastante de competir no Circuito Brasileiro e estou superfeliz por passar a bateria, minha prancha tá boa e vamos seguindo, bateria por bateria”. SÓ A JULIANA DOS SANTOS SEGUE DEFENDENDO A PONTA DO RANKING No confronto seguinte, a cearense Juliana dos Santos, campeã brasileira de 2024 e líder do ranking 2026 com a vitória na primeira etapa na Praia da Taíba, também se recuperou do tropeço na sua estreia no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. Juju chegou antes em Ipojuca e venceu a etapa do Circuito Nordestino encerrada na sexta-feira passada nas mesmas ondas da Praia do
Principais estrelas do Surf Brasil Pro começam a se apresentar em Porto de Galinhas
A terça-feira foi dia da estreia dos melhores do ranking em Ipojuca que entram no evento principal e 10 das top-11 do feminino cairam para a repescagem As principais estrelas do Surf Brasil Pro 2026 começaram a se apresentar na terça-feira de mar difícil na Praia do Borete, em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. Mas, os cabeças de chave que entram no evento principal, sofreram com quem já vinha embalado desde a primeira fase. Das top-11 do ranking feminino, 10 foram mandadas para a repescagem. E entre os 11 dos top-22 do masculino que competiram na terça-feira, só 4 estrearam com vitórias. Outros 11 estão na segunda metade da quarta fase, que vai abrir a quarta-feira ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e pelos canais de TV Woohoo e XSports. A paulista Juliana Meneguel foi a única cabeça de chave que conseguiu vencer e passar direto para as oitavas de final do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. As outras 10 perderam e terão que passar pela repescagem, última rodada de confrontos formados por quatro competidoras. Inclusive as finalistas da primeira etapa de 2026 no Ceará, a líder do ranking Juliana dos Santos e a vice Analu Silva. A primeira vítima foi a número 3 do ranking, Larissa dos Santos, mas a cearense quase consegue a vitória no final da bateria, que acabou empatada em 9,40 pontos. A jovem paulista Carol Bastides, de 14 anos apenas, terminou em primeiro lugar por ter a maior nota, 5,07 contra 5,00 da campeã brasileira de 2018. “Foi muito nervosismo ali, porque o mar tá muito difícil de escolher a onda boa”, disse a bicampeã brasileira Sub-16 de 2024 e 2025, Carol Bastides. “Não tem um pico certo, definido, então fiquei muito tempo sem pegar nada, uns 10 minutos boiando até conseguir achar uma e fazer um 5,00. Essa nota já me deu uma relaxada, mas eu sabia que precisava surfar mais ondas, mas tava muito difícil. Meu pai pediu pra eu ir pra marcação e quase deu errado. Eu sei do meu potencial e acho que tenho bastante confiança no meu surf, então estou feliz que no final deu tudo certo e por já ter passado para as oitavas de final”. Outra surfista da nova geração e integrante da Seleção Brasileira Junior do Surf Brasil, Luara Mandelli, foi a segunda a conquistar classificação direta para as oitavas de final. A paranaense mandou duas tops do ranking para a repescagem, Kiany Hyakutake e Potira Castaman. A paulista Sophia Gonçalves, que também vem competindo desde a primeira fase, fez o mesmo com Tainá Hinckel e Ariane Gomes. Na quarta bateria, a vice-campeã no Ceará, Analu Silva, também perdeu para a cearense Gabriely Queiroz, assim como a campeã brasileira e líder do ranking 2026, Juliana dos Santos. A cearense fez parte da Seleção Brasileira do Surf Brasil que conquistou o tetracampeonato panamericano no Panamá, de onde trouxe uma medalha de bronze. Juliana dos Santos chegou em Ipojuca já ganhando a etapa do Circuito Nordestino, encerrada na sexta-feira da semana passada nas mesmas ondas da Praia do Borete. Mas, ela e a também campeã brasileira, Julia Nicanor, acabaram derrotadas pela Alexia Monteiro. A gaúcha repetiu a sua performance na segunda-feira, voltando a fazer os recordes femininos do dia, com a nota 6,20 e os 11,27 pontos que totalizou. “Foi uma bateria muito, muito difícil, com duas atletas sensacionais e o mar tava muito difícil também”, destacou Alexia Monteiro. “Eu não tava conseguindo me achar, mas eu venho trabalhando todos os dias para confiar em mim, confiar que Deus vai mandar onda e no finalzinho Ele mandou. Quando veio a onda, eu fui pro tudo ou nada, porque só interessava a vitória e deu certo. Só tenho que agradecer a Deus e ao Alan Jhones, que tava na areia pedindo pra eu me acalmar, que ia vir onda. Estou realmente muito feliz, porque foi uma belíssima bateria para seguir no campeonato”. ÚNICAS VITÓRIAS DAS SURFISTAS QUE ESTREARAM NO EVENTO PRINCIPAL Após essa bateria, duas surfistas que estavam estreando no evento principal do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, quebraram a série de derrotas e conquistaram a classificação direta para as oitavas de final. Uma delas foi a paulista Juliana Meneguel, número 9 do ranking, que derrotou a catarinense Kauanny de Souza e a carioca Mariana Areno. A outra foi a convidada Sophia Medina, que mandou a top-5 Kemily Sampaio e a campeã brasileira local de Ipojuca, Monik Santos, para a repescagem. “Estou muito feliz de ter passado e tava bem difícil o mar, muito vento, mas graças a Deus, deu tudo certo”, disse Sophia Medina, que vem embalada de duas vitórias seguidas em etapas do QS no Brasil. “Agradeço a Deus por tudo que vem acontecendo, de poder vir de vitórias no QS e chegar aqui passando a primeira bateria. Cada campeonato é uma história, então tem sempre que focar muito, porque o surf exige muito, exige corpo, mente e fico sempre tentando manter o foco. Todo campeonato a gente entra sempre pra dar nosso melhor e espero fazer outro bom resultado aqui, então estou feliz por ter começado bem”. EVENTO PRINCIPAL DOS HOMENS COMEÇA IGUAL AO DAS MULHERES A rodada de estreia dos cabeças de chave da competição masculina, começou igual a feminina, com o top-3 do ranking, Gabriel Klaussner, sendo mandado para a repescagem pelo embalado campeão brasileiro Israel Junior. O potiguar de Baía Formosa está invicto nas ondas da Praia do Borete esse ano e tenta recuperar o mau resultado na primeira etapa do Surf Brasil Pro 2026 no Ceará. Na Praia da Taíba, Israel Junior parou na mesma sexta fase que se classificou agora, com a vitória sobre Gabriel Klaussner e o cearense Lucas Bezerra por 12,16 pontos. “Estou felizão de ter avançado essa bateria e por estar conseguindo performar bem nesse evento”, disse o campeão brasileiro de 2022, Israel Junior. “Esse mar está parecido com o que eu surfo diariamente lá em Baía Formosa, no point, onde a onda é pequena assim também, meio picada e a prancha está boa nessa condição. É uma onda que eu gosto, uma condição que eu gosto e foi mais uma boa bateria. Estou feliz por ter avançado direto pra sexta fase e vamos nessa, vamos pra próxima,
Nova geração paulista bate todos os recordes do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas
Kailani Renno arrancou uma nota 9 nas boas ondas da segunda-feira na Praia do Borete e Murillo Coura fez o maior placar em Ipojuca na vitória por 14,34 pontos Dois talentos da nova geração do surf paulista bateram todos os recordes nas boas ondas da segunda-feira na Praia do Borete, em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. O ubatubense Kailani Renno, de 17 anos, arrancou a maior nota – 9,00 – desta segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026 e Murillo Coura, 19 anos, de São Sebastião, fez o maior placar vencendo sua bateria por 14,34 pontos. As meninas também competiram e os destaques foram a gaúcha Alexia Monteiro com os recordes femininos do dia – nota 7,00 e 12,50 pontos – e a cearense Gabriely Queiroz, que barrou a hexacampeã brasileira Silvana Lima. A continuação da terceira fase masculina vai abrir a terça-feira, ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e também pelo canal Woohoo e na TV aberta pelo XSports. O primeiro a se destacar na segunda-feira, foi Murillo Coura na quarta bateria do dia, contra o catarinense Lucas Vicente, o também paulista Hugo Bomfim e o potiguar Kayan Medeiros. Ele já bateu o recorde de nota do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas com um aéreo que os juízes deram nota 7,77, superando o 7,00 do potiguar Rafael Barbosano sábado e do paulista Deivid Silva no domingo. Murillo somou o 7,77 com 6,57 para aumentar o maior placar do campeonato para 14,34 pontos, ultrapassando os 13,33 do potiguar Alan Jhones no sábado também. Foi a segunda vitória do Murillo Coura nas ondas da Praia do Borete. “Estou bem confiante, mas fiquei um pouco nervoso no começo da bateria”, confessou Murillo Coura. “Tava difícil completar o aéreo ali no buraco, mas depois fui achando o lugar certo e peguei boas ondas para acertar as manobras. Esse ventinho aqui hoje, pra quem é goofy e manda aéreo, é a melhor combinação que tem. Até pra quem é regular e tem habilidade nos aéreos de backside, é um vento que ajuda bastante. Estou amarradão de ter passado essa bateria e quero mandar um beijo pra família, minha namorada, meu sogro e minha sogra e é isso, vamos pra próxima”. Nove baterias depois, o filho do famoso surfista das antigas, Zecão de Ubatuba, o jovem Kailani Renno, que integrou a Seleção Brasileira Junior do Surf Brasil no último Mundial da ISA no Peru, deu seu show nas ondas da Praia do Borete. Esta é a primeira vez que ele participa de etapas válidas pelo título brasileiro de surf profissional e ganhou as duas baterias que disputou no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas em Ipojuca. Na segunda-feira, Kailani achou uma esquerda que abriu a parede para mandar três manobras fortes de frontside e finalizar com um aéreo rodando na onda que arrancou nota 9,00 dos juízes. “Essa foi a minha primeira nota 9,00 no Brasileiro profissional e to muito feliz”, disse Kailani Renno. “Aquela onda veio pra mim, mandei o primeiro layback animal, aí mandei uma pancada, preparei o aéreo, dei o aéreo e voltei. Eu pedi muito pra Deus por essa onda, ela veio e aproveitei ao máximo. Estou muito feliz de ter avançado e, principalmente, por ter tirado uma nota 9,00. Foi incrível e se eu tivesse voltado naquele primeiro alley-oop que mandei, acho que seria outra nota excelente, mas acabou pegando um bump ali e caí”. ANIVERSARIANTES DA SEGUNDA-FEIRA FESTEJAM CLASSIFICAÇÃO Quem também estava feliz na segunda-feira, era o ex-recordista de pontos do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. O potiguar Alan Jhones era um dos aniversariantes do dia, junto com o pernambucano Junior Lagosta, o E O Lobster. Ambos passaram suas baterias, mas Alan Jhonesavançou com vitória sobre o também potiguar Mateus Sena e os cearenses Marcos Alves TTe Guilherme Lemos. O potiguar de Baía Formosa, mesma cidade que revelou o campeão olímpico Italo Ferreira, completou 37 anos de idade e é um dos surfistas que disputaram todas as 22 etapas válidas pelo título brasileiro na gestão Teco Padaratz na presidência da Confederação Brasileira de Surf, iniciada em 2022. “Estou feliz de ter passado mais uma bateria, ter achado uma onda boa ali faltando 4 minutos, que me deu a classificação. E no meu aniversário eu não poderia perder, começar o dia com o pé esquerdo seria demais né (risos)”, brincou Alan Jhones. “Eu já fiz bons resultados aqui nessa praia, até ganhei etapa do Brasileiro Profissional, fui terceiro lugar em outra final também, venci Expression Session e sempre consegui me encaixar bem nessa onda. Hoje foquei nas direitas, consegui pegar boas ondas pra passar e vamo pra próxima, porque ainda tem uma longa caminhada até a final”. NOVA GERAÇÃO DO SURF FEMININO SE DESTACA NA SEGUNDA-FEIRA Após o encerramento da segunda fase masculina, foi iniciada a segunda rodada feminina já valendo classificação para o evento principal do Surf Brasil Pro, quando começa a ser dividida a premiação de meio milhão de reais oferecida em cada etapa do circuito nacional mais rico do mundo. As que se classificaram para enfrentar as top-11 do ranking, já garantiam um mínimo de 3 mil reais e com direito a repescagem se não vencer a bateria. As primeiras a conquistarem este privilégio, foram duas surfistas da Seleção Brasileira Junior do Surf Brasil, a paulista Carol Bastides de apenas 14 anos de idade e a paranaense Luara Mandelli, 18 anos. Na segunda bateria, a paulista Sophia Gonçalves e outra integrante da Seleção Brasileira Junior, a potiguar Maria Clara, também avançaram para o evento principal do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. E na terceira, a jovem cearense Gabriely Queiroz surpreendeu duas campeãs brasileiras que eram as favoritas para se classificar. Gabrielyarriscou manobras no crítico das ondas, para vencer a bateria e eliminar a hexacampeã brasileira e também cearense Silvana Lima. A outra campeã era a paulista Julia Nicanor, que avançou em segundo lugar, junto com Gabriely Queiroz. “Primeiramente, quero agradecer a Deus, porque sem Ele eu não sou nada e to sem acreditar até agora, que tirei a Silvana Lima, então estou muito feliz”, disse Gabriely Queiroz. “Eu sabia que a bateria não ia ser fácil desde ontem, quando vi as meninas da bateria. Acho que qualquer atleta fica insegura com esses nomes que caíram comigo. A Isabelly Knut é bem nova e surfa pra caramba,
Ipojucana Nicole Santos brilha com recorde no Surf Brasil Pro Porto de Galinhas
A pernambucana ganhou a maior nota da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Surf e igualou o recorde feminino da temporada 2026 na Praia do Borete A surfista local de Ipojuca, Nicole Santos, brilhou no domingo com a maior nota da segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026 em Porto de Galinhas. O 7,50 que recebeu com um ataque explosivo de frontside numa direita na Praia do Borete, superou o 7,00 do potiguar Rafael Barbosano sábado e igualou a maior nota feminina do Campeonato Brasileiro de Surf esse ano, da campeã da primeira etapa no Ceará, Juliana dos Santos. As meninas estrearam no domingo e depois foi iniciada a segunda fase masculina, que prossegue nesta segunda-feira com transmissão ao vivo pelo canal Surf Brasil TV no YouTube e também pelo canal Woohoo e na TV aberta pelo XSports. A pernambucana Nicole Santos estreou na sexta bateria feminina do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas, que tinha a cearense Silvana Lima como grande favorita. A hexacampeã brasileira vinha embalada pelo bicampeonato panamericano conquistado no domingo no Panamá, mas Nicoleachou uma direita que formou uma junção para ela atacar forte, com uma batida explosiva que arrancou nota 7,50 dos juízes. Os 11,57 pontos que totalizou, também foram o maior placar feminino do domingo na Praia do Borete. Silvana Limaavançou junto com Nicole Santos, eliminando a jovem paulista Marina Suguimoto. “Foi uma bateria incrível com a Silvana (Lima). Sou muito fã dela, então fiquei bem confiante agora, depois de ganhar da Silvana e vamos com tudo pras próximas baterias”, prometeu Nicole Santos, que é irmã mais jovem da campeã brasileira Monik Santos. “Eu estou bem à vontade, em casa, tem altas ondas e isso é o mais importante. Então, foi só fazer a estratégia junto com a minha irmã (Monik Santos), de trocar notas e não cair da prancha. Quero agradecer a Prefeitura de Ipojuca, por estar proporcionando esse grande evento pra gente nessa praia linda, que sempre dá boas ondas. Agradecer também a minha família, a minha irmã que é minha treinadora, minha mãe pelo Dia das Mães hoje e vamo pra cima”. Monik Santos depois fechou a primeira fase também com vitória em sua estreia nesta segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026 na sua casa. A pernambucana estava junto com Silvana Lima no Time Brasil que conquistou o tetracampeonato panamericano, em 5 anos da gestão Teco Padaratzna presidência da Confederação Brasileira de Surf. As duas e a atual líder do ranking brasileiro, Juliana dos Santos, vieram direto do Panamá para Porto de Galinhas e Monik Santos ganhou a sua primeira bateria na Praia do Borete, contra a também pernambucana Chay Oliveira, a cearense Anaelya de Lima e a paulista Aurora Ribeiro, que avançou junto com ela para a segunda fase. “Estou muito feliz de ter a oportunidade de competir em casa. Foi aqui que eu cresci surfando e mantenho meu treino em dia, então é muito gratificante poder surfar aqui, porque a Praia do Borete sempre tem boas ondas”, destacou a experiente Monik Santos, que falou sobre o recorde de participantes da categoria feminina nesta segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026, com 58 inscritas. “Eu sou de uma geração que não tinha muita oportunidade de competir, então ver o circuito brasileiro crescendo a cada ano e o surf feminino valorizado, é sobre isso que a gente luta e cuida. Eu sempre falo desde a minha adolescência, que o Brasil tem talentos femininos, mas precisava de visibilidade, de investimento e de oportunidades”. Monik Santos foi acompanhada pela irmã e nova recordista Nicole Santos, na entrevista da transmissão ao vivo do Surf Brasil Pro Porto de Galinhas. Ela também respondeu sobre a ausência da sua mãe, Dona Vera, para assistir elas competirem na Praia do Borete: “Mãinha não aguenta não vir aqui (risos). Ela fica lá em casa, assiste um pouquinho e sai, depois só vê o resultado. Mas, Feliz Dia das Mães, te amo muito mãe, eu e a Nicole aqui, a gente conseguiu passar a bateria para presentear a senhora e vamo pra cima. Te amo mãe e feliz Dia das Mães para todas as mães do Brasil”. TRÊS CAMPEÃS BRASILEIRAS ESTREIAM COM VITÓRIAS NO DOMINGO Antes da Monik Santos, outras duas surfistas que já tem título de campeã brasileira no currículo, também tinham estreado com vitórias na segunda etapa do Surf Brasil Pro 2026 em Ipojuca, a paulista Julia Nicanor e a cearense Yanca Costa. Julia foi a primeira campeã a vencer sua bateria na Praia do Borete, logo após a hexacampeã Silvana Lima ser derrotada por Nicole Santos. Julia Nicanor enfrentou duas surfistas da nova geração e não encontrou dificuldades para vencer a paranaense Duda Azamor e a paraibana Nalanda Carvalho. Na segunda fase, ela e Silvana Lima vão competir juntas, disputando duas vagas para o evento principal com mais duas surfistas bem mais jovens, a cearense Gabriely Queiroz e a paulista Isabelly Knut. “É muito bom começar vencendo a bateria. Nos últimos eventos eu tomei muita virada no final, mas me mantive resiliente pra ficar com a cabeça boa e busquei forças para esquecer dos momentos ruins que passaram”, disse Julia Nicanor, uma das poucas surfistas que já fazem manobras aéreas no surf feminino. “Eu to muito empolgada, com muita vontade e quero buscar a vitória aqui. Mas sei que a galera está esperando eu mandar o aéreo. Eu gosto muito desse lugar e nos treinos eu consegui botar uns aéreos, mas hoje as condições estão bem difíceis, com vento muito forte. Acho que amanhã deve melhorar e espero conseguir realizar. Vai ser um momento muito bom pra mim de fazer essa manobra na bateria”. SEGUNDA FASE MASCULINA INICIADA COM DOIS CAMPEÕES BRASILEIROS Após o encerramento da rodada inicial feminina, começou a segunda fase masculina quando estreiam 48 surfistas mais bem colocados no ranking do Surf Brasil Pro 2026, contra os classificados da primeira fase. E a primeira bateria já foi em altíssimo nível, com dois campeões brasileiros que decidiram o título de 2022 na grande final na Praia da Taíba, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Foi um verdadeiro show de aéreos que o potiguar Israel Junior tirou até nota 10, para bater o cearense já bicampeão brasileiro, Messias Felix. Israel confirmou o favoritismo na Praia do Borete e venceu de novo, mas Messias e o também cearense Felipe Martins, acabaram eliminados pelo jovem paulista John Muller. “Estou feliz
Surf Brasil Pro abre o segundo desafio do Campeonato Brasileiro neste sábado em Ipojuca
O maior encontro do surf nacional vai reunir 214 surfistas de 16 estados em Porto de Galinhas com novo recorde de 58 brasileiras competindo num campeonato O Surf Brasil Pro abre o segundo desafio do Campeonato Brasileiro de 2026 neste sábado na Praia do Borete, em Porto de Galinhas, no município do Ipojuca, litoral sul de Pernambuco. O maior encontro do surf nacional vai reunir 214 surfistas de 16 estados do país e registra um novo recorde de 58 brasileiras participando de um campeonato feminino. O show de surf garantido na disputa pela premiação histórica de meio milhão de reais do circuito nacional mais rico do mundo, vai até o dia 17 em Porto de Galinhas. O aumento significativo na quantidade de competidoras, é resultado direto do trabalho da Diretoria de Desenvolvimento Feminino implantado na gestão do presidente Teco Padaratz na Confederação Brasileira de Surf, iniciada em 2022. A vice-presidente Brigitte Mayer comandou esse projeto, com o programa Talento Feminino buscando novas surfistas por todo o litoral brasileiro nos últimos anos. Tanto que a maioria das 58 inscritas no Surf Brasil Pro de Porto de Galinhas, é de meninas da nova geração que estão tendo a oportunidade de competir na categoria profissional, graças ao novo formato inaugurado esse ano. Nas últimas 3 temporadas, uma elite nacional com somente 48 homens e 24 mulheres, disputava os títulos brasileiros da temporada e a premiação recorde de meio milhão de reais, que passou a ser oferecida em cada etapa no ano passado. O Surf Brasil então decidiu abrir o Campeonato Brasileiro Profissional, para mais surfistas terem a mesma chance. A quantidade de participantes subiu para até 168 competidores na categoria masculina e 60 na feminina. Na primeira etapa no Ceará, já foi registrado um recorde de 49 inscritas, que agora aumentou para 58 surfistas, quase atingindo o novo limite de participantes. Na categoria masculina, novos nomes também surgiram com o formato inaugurado no Surf Brasil Pro 2026. Um exemplo é o cearense Rafael Silva, o Tigrão, local da Praia da Taíba, que aproveitou o fato de poder competir em casa na primeira etapa e foi até as quartas de final. Ele trabalha no Porto de Pecém em São Gonçalo do Amarante, ganhou uma bolada de 8 mil reais pelo quinto lugar e se animou para seguir competindo. Com o ranking dinâmico atualizado a cada etapa, Rafael chega em Pernambuco já no seleto grupo dos Top-22 que estreiam somente na quarta fase em Porto de Galinhas, com premiação mínima de 3 mil reais garantida e direito a repescagem, se não vencer sua primeira bateria na Praia do Borete. CONVIDADOS DO SURF BRASIL COM O MESMO PRIVILÉGIO DOS TOPS DO RANKING Quem também desfruta desse privilégio, são os convidados pela Diretoria de Esportes da Confederação Brasileira de Surf. Nesta segunda etapa, os escolhidos foram os vencedores das duas etapas do antigo Dream Tour realizadas em Porto de Galinhas, o paulista Edgard Groggia em 2024 e o atual bicampeão brasileiro de 2024 e 2025, Douglas Silva. Os dois não participaram da primeira etapa e teriam que entrar na primeira fase, se não recebessem os convites. O pernambucano vem embalado com o título de campeão panamericano de 2026, conquistado no domingo no Panamá, onde o Surf Brasil festejou o tetracampeonato em 5 anos da gestão Teco Padaratz na entidade máxima do esporte no país. “Estou numa expectativa muito boa, porque é a minha primeira etapa do Brasileiro esse ano. Infelizmente, não consegui ir lá na Praia da Taíba e tô muito feliz em poder competir em casa de novo, com toda minha família, meus amigos, no lugar onde eu cresci surfando”, disse Douglas Silva. “Pra mim vai ser incrível começar aqui, onde no ano passado iniciei a busca do bicampeonato brasileiro ganhando essa etapa daqui. Quero agradecer ao Surf Brasil, pelo convite de me juntar aos tops na quarta fase, pois acabei de voltar do Panamá. Mas já me sinto preparado pra competir, a expectativa tá lá em cima e vamo com tudo, simbora”. CAMPEÕES NO CEARÁ DEFENDEM A LIDERANÇA DO RANKING EM IPOJUCA Quem também fez parte do Time Brasil tetracampeão nos Jogos Pan-Americanos de Surf Panamá 2026, foram os cearenses que ganharam a primeira etapa do Surf Brasil Pro 2026 em casa na Praia da Taíba, Michael Rodrigues e Juliana dos Santos. Michael acabou perdendo numa hora ruim do mar na Playa Venao, mas a Juliana trouxe uma medalha de bronze, ficando na semifinal cearense contra a agora bicampeã panamericana Silvana Lima. Juliana e Michael vão defender a liderança do ranking em Ipojuca. “É uma felicidade gigantesca estar de volta a Porto de Galinhas, dessa vez com um suporte maior ainda da Neuronha”, contou Michael Rodrigues. “No ano passado, a gente fechou patrocínio aqui e estamos completando 1 ano de parceria. A Neuronha pegou uma casa de frente ao evento, na beira da praia. É uma etapa superimportante na busca do título brasileiro e estou feliz da vida com esse suporte gigantesco do time da Neuronha aqui. Esse lugar eu realmente gosto de vir, com muito Sol, muito calor, condições que me favorecem e estou bem feliz de estar de volta”. Michael Rodrigues há muitos anos mora em Florianópolis (SC), mas iniciou sua carreira competindo pelo Nordeste. No ano passado, ele ficou em terceiro lugar na Praia do Borete, perdendo nas semifinais para o baiano Yage Araujo, vice-campeão na final com o ipojucano Douglas Silva. Michael já fez parte da elite do surf mundial e vem chegando bem perto do título brasileiro nos últimos anos. Ele acabou ficando em terceiro lugar no ranking final de 2022, em quarto no de 2024 e em terceiro novamente no ano passado. Agora, largou na frente do Surf Brasil Pro 2026 e quer o desejado título brasileiro esse ano. O MAIOR ENCONTRO DO SURF NACIONAL COM 214 SURFISTAS DE 16 ESTADOS Entre os 16 estados representados no maior encontro do surf nacional, o número de participantes nascidos no Ceará forma o segundo maior pelotão em Porto de Galinhas e os líderes dos rankings, Michael Rodrigues e Juliana dos Santos, encabeçam a lista de 44 cearenses, 33 homens e 11 mulheres. Só fica abaixo de São Paulo, que tem 54 inscritos e maioria também nas duas categorias, com 37 na masculina e
Pedro Calado e Catarina Lorenzo são os campeões do CBSurf Big Wave Mormaii em Laguna
Surf Brasil e Movimento Big Waves Brasil (BWB) acertam na previsão e os big riders dão um show em uma segunda-feira clássica com milhares de pessoas na Praia do Cardoso O carioca Pedro Calado e a baiana Catarina Lorenzo conquistaram os títulos do CBSurf Big Wave Mormaii em Laguna e são os novos campeões brasileiros de ondas grandes do Surf Brasil. Em uma segunda-feira de mar clássico, com ondas desafiadoras passando dos 5 metros de altura na Praia do Cardoso, os maiores big riders do país deram um show para as milhares de pessoas que compareceram para assistir de perto o maior desafio do surf brasileiro no Farol de Santa Marta. O CBSurf Big Wave Mormaii foi realizado com apoio do Governo do Estado de Santa Catarina por meio da Fundação Catarinense de Esporte (FESPORTE), da Prefeitura Municipal de Laguna e foi transmitido ao vivo pelo Canal Surf Brasil TV no YouTube. Com uma nota 10 na grande final, o carioca Pedro Calado superou o melhor do mundo em ondas gigantes, Lucas Chumbo. O big rider de Saquarema terminou em segundo lugar, com o catarinense Marco Polo em terceiro, o noronhense Buday Santos em quarto, Marcos Monteiro também de Saquarema em quinto e outro carioca, Stephan Figueiredo, em sexto lugar. Na final feminina, a jovem baiana Catarina Lorenzo surpreendeu ao vencer a favorita Michelle Des Bouillons, que ficou em segundo lugar com a também carioca Débora Mota em terceiro, a catarinense Pâmela Mel em quarto, a paranaense Michaela Fregonese em quinto e a gaúcha Yasmin Dias completou a decisão em sexto lugar. A CHAMADA PRECISA A abertura da Janela de Espera do evento ocorreu em 05 de novembro de 2025 e estaria aberta até o dia 15 de agosto de 2026. Dentro deste período, surgiu nos gráficos de previsão um ciclone se formando no sul da Argentina, que estava previsto para o dia 04 de maio. Com 7 dias de antecedência, foi dado o Sinal Amarelo para a chamada do evento, deixando atletas, prestadores de serviço da produção do evento e órgãos públicos em alerta para a possibilidade de realização do evento. A ondulação ia se mantendo nos gráficos, ganhando tamanho, energia e período. Tudo parecia que seria um swell histórico na praia do Cardoso. Com esse cenário se formando, com 4 dias de antecedência, a organização do evento decidiu dar o Sinal Verde para a competição. Na próxima atualização dos gráficos de previsão, após a decisão pelo Sinal Verde, o auge da ondulação foi passando da noite de domingo (03) para quarta (04) para o final da manhã do dia 04, porém, perdendo tamanho, energia e período. Também foi entrando um vento nordeste mais forte (antes estava noroeste fraco). O conjunto destes fatores fez a organização questionar se a chamada seria acertada, pois o vento nordeste muito forte poderia “afastar” a ondulação, fazendo ela perder força. Durante a montagem da estrutura, no dia 02 (sábado) os fortes ventos do quadrante sul chegaram, danificando parte da estrutura que estava sendo montada para o evento e gerando uma grande invasão de areia nas vias de acesso ao Farol de Santa Marta e no local onde estava sendo instalada a estrutura. “Eventos de Ondas Grandes são muito difíceis de fazer. Além de ter muito pouco tempo para a contratação de fornecedores, articulação com órgãos públicos e instalação de estruturas físicas e digitais, ele ainda é produzido no meio de um ciclone”, explicou Reinaldo Jaeger, Gestor de Projetos do Movimento BWB, Diretor de Sustentabilidade da Federação Catarinense de Surf (FECASURF) e da Associação de Surf de Laguna (ASL) e Diretor Técnico da Associação de Surf e Tow-in do Farol de Santa Marta (ASTFSM). Ao nascer o sol na manhã de segunda-feira, séries enormes (aprox. 5 a 6 metros – 20 pés), desenhadas pelo vento terral fraco, quebravam em um Cardosão com textura lisa e ondas abrindo para os dois lados, mostrando que a chamada do evento tinha sido assertada. OS MELHORES DO BRASIL Na lista de competidores, representantes dos mais variados estados do Brasil. Referências na modalidade Surf de Ondas Grandes, tanto em âmbito nacional quanto internacional, disputavam os títulos do CBSurf Big Wave Mormaii 2026 e, consequentemente, os títulos de campeões brasileiros. Na primeira fase da categoria masculina, os big riders catarinenses dominaram, com Marco Polo, Vinicius dos Santos e Carlos Henrique vencendo as suas baterias. O carioca Stephan Figueiredo ganhou a outra e todas as baterias tiveram pontuações apertadas, com pequena margem de diferença entre os competidores. O grande destaque foi Marco Polo, com uma nota 9,00. Logo em seguida, entrou na água a semifinal da categoria feminina e as vencedoras das baterias foram Catarina Lorenzo (BA) e Michelle Des Bouillons (RJ), com boa margem de vantagem sobre as adversárias. Os grandes destaques foram uma nota 10 da Michelle Des Bouillons e dois drops alucinantes da Catarina Lorenzo. Na semifinal masculina, Stephan Figueiredotambém venceu a primeira bateria e se classificou para a grande final, junto com Buday Santos(Fernando de Noronha – PE) e Marcos Monteiro(RJ). A segunda semifinal foi vencida por Lucas Chumbo (RJ), por uma diferença de apenas 0,03 do Pedro Calado(RJ) e 0,20 do Marco Polo, que também avançaram para a final. Nesta segunda bateria, houveram duas notas 9,45 e uma 9,30. Na grande final feminina, Catarina Lorenzo com apenas 18 anos de idade se destacou, mostrando muita atitude no big surf e levando o título da competição. Michelle Des Bouillons, que também havia se destacado na semifinal, ficou na segunda colocação. Já na final masculina, Pedro Calado fez uma nota 10 já na primeira onda da bateria, criando uma larga vantagem sobre os outros competidores desde o início. Na sua segunda onda ele fez uma nota 8,50, consolidando-se ainda mais na liderança. Lucas Chumbo e Marco Polo até tentaram tirar o título do Pedro Calado, com uma nota 9,3 e uma 8,90, respectivamente, mas não conseguiram. DECISÕES DO CBSURF BIG WAVE MORMAII: CATEGORIA MASCULINA: 1º Pedro Calado (RJ) 2º Lucas Chumbo (RJ) 3º Marco Polo (SC) 4º Buday Santos (Noronha/PE) 5º Marcos Monteiro (RJ) 6º Stephan Figueiredo (RJ) CATEGORIA FEMININA: 1º Catarina Lorenzo (BA) 2º Michele Des Bouillons (RJ) 3º Débora Mota (RJ) 4º Pâmela Mel (SC) 5º Michaela Fregonese (PR) 6º Yasmin Dias (RS) SHOW DE IMAGENS O evento se preocupou em registrar da melhor maneira o Cardosão em fúria. A organização do evento contratou uma grande equipe de fotógrafos e videomakers, coordenados por Bred Oliveira. Foram dois videomakers e dois fotógrafos